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  A existência de Deus: perdendo amigos e familiares
22/06/2017

ELIVELTON LIMA DE MOURA
PA - CURIONOPOLIS
Estudo realizado de forma bibliográfica debatendo um dos temas mais discutidos entre comunidade científica e religiosa. Neste artigo, abordo a complexidade se Deus existe ou não. No final, nós apenas encontramos uma forma de nos sentir aliviados.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Bioética


A grande discussão do mundo e que envolve todas as classes sociais, sem dúvidas é de como o mundo surgiu. Digamos que a sociedade seja dividida em dois grandes grupos, os religiosos e os detentores do fruto proibido. Pois bem, essas duas classes sempre geram grandes polêmicas quando o assunto é a origem do mundo.

A cada período ou século que se passa, às tecnologias vão se difundindo, confundindo, alimentando mentes, gerando discussões e apresentando novas formas tecnológicas de discussão. Uma dessas formas é o famoso aplicativo chamado de Whatsapp. Se você utiliza algumas dessas tecnologias de forma errada, ela acaba ajudando você a se tornar mais ignorante, por outro lado, elas se tornam uma arma indispensável para a conquista do fruto proibido.

Certo dia recebi uma imagem com um esquema realizado por um filósofo (Epicuro – 341 a.C.), embora o filósofo tenha vivido em uma época em que tecnologia não era o auge da “coisa”, seus pensamentos ainda hoje vagam em meio ao novo mundo tecnológico.

Tentando fugir agora da tecnologia e voltando a realidade e tema principal desse texto, queria eu dizer que o pensamento de Epicuro reflete diretamente ao principio da criação. Segundo as escrituras sagradas (Bíblia), o universo foi criado por Deus. Como está escrito na Bíblia (que foi escrito pelos chamados discípulos), não cabe contestação para os seus seguidores. Podemos até dizer que não caiba discussão, mas também podemos admitir que falta uma grande clareza para interpretar de forma correta essas escrituras.

No ano de 1859, Charles Darwin publicou uma das obras mais comentadas de todos os tempos. Como alguns seguidores gostam de brincar, Darwin publicou a “Bíblia da Biologia”. Para a turma do criacionismo, uma frase dessa chega a ser ofensiva ou motivos de risos. A grande verdade e que poucos criacionistas não levam em consideração ou até mesmo não tem esse conhecimento, é que Charles Darwin acreditava na existência de Deus, acontece que sua obra não foi lida e interpretada corretamente pela comunidade religiosa.

Interpretação pode não ser o ponto forte de muitos, mas a verdade é, dialogando sem compromissos (nessas horas que os pontos positivos aparecem) com uns colegas de profissão, um professor expôs um ponto bastante construtivo. A bíblia conta que Deus fez Adão e logo depois criou a Eva. Adão e Eva então comeram do fruto proibido e gerou o pecado. Segundo ainda o pensamento religioso, Deus deu o livro arbítrio para todos, cabe a cada um utilizá-lo de forma “correta”.

Tentando responder de forma mais clara esse tópico, vamos a alguns pontos:

a) Charles Darwin: publicou sua obra não para afrentar a igreja, mas como um bom estudioso e para ajudar responder perguntas em que a comunidade científica gostaria de saber e que acabou por responder alguns pontos em que a igreja mascarava de forma errônea. O seu objetivo era a pesquisa científica, tanto que hoje Darwin é referência em estudo de comportamento animal, é citado por diversos autores em obras até envolvendo outras áreas que não seja a biologia; b) O fruto proibido: voltando a falar da conversa com o professor, ele expôs um ponto positivo. A bíblia não é interpretada de forma correta. Deus criou não só um Adão e uma Eva, mas, para esse colega, Deus criou vários “Adãos” e várias “Evas” e que o pecado surgiu por causa do fruto proibido, o fruto proibido seria o conhecimento. De fato, quando muitos membros da igreja adquirem um bom nível de conhecimento, eles acabam duvidando de muitos pensamentos religiosos. Podemos citar Martinho Lutero (1483) só pra finalizar essa linha de raciocínio.

Voltando a falar de Epicuro que no seu pensamento, ele contestava a existência de Deus. Se Deus é onisciente e onipotente, Ele deve saber da existência do mal, Ele deve saber como acabar com mal ou/e não adianta falar que o mal seja pra nos testar, se Deus é onisciente, Deus sabe o resultado e não precisa nos testar.

A ideia de que o Universo tenha surgido da criação divina, é uma ideia muito vaga. Essa ideia não se aplica aos conceitos adquiridos pelo fruto proibido, pois sabemos que o mundo está em constante evolução e não adianta a comunidade religiosa falar ao contrário. Se Deus criou o Universo, o Universo é matéria, Deus teria que ser matéria, então quem criou Deus? Será que Deus foi fruto da evolução?

Certamente você deve está pensando que pelo Big Bang não foi. O fato é, sabemos e crescemos sempre com nossos pais falando: “Se você não obedecer, Papai do Céu vai te castigar.”. Essa frase sempre reina no nosso meio enquanto criança. Crescemos com a mentalidade de que existe um ser superior a nós e que a qualquer hora pode nos causar um mal. Seja esse ser do bem ou seja o outro ser considerado do mal. Na verdade, o que é colocado a nós é um mundo de fantasias em que devemos obedecer e não questionar, pois algum mal vai parecer como forma de retaliação a sua atitude. O medo acaba nos sucumbindo a essa realidade e crescemos com isso.

Ainda citando fatos expostos pela igreja. No livro de Apocalipse fala sobre o tal número da besta (666). Na verdade, nem a própria bíblia fala se o número é 666 ou se é 999, sabe-se que ele refere ao número da besta. No ano de 2012, a revista Super Interessante publicou um artigo sobre o tal número da besta. O artigo baseou-se das explanações de Brustolin (que coordena ou coordenava o curso de pós-graduação em teologia da PUCRS). Segundo Brustolin, o tal número referia-se a César Nero que era um dos imperadores de Roma e o que mais perseguia cristãos. Como era “proibido” falar o nome dele, os cristãos passaram a chamá-lo por um código, possivelmente esse código era o 666. Eles consideravam Nero como sendo essa “besta”.

O título do texto reflete muito o que falei agora. Muitos podem não aceitar as minhas explanações, como havia comentado, isso pode ser por causa da frase que os nossos pais sempre falavam pra nós quando criança. Digamos que os adeptos a existência de Deus apenas seguem esse modelo pelo medo e não propriamente pelo fato da sua existência. Criticar a existência de Deus é sem dúvidas o maior medo de quase todos.

Sempre que eu comento ou discuto com alguém sobre Deus, eu sempre manifesto a Grécia Antiga. Na Grécia Antiga, todos temiam a ira dos Deuses. Esse fato era pela falta do fruto proibido. Como nessa época não existia explicações para muitos fenômenos ocorrendo na natureza, era mais fácil atribuir isso como sendo a ira dos Deuses. Certamente esse pensamento ainda vaga até hoje com todas essas tecnologias em mãos.

Querubins, anjos, demônios, Satanás, Deus. Isso tudo pode ser histórias contadas para uma comunidade crescer com o medo de explanar suas ideias e difundir seus conhecimentos. Sem querer criticar muitas ideias, mas já criticadas, as culturas podem ser mudadas, então por que não mudar algumas ideias?


ELIVELTON LIMA DE MOURA
PA - CURIONOPOLIS

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