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  Ocorrência documentada de Formicivora grisea (Boddaert, 1783) (Aves: Thamnophilidae) na Área de Proteção Ambiental Delta do P
29/01/2017
Formicivora grisea (Boddaert, 1783) (Aves: Thamnophilidae), popularmente conhecida como papa–formiga–pardo, é comum no Brasil, ocorrendo desde a Amazônia até o Brasil Oriental em bordas de florestas úmidas e secas, capoeiras, restingas...

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


O gênero Formicivora Swainson, 1824 (Aves: Thamnophilidae) apresenta aves com um padrão geral do colorido de plumagem, que se assemelha a certos pássaros dos gêneros Drymophila Swainson, 1824 (Thamnophilidae) e Myrmotherula Sclater, 1858 (Thamnophilidae) ou ainda a algumas espécies do gênero Herpsilochmus Cabanis, 1847 (Thamnophilidae), os quais apresentam hábitos similares às espécies destes gêneros no comportamento geral, nos hábitos reprodutivos e na construção do ninho (Sigrist, 2009). De acordo com o CBRO (2014) o gênero possui oito espécies, sendo quatro endêmicas do sudeste do Brasil (F. iheringi Hellmayr, 1909, F. littoralis Gonzaga & Pacheco, 1990, F. erythronotos (Hartlaub, 1852) e F. serrana (Hellmayr, 1829)) (Reis & Gonzaga, 2000; del Hoyo et al., 2003). A espécie F. grisea (Boddaert, 1783), popularmente conhecida como papa–formiga– pardo, possui 12 cm, e no Brasil ocorre desde a Amazônia até o Brasil Oriental em bordas de florestas úmidas e secas, capoeiras, restingas, caatingas e matas secundarias. Segue bandos mistos e, ocasionalmente, formigas de correição (Insecta: Hymenoptera: Formicidae). O macho de F. grisea distingue–se do de F. melanogaster Pelzeln, 1868, com o qual é sintópico, pelos tons cinza–amarronzados das partes superiores e não cinza–azulados presentes naquele (Sigrist, 2009). Quanto ao status de conservação, a espécie aparece com grande abundância no Brasil, sendo que a tendência da população parece estável e, portanto, a espécie não se aproxima dos limiares de vulnerabilidade sob o critério de evolução demográfica (declínio > 30% em dez anos ou três gerações), ocorrendo na Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela (Birdlife, 2012). Os exemplares, uma fêmea e um macho (Figuras 1 e 2), foram capturados com redes de neblina durante esforço amostral em área de restinga com o objetivo de caracterizar e inventariar a avifauna daquele ecossistema situado próximo (2°53’16”S 41°42’18”O) ao Aeroporto Internacional de Parnaíba, Piauí, no dia 12/IX/2010. O município de Parnaíba está situado na área litorânea piauiense, juntamente com outros três municípios: Ilha Grande, Luiz Correia e Cajueiro da Praia (IBGE, 2010). Figura 1. Formicivora grisea (Boddaert, 1783) (Aves: Thamnophilidae), macho, capturado em área de restinga, Parnaíba, Piauí, Brasil. 503 Com. Sci., Bom Jesus, v.6, n.4, p.501-504, Out./Dez. 2015 Guzzi et al. (2015) / Ocorrência documentada de Formicivora... Figura 2. Formicivora grisea (Boddaert, 1783) (Aves: Thamnophilidae), fêmea, capturada em área de restinga, Parnaíba, Piauí, Brasil. Figura 3. Mapa da região de estudo. 504 Ciencias Biológicas e Ambientais Com. Sci., Bom Jesus, v.6, n.4, p.501-504, Out./Dez. 2015 Os espécimes foram capturados no período da manhã, foram anilhados com anilhas numeradas padrão CEMAVE (ICMBio). Os principais dados biométricos são: macho – comprimento total do corpo: 11,7 cm; asa: 4,8 cm; cauda: 4,2 cm; comprimento do tarso: 1,6 cm; peso: 8 g.; fêmea – comprimento total do corpo: 11 cm; asa: 4,8 cm; cauda: 4,2 cm; comprimento do tarso: 1,7 cm; peso: 9 g. Os dois indivíduos eram adultos e estavam em período de muda, identificado pelos canhões nas asas. A área amostral é composta por ambiente de restinga (Figura 3). Segundo Santos Filho et al. (2015) a restinga piauiense conta com cerca de 363 espécies pertencentes a 74 famílias botânicas, das quais 13% de lenhosas exclusivas às restingas estudadas. A forma de vida predominante (57,6%) é a de nanofarenófitos, similar ao que ocorre entre outras restingas brasileiras. As famílias mais representativas são Fabaceae (108 spp.), Euphorbiaceae (19 spp.) e Amaranthacea (13 spp). Suas fisionomias são semelhantes às demais restingas brasileiras (campos, frutícetos e florestas). As espécies comuns a outras áreas são: Cyperus maritimus Poir (Cyperaceae), Matelea maritima (Jacq.) Woodson (Apocynaceae), entre outras. O bioma apresenta similaridade com as demais restingas nordestinas, intrinsecamente relacionadas à Floresta Atlântica em sua composição, do que com os ecossistemas a elas adjacentes. Referências Birdlife International. Formicivora grisea. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2014.2. 2012. http://www.iucnredlist.org/ Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO). Lista de Aves do Brasil Versão 2014. 2014. http//www.cbro.org.br/ del Hoyo, J., Elliot, A., Christie, D.A. (eds.) 2003. Handbook of the birds of the world, vol. 8: Broadbills to Tapaculos. Lynx Edicions, Barcelona, Espanha. 845 p. IBGE. Cidades. 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. http://www.ibge.gov. br/ Reis, H.B.R., Gonzaga, L.P. 2000. Análise da distribuição geográfica das aves das restingas.

https://comunicatascientiae.com.br/comunicata/article/viewFile/976/371


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