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  A UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS “VIVOS” NA BUSCA DA CONSCIENTIZAÇÃO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.
12/04/2010
Trabalho prático e teórico utilizando materiais vivos em sala de aula - ensino fundamental - ensino público

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Educação
Educação ambiental
Educação formal
Conservação e manejo da fauna
Zoologia


RAMOS[1], Francielle Cristina Luiz.

 

 

A cada ano que passa maiores devastações vem ocorrendo em relação ao desperdício dos recursos naturais, bem como a depredação dos mananciais de água doce. O Oeste Catarinense possui várias bacias hidrográficas que ultrapassam limites fronteiriços, e são alvos da instalação de inúmeras usinas hidrelétricas/barragens. Os peixes são vertebrados mais antigos e numerosos. Os peixes fazem parte do cotidiano do aluno, pela presença de vários rios e riachos localizados em nossa região. O objetivo desta atividade foi compreender as relações de preservação e a conservação ambiental através de modelos vivos presentes no dia a dia do aluno, relacionando diversos conceitos: científicos, socais e culturais. O componente curricular “Vertebrados”, insere-se na 6ª série do ensino fundamental, o qual trabalha conceitos diretos sobre cada classe, assim, a proposta foi estabelecida diante do que o aluno “gostaria de saber e aprender” sobre essa classe tão importante para toda cadeia alimentar dos seres vivos. Cada turma trouxe um (01) exemplar. Na 6ª série 1, o peixe trabalhado foi a “Tilápia” - Oreochromis niloticus, na 6ª série 2, o peixe trabalhado foi o “Lambari” – Astyanax bimaculatus, os quais foram feitos os procedimentos das biometrias (medidas que são feitas com todas as partes externas do corpo de um peixe), essas  medidas foram: peso (g), comprimento padrão (da cabeça até início da nadadeira caudal), comprimento total (da cabeça até ponta final da nadadeira caudal), circunferência da cabeça (medida antes das nadadeiras peitorais). Após as biometrias os peixes foram abertos com auxílio de tesoura e pinça, onde os alunos puderam perceber a fisiologia interna do peixe, a posição do coração, do estômago, dos intestinos, do fígado, as brânquias (coloração) e também identificar o sexo, observando a presença das gônadas. O estômago foi aberto com auxílio da pinça e observado na placa de petri com auxílio de lupa.

No peixe da turma 1, a Tilápia - Oreochromis niloticus, biometrias: peso:18,1g, comprimento padrão:10,5 cm, comprimento total: 8 cm, circunferência: 7 cm, fêmea madura. O estômago estava parcialmente cheio, no qual foi encontrado somente detrito mineral (barro), pelo hábito característico desta espécie.

No peixe da turma 2, o “lambari” - Astyanax bimaculatus, biometrias:  peso: 14,20 g, comprimento padrão: 7,50 cm, comprimento total: 9,30 cm, circunferência: 5 cm3, fêmea madura. O estômago dessa fêmea estava parcialmente cheio, onde encontramos restos de insetos: formigas (hymenoptera) e besouros (coleópteros).  Essa metodologia foi distribuída a cada aluno, onde aprenderam a manipular cientificamente um “peixe”. Foi produzido um desenho colocando as etapas dos procedimentos realizados.

A importância da preservação e da riqueza que a ictiofauna (fauna de peixes) transmite, faz com que cada indivíduo perceba a sua função social no ambiente, e que o equilíbrio ambiental e social depende de cada um, das suas ações e da sua consciência, sabendo que os seres humanos fazem parte da Ecologia.



[1]              Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais – Grupo de Estudos Ambientais da Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai - Unochapecó. EEB Hélio Lentz Puerta.


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