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  DOENÇA DE CHAGAS: AMOSTRAS POSITIVAS DO LABORATÓRIO DO HOSPITAL E MATERNIDADE BOM JESUS DOS PASSOS. OEIRAS-PI
27/04/2014
RESUMO Este estudo objetivou determinar quantidade de amostras positivas da doença de chagas, com análise dos fatores socioeconômicos. Realizado no laboratório do Hospital e Maternidade Bom Jesus dos Passos na cidade de Oeiras- Piauí.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Saúde
Análises Citopatológicas


ROSANA RAQUEL DANTAS MESQUITA DOENÇA DE CHAGAS: AMOSTRAS POSITIVAS DO LABORATÓRIO DO HOSPITAL E MATERNIDADE BOM JESUS DOS PASSOS. OEIRAS-PI Artigo apresentado á Faculdade Montenegro, São Raimundo Nonato-PI, como requisito parcial para obtenção de grau de pós-graduação em Bioquímica. Data de Aprovação: ___/___/___ BANCA EXAMINADORA YANA MARA DE OLIVEIRA COELHO ORIENTADORA: PROFESSORA. ESP. JANE MARIA GONÇALVES COORDENADORA _____________________________________________________________________ ARNALDO MAGALHÃES JÚNIOR MESTRE EM BIOLOGIA ANIMAL A minha mãe e irmãos por tão grande apoio e carinho, e as minhas amigas, Eronilde e Luciene que juntas me deram força durante essa etapa da minha vida LISTA DE TABELAS TAB.1- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas segundo o ano. TAB.2- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas segundo o sexo. 12 TAB.3- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas segundo a moradia. 13 TAB.4- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas segundo a zona a que pertencem. SUMÁRIO 1.INTRODUÇÂO.........................................................................08 2. REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................09 3.METODOLOGIA.......................................................................11 4. APRESENTAÇÂO E DISCUSSÂO DOS RESULTADOS........12 5.CONCLUSÂO...................................................................... REFERENCIAS............................................... RESUMO Este estudo objetivou determinar quantidade de amostras positivas da doença de chagas, com análise dos fatores socioeconômicos. Realizado no laboratório do Hospital e Maternidade Bom Jesus dos Passos na cidade de Oeiras- Piauí. Analisando as amostras de soros sanguíneos, constatou-se 10 casos chagásicos, com uma maior prevalência ao sexo masculino (80%), uma menor incidência no sexo feminino com (20%) e uma maior predominância relacionada as populações das zonas rurais com (90%). Conclui-se que há uma grande prevalência da doença de chagas na cidade de Oeiras que aumenta a cada ano, esse fato esta relacionado há elementos comuns, como condições habitacionais, tendo no âmbito da ocorrência a zona rural, envolvendo populações pobres e casas de má qualidade, além do descaso político com a situação sanitária rural. Observou-se uma prevalência maior relacionada ao sexo masculino, por tratar-se de homens que penetram em ambientes silvestre, trabalhando nas florestas, abrindo estradas, construindo barragens, facilitando a infecção, por estarem em zonas totalmente endêmicas. Visto que não existe vacina contra a doença, é necessário enfatizar a importância da identificação e notificação na fase aguda, a fim de mimetizar o agravamento do quadro clínico, além da adoção de políticas públicas adequadas para o controle da mesma, pois os fatores de risco relacionam-se a aspectos socioeconômicos da população. Palavras - chaves: Doença de Chagas. Fatores Socioeconômicos. Prevalência. ABSTRACT This study CPU installed determine amount of positive samples of Chagas disease, with analysis of the socioeconomic factors. Performed in the laboratory of the Hospital and maternity Bom Jesus dos Passos in the city of Oeiras-Piauí. Analyzing samples of blood sera, found 10 cases chagásicos, with a greater prevalence males (80%), a lower incidence of female literacy (20%) and greater prevalence related populations of rural areas with (90%). It is concluded that there is a large prevalence of Chagas disease in the city of Oeiras which increases each year, this fact this related there are common elements, such as terms of habitation, taking in the context of the rural area, involving poor people and poor quality homes, as well as political with the rest of the health situation. A greater prevalence related to males,-men who penetrate in environments silvestre, working in the forests, paving roads, building dams, facilitating infection, as fully endemic areas. Since there is no vaccine against the disease, it is necessary to emphasize the importance of the identification and notification in the acute phase, in order to mimetizar further clinical picture in addition to the adoption of appropriate public policies to control the same as the risk factors relate the socioeconomic aspects of the population. Keywords: Chagas disease. Socioeconomic Factors. Prevalence 1. INTRODUÇÂO Lopes (2007) diz: “A doença de chagas continua sendo um grande problema de saúde pública, ocorrendo principalmente em maior prevalência nas regiões menos favorecidos, onde há péssimas qualidades de moradia e pouco conhecimento sobre o vetor e os riscos que podem casar para a saúde”. A situação das regiões chagásicas, tende a agravar-se cada vez mais, pois os serviços de saúde pública nem sempre são capacitados a fazer a profilaxia da doença. O problema de habitação rural, complica-se em função dos trabalhadores rurais não dispor financeiramente para construções de uma boa casa, com água encanada, esgotos e dos demais serviços indispensáveis a vida moderna. O objetivo principal da pesquisa é descrever o número de pessoas chagásicas, relacionando-as aos fatores socioeconômicos. Vários são os problemas que existem no estudo da doença de chagas e foi visando mostrar estes problemas a população que foi desenvolvido este artigo, com a finalidade de um melhor reconhecimento sobre a doença, que acarreta a morte de várias pessoas por ano. 2. REFERENCIAL TEÓRICO A doença de chagas é uma antropozoonose determinada pela Tripanossoma cruzi e inclui entre uma das maiores endemias. Segundo Neves (2005) “O ciclo biológico da Tripanossoma cruzi, é do tipo heteroxênico, passando o parasito por uma fase de multiplicação intracelular no hospedeiro vertebrado e extracelular no interior do inseto vetor”. Lopes (2007) diz: “A principal maneira de transmitir a doença é através da presença da Tripanossoma cruzi nas fezes ou urina deixadas pelo barbeiro no momento da picada, onde eventualmente o homem ou animal irá coçar e o protozoário penetrar na mucosa”. Os animais domésticos e o próprio homem constituem fontes de infecção, os vetores são os barbeiros que se encontrão nas miseráveis casas habitadas por uma parte considerável das populações rurais. Segundo Paulino (2002): “A fase aguda é marcada pela presença de febre que pode assumir a forma contínua ou irregular, ou em alguns casos chegar a 40c”. Alguns pacientes apresentam fortes reações inflamatórias no ponto de inoculação. “Na fase diferenciada ou de latência o paciente permanece assintomático durante 10 ou 20 anos, algumas vezes durante toda a vida, sendo diagnóstico firmado apenas por laboratório”. (AUTO, 2002). Para Datasus (2007) “a doença de chagas é um problema de saúde pública no Brasil, que implica a adoção de políticas públicas adequadas para o controle da mesma”. Andrade (2009) diz: 10 “Os primeiros reservatórios conhecidos do T. cruzi, além do homem foram tatu, o cão e o gato. Hoje sabe-se que sete ordens de mamíferos apresentam espécies que foram encontradas infectadas pelo T. cruzi das quais 10são domesticas e 71 silvestres”. 3. METODOLOGIA O artigo trata-se de uma pesquisa quantitativa, desenvolvida através de estudo e pesquisas, adquiridas por meio de bases literárias, objetivando proporcionar um estudo sistemático da doença. Foi realizado um levantamento de dados, através das amostras aleatória simples, coletadas nas fichas de exames sanguíneos de pessoas de pessoas chagásicas, no período de 2006 a 2009, o instrumento de coleta utilizado para obtenção dos dados foi o formulário, requisitando alguns dados de identificação como sexo, escolaridade,nível social e moradia. O período da coleta ocorreu do dia 01 a 05 de março de 2010, no Hospital e Maternidade Bom Jesus dos Passos, na cidade de Oeiras, centro oeste do estado do Piauí. Após coletados foram processados eletronicamente através do programa Microsoft Excel, que gerou tabelas para então ser realizada analise dos dados. 4. APPRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Com a realização de um levantamento de dados, a respeito da incidência da doença de chagas no município de Oeiras,a partir de dados coletados no laboratório, pode-se observar as quantidades de amostras positivas nos anos de (2006 a 2009), foram respectivamente, 2006 (01 caso); 2007 (02 casos); 2008 (03); e 2009 (04 casos). TAB.1- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas Segundo o ano. ANO NÚMEROS DE CASOS % 2006 01 10% 2007 02 20% 2008 03 30% 2009 04 40% Chama-se a atenção, para o fato de ter ocorrido um aumento na notificação a cada ano.esse resultado evidencia um paradoxo. Será que não está a vendo um controle eficaz dos triatomíneos, já que está sempre detectando novos casos da doença Na pesquisa constatou-se que o sexo masculino tem maior predominância relacionada ao feminino, provavelmente isso vem ocorrendo devido trata-se de trabalhadores rurais, que moram em casas de taipa, barro e sem reboco. TAB.2- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas Segundo o sexo. SEXO NÚMEROS DE CASOS % MASCULINO 08 80% FEMININO 02 20% 13 TAB.3- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas Segundo a moradia. CASAS NÚMEROS DE CASOS % TAIPA, BARRO 09 90% REBOCADA 01 10% Aragão (1961) diz: “Os triatomíneos encontram-se nas miseráveis casas habitadas por uma parte considerável das populações rurais latino-americanas (especialmente as casas de barro cru, com paredes fendilhadas), um habitat favorável para a multiplicação dos barbeiros”. A maioria dos homens que apresentaram a doença, moram em zonas rurais, e costumavam dormir nas florestas, em dias de caças a animais silvestres. Dormiam ao relento em redes, sem proteção dos mosqueteiros ou até mesmo repelente, para impedir a picada de insetos noturnos. Todos esses fatores contribuíram muito para um aumento significativo da doença. TAB.4- Distribuição por número de percentagem das amostras examinadas Segundo a zona à que percentagem. ZONAS NÚMEROS DE CASOS % RURAIS 07 70% URBANA 03 30% A partir das informações acima citadas, acredita-se que haja a possibilidade de ter uma maior incidência da cronicidade da doença nos próximos anos, devido ao fato da população não buscar um tratamento adequado na fase aguda, e o controle de saúde pública que não está sendo eficaz. 5. CONCLUSÃO A doença de chagas é um problema de saúde pública no Brasil, que implica a adoção de políticas públicas adequadas para o controle da mesma. Pois os fatores de riscos relacionam-se a aspectos socioeconômicos da população. Esse fato é evidenciado com elementos comuns, condições habitacionais, tendo no âmbito da ocorrência a zona rural, envolvendo populações pobres e casas de má qualidade. Visto que não existe vacina contra a doença, é necessário enfatizar a importância da identificação e notificação na fase aguda, a fim de mimetizar o agravamento do quadro clínico. Conclui-se que a melhor medida prolifática da doença é o combate ao vetor, e medidas de saneamento básico, com a melhoria das moradias dos indivíduos que residem nas áreas endêmicas, substituindo casebres de taipa Poe casas construídas dentro das normas técnicas e higiênicas mínimas, onde os triatomíneos não encontrem condições para implantar-se. A pesquisa foi de fundamental importância para mostrar os problemas enfrentados pelas populações das zonas rurais e a indiferença das soluções políticas. O presente artigo objetivou-se a revelar a realidade das zonas rurais do município de Oeiras- PI, referente à doença de chagas, especificando em valores numéricos a incidência da doença, que aumenta a cada ano. REFERÊNCIAS ANDRADE, Maria Margarida de. Doenças infecciosas e protozoários. 6ª edição. São Paulo: editora ática, 2003. PAULINO, José. Biologia. 8ª ed. São Paulo: editora ática, 2002. AMABIS, José Mariano e MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia, 2ª Ed. São Paulo: moderna, 2004. LOPES, Sônia. Bio. 1ª Ed. São Paulo: editora saraiva, 2007. NEVES, David Pereiras. Parasitologia Humana. 6ª ed. Rio de Janeiro: atheneu, 2005. BRANCO, Josélio de Carvalho. Texto de apoio. Brasília; 2003. GOWDAK, Demétrio e MATO, Neide. Aprendendo ciências, vol. 06. São Paulo: editora FTD-SA, 1991. Dados do Hospital e Maternidade Bom Jesus dos Passos. Oeiras- PI, 2010. SOAES, José Luiz, programa de saúde. São Paulo: editora scipione, 2009. AUTO, José de Farias. Doenças infecciosas e parasitarias. Rio de Janeiro: Revinter, 2002. DATASUS. História da doença de chagas. Disponível em: http://w3.datasus. gov. br/datasus, acessado em: 23/04/2010. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual prático de subsidio à notificação obrigatória no SINAN. Disponível em :http://portal.saud.gov.br/portal/arquivos/pdf. Acessado em 23/04/2010. RUMJANEK, Franklin David. Biologia: Doenças parasitológicas. Vol.06. Brasília: ática, 2006. 15 ARAGÃO, M. B. Aspectos climáticos da doença de chagas. São Paulo: ática, 1961. APÊNDICE 1 – FORMULÁRIO FORMULÁRIO “DOENÇA DE CHAGAS” DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1 – SEXO: ( ) MASCULINO ( ) FEMININO 2 – ESCOLARIDADE: ( ) FUNDAMENTAL INCOMPLETO ( ) FUNDAMENTAL COMPLETO ( ) ENSINO MÉDIO INCOMPLETO ( ) ENSINO MÉDIO COMPLETO 3 – NÍVEL SOCIAL – RENDA: ( ) MENOS DE 510,00 R$ ( )MAIS DE 510,00 R$ ( ) MAIS DE 1020,00 R$ 4 – MORADIA: ( ) CASAS DE PÁU – A - PIQUE; BARRO ( ) CASAS REBOCADAS 5 – QUAL A ZONA A QUE PERTENCE? ( ) ZONA RURAL ( ) ZONA URBANA

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