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  Extinção agora e sempre
11/11/2011
atualizado em: 05/12/2011

JOÃO HENRIQUE BARBOSA
SP - ARARAQUARA
A extinção da fauna e flora vem ocorrendo diante de nossos olhos, localmente e regionalmente, e nada fazemos para evitar o pior.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Inventário, Manejo e Conservação da Vegetação e da Flora
Inventário, Manejo e Conservação da Fauna


Li um artigo no site http://www.oeco.com.br/fernando-fernandez/18373-oeco_27232, sobre extinção baseando no livro "A Gap in Nature" de Tim Flannery e Peter Schouten, publicado em 2001, onde relata as diversas extinções comprovadamente ocorridas pela expansão da raça humana da terra, então fiquei tentado em escrever algumas linhas, sobre o que penso e vejo... Extinção... Esta palavra que parece tão distante e que remete à maioria das pessoas aos dinossauros ocorre todos os dias... falo isto, pois realizo inventários de fauna para fins de licenciamento ambiental para diversos empreendimentos e a extinção é algo brutalmente claro e palpável. Estou falando de extinção local e regional, tão pouco comentada e levada a sério. Contudo a extinção de uma espécie começa assim. Nos inventários que realizo, coordeno informações adquiridas no campo com os relatos das populações tradicionais e moradores mais antigos da região, e o que vejo é que a lista de espécies que estes me passam é muito maior do que a observada em campo. Alguns poderiam atribuir isto ao tempo de investigação que estes tiveram para observar a área ser maior do que o realizado pela minha equipe em campo, fazendo que a lista de espécies deles seja maior que a minha. Acho um pouco ingênua esta conclusão. Para alguns grupos taxonômicos mais difíceis de serem observados esta conclusão pode até ser aceita, contudo acredito e observo que muitas das espécies relatadas pelos moradores não existe mais no local onde outrora foram vistas. Foram extintas. Por que não posso afirmar isto com certeza? Porque não há trabalhos científicos realizados anteriormente no local. Os investimentos a pesquisa e ciência do país estão voltados à chamada ciência de ponta, tecnológica avançada... Gastam-se milhões em pesquisas que vão apenas beneficiar empresas especificas de setores agrícolas, farmacologicos entre outras. É lógico que entendo a necessidade destes estudos mas e notória a falta incentivo na realização de trabalhos simples de campo, inventários, classificações vegetacionais, florística, caracterização ecológica, estudo da paisagem... mas não em áreas protegidas... porque estas já estão protegidas... falo de trabalhos em fragmentos florestais, matas ciliares, morros, em APPs, Áreas de Reserva Legal... Se isto fosse uma verdade seria mais fácil discutirmos o porque de não aceitar o novo Código Florestal... Teríamos dados reais. Enquanto isto não ocorre às leis vão acabar com os pequenos refúgios que abrigam as espécies que hoje são comuns, levando-as a extinção local, regional e porque não mundial.

JOÃO HENRIQUE BARBOSA
SP - ARARAQUARA

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