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  AUTISMO
19/08/2017

VANESSA PIMAZONI CORTES
PR - CURITIBA
A INCLUSÃO SOCIAL DOS AUTISTAS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA - 2016

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Responsabilidade Socioambiental
Saúde
Treinamento e Ensino na Área de Saúde
Biotecnologia e Produção
Bioética


Apresentação do diagnóstico da situação dos autistas  no município de Curitiba.

UM BREVE HISTÓRICO:

Em 1943, o médico austríaco, Dr. Leo Kanner (USA, Beltimore), descreveu o autismo pela primeira vez em seu artigo “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo”, no qual é relatado11 casos.

Em 1944, outro médico austríaco, Dr. Hans Asperger, descreve mais um artigo denominado “Psicopatologia Autística da Infância”, que demorou muito para ser lido, por ter sido escrito em alemão.

Atualmente, tanto o Dr. Kanner como o Dr. Asperger foram os que identificaram o autismo, como sendo um distúrbio.

Autismo é uma síndrome (Transtorno do Espectro Autista - TEA) definida por alterações neurobiológicas que se manifesta desde cedo, antes dos três anos de idade, e que se caracteriza pelas dificuldades na comunicação, na interação social, comportamento (repetitivo e inadequado) e no uso da imaginação. O autista possui dificuldade de sociabilização, ou seja, dificuldade em relacionar-se com os outros, sendo incapaz de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas. Outra característica é quando existem mudanças na rotina, nos móveis, no endereço ou no trajeto, perturbam muito alguns portadores desta síndrome.

Sua causa ainda é desconhecida,  não há cura, apenas tratamento. Acredita-se que sua origem esteja presente em alguns fatores, como:

·         anormalidades do cérebro,

·         origem genética,

·         problemas relacionados a fatos ocorridos durante a gestação ou  na hora do parto 

O dia do autismo ("Dia Mundial de Conscientização do Autismo" ) é celebrado em todo o planeta em 2 de abril, data instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 2008. Nesta data, iluminam-se prédios e monumentos de azul ao redor do mundo. Esta cor foi escolhida para o autismo, devido a incidência ser bem maior em meninos do que em meninas (mais de 4 para 1). O objetivo é, a conscientização da sociedade sobre o respeito para com esta síndrome, para que haja, mais diagnóstico, mais tratamento, mais respeito e menos preconceito.

Em 2011, a Dra. Cristiane Silvestre de Paula, pós-doutora em Psicologia Médica e Psiquiatria e consultora do Comitê Científico do Autismo & Realidade, mencionou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está pronto para atender as crianças autistas, porém  não há estrutura suficiente para este atendimento. A equipe multidisciplinar (pediatras, psicólogos e psiquiatras) não se encontra preparada para lidar com o perfil desta síndrome, devido a falta de capacitação.

TIPOS DE AUTISMO: 

1.      Autismo – Alto Funcionamento:

Autismo de alto funcionamento é aquele em que se trata do atraso da fala, o qual compromete a fase lúdica e o desenvolvimento social de seu portador, podendo ele ter um comportamento auto destrutivo ou compulsivo. O QI desse tipo de autismo é normal.

 

2.    Autismo – Baixo Funcionamento:

Autismo de baixo funcionamento é um caso mais severo do autismo, envolvendo graves habilidades sociais e da comunicação, além de movimentos repetitivos. O QI deste tipo de autismo fica abaixo da média.

 

3.      Autismo – Síndrome de Asperger

É o Autismo de alto funcionamento o qual o indivíduo apresenta problemas com jogos e com habilidades e relacionamentos sociais, porém apresenta facilidade de expressão (característica deste tipo). Estes indivíduos também podem desenvolver um interesse obsessivo em algumas situações. E, também podem ser altamente inteligentes com especialização em alguma área (música ou matemática, por exemplo).

Alguns cientistas, acreditam que se trate de uma anormalidade no cérebro desses portadores da síndrome.

 

4.      Autismo – Ecolalia (Imediata e Tardia)

·         Ecolalia Imediata: Quando o indivíduo repete simplesmente o que lhe foi dito

·         Ecolalia Tardia: Quando o indivíduo repete frases ouvidas anteriormente

 

5.      Autismo – Não Verbal

É o autismo com uso de gestos marcantes, imperativos e declarados. Eles possuem a habilidade de expressão facial. 

 

6.      Autismo Clássico

O Autismo Clássico tem sua característica nos problemas encontrados com a comunicação (a fala é atrasada), interação social (necessitando de estimulação) e comportamentos repetitivos (balanço do corpo além de bater as mãos). Este tipo de autismo provoca atrasos no desenvolvimento do indíviduo.

 

DIFICULDADES E OBSTÁCULOS ENCONTRADOS PELOS AUTISTAS:

·         A primeira dificuldade encontrada é não possuir adequadamente uma Secretaria Municipal que trate dessa síndrome;

·         Falta de realização do diagnóstico precoce da síndrome, sendo  essencial ao tratamento do autismo.

·         Acompanhamento dos indivíduos desde o seu nascimento por equipe qualificada e multidisciplinar, para a prevenção da síndrome.

·         Ausência de uma equipe interdisciplinar (pediatras, psicólogos, professores, psiquiatras, médicos e outros profissionais de saúde) treinada para atendimento específico aos Autistas e familiares;

·         A inclusão dos autistas no meio escolar e na sociedade;

·         Há necessidade de autoridades assumirem a responsabilidade (o custo é elevado) para com o cuidado aos autistas para que tenham uma expectativa de vida normal (até aproximadamente 70 anos de idade). Esses indivíduos possuem deficiências agravantes necessitando de cuidados e acompanhamento ao longo de sua vida.

·         Há necessidade das autoridades fazerem campanhas orientativas sobre a vacinação mostrando que este procedimento para crianças autistas acarretam danos, devido a modificação em sua flora intestinal. (Ver dieta GAPS, no apêndice)

 

DADOS COMPARATIVOS:

O Brasil desconhece a população de autistas,  pois não possui uma pesquisa com o número total de casos existentes e nem qual a taxa de incidência da síndrome em sua população. Estima-se que (no Brasil) haja mais de 2 milhões de pessoas com autismo, segundo revista do autista, 2014. Ainda, e como no Brasil, ainda não existe uma estatística, acredita-se que a proporção de autistas seja semelhante à encontrada pelo mundo. A Organização Mundial da Saúde (ONU) considera os números dos Estados Unidos estimados para todos os países do mundo.

 

Segundo uma  pesquisa piloto realizada em 2010,  no interior de São Paulo (Atibaia), foi revelada uma taxa de 0,3% de autismo em jovens de até 20 anos. Em relação a estes dados, seriam necessários 258 Centros de Atendimento Psicossocial para Crianças e Adolescentes no estado de São Paulo. Atualmente há  somente 30 Centro de Atendimento Psicossocial para Crianças e Adolescentes para atender todos os distúrbios psiquiátricos.Este estudo, realizado em 2014 pela presidente da ONG Autismo & Realidade, Paula Balducci de Oliveira, revela falhas no diagnóstico da doença, pois ainda foram encontradas crianças maiores de 10 anos que não tinham sido diagnosticadas.

 

Em 2011, segundo a Sra. Paula Balducci de Oliveira, presidente da ONG Autismo & Realidade, o Brasil adota números do autismo dos Estados Unidos, onde a doença atinge uma em cada 50 crianças.

Em 2013, foram divulgados dados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA que exibiram que uma em cada 50 crianças possuem autismo.

Em 2014, os relatores especiais da ONU, sobre os direitos das pessoas com deficiência, Sra.Catalina Devandas Aguilar, e sobre o direito à saúde, Dainius Pūras, lembraram que cerca de 1% da população mundial vive com autismo, o equivalente a 70 milhões de pessoas.

Segundo esses especialistas, em muitos países as pessoas com autismo não têm acesso a serviços que favorecem, em condições de igualdade com os outros, o direito à saúde, educação, emprego e vida em comunidade.

 

Algumas considerações: 

Deverão ser observados alguns quesitos de extrema utilidade aos Autismo, como:

  • Futsal, para desenvolvimento motor;
  • Acompanhamento com equipe multidisciplinar;
  • Trabalhar a fixação ocular das criança com  autismo, já que elas possuem grande dificuldade na centralização de  sua visão;
  • Atividades educativas específicas para autistas;
  • Medicina e saúde holística aos portadores desta síndrome.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ASSUMPÇÃO, F.B.; KUCZYNSKI, E. K. Diagnóstico diferencial psiquiátrico no Autismo Infantil. In: SCHWARTZMAN, J.S.; ARAÚJO, C. A. (Org.). Transtornos do Espectro do Autismo, São Paulo: Memnon, 2011. p.43-54.

http://apoioautista.blueserver.com.br/estat%C3%ADsticascomnovosdadossobreoautismo

 

http://docplayer.com.br/7189535-O-autista-e-as-dificuldades-de-inclusao-no-meio-escolar.html

 

http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/2012/04/abr-mitos-por-dr-gil-tippy.html

 

http://espacoautista.blogspot.com.br/2012/06/existem-famosos-que-sao-autistas.html

 

http://especialid.blogspot.com.br/2009/12/wisc-escala-de-inteligencia-de-wechsler.html

 

http://faip.revista.inf.br

 

http://ladyhealthnet.com/pt/pages/309001

 

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/04/02/estima-se-que-90-dos-brasileiros-com-autismo-nao-tenham-sido-diagnosticados.htm

 

http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/numero-de-autistas-no-brasil-desconhecido-2745780

 

http://www.aamparaautismo.org.br/

 

http://www.ama.org.br

 

http://www.autismo.org.br

 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2011/10/20/interna_ciencia_saude,274726/conheca-as-classificacoes-da-tabela-de-qi.shtml

 

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http://www.ebah.com.br/content/ABAAABo4cAL/antibioticos

 

http://www.infoescola.com/farmacologia/tetraciclinas/

 

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http://www.minhavida.com.br/saude/temas/sindrome-de-asperger

 

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http://www.nossofuturoroubado.com.br/

 

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http://www.projetoamplitude.org/com-a-palavra-amplitude/entendendo-um-pouco-as-alteracoes-de-comunicacao-no-autismo/

 

http://www.revistaautismo.com.br

 

http://www.ufrgs.br

 

http://www.unisalesiano.edu.br

 

http://www.usp.br

https://nacoesunidas.org/especialistas-em-direitos-humanos-da-onu-pedem-fim-da-discriminacao-contra-pessoas-com-autismo/

 

https://www.infopedia.pt/$david-wechsler

 

https://www.tuasaude.com

MELLO, A.M.S.R.Autismo: guia prático. 7ª ed.São Paulo: AMA; Brasília: Corde, 2007. 104 p.

SCHWARTZMAN, J.S.; ARAÚJO, C.A.(Org.).Transtornos do Espectro do Autismo, São Paulo: Memnon, 2011. 327 p.

 


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