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  Estudo Bioecológico na reserva ecológica de Grumari
16/01/2013

CLAUDIO FIGUEIREDO DUARTE
RJ - RIO DE JANEIRO
Trata-se o presente trabalho de Estudo Bioecológico e Aplicações das Técnicas de Estudos na Reserva Ecológica de Grumari.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


1.0 – INTRODUÇÃO Trata-se o presente trabalho de Estudo Bioecológico e Aplicações das Técnicas de Estudos na Reserva Ecológica de Grumari. A Reserva Ecológica é uma área de preservação ambiental (APA), situada na Avenida Estado da Guanabara (23º2'47''- s, 43º31'52''- w), no Município do Rio de Janeiro, possui cerca de aproximadamente 146,93 hectares, encontra-se sob a tutela da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro e recebeu o nome de Parque Municipal da Prainha. O Objetivo do trabalho é abordar o estudo bioecológico e aplicações de técnicas de estudos baseadas na aula prática e expositiva realizada, em campo, no dia 14 de abril, pelo professor André Luiz de Azevedo na Área de Preservação Ambiental de Grumari com vista a investigar a composição de uma comunidade de artrópodes semi-edáficos existentes nessa área, observar as características da flora e fauna existente, clima, avaliar a capacidade de improvisação da turma na coleta de dados e amostras locais e a capacidade de aplicação de procedimentos e técnicas de estudos. O Parque Natural Municipal da Prainha possui o ecossistema de restinga, estando no domínio da floresta Ombrófila Densa Submontana (nas encostas) e formações pioneiras (na mata de restinga e alagados) conforme classificação proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. A vegetação perto da praia é composta de florestas mais rasteira (reptante) como o feijão-da-praia(Canavalia roseae). A outra parte, após a estrada, é mais Densa composta por arbustos e cactáceas (Cereus sp). A temperatura fica em torno de 17 ºC (média anual), com pluviosidade média de 1600 mm. O estudo foi realizado em uma mata adensada pela presença dos arbustos, herbáceas e arvores de pequeno e médio porte. Tal área apresentava grande quantidade de serrapilheira substrato que mantém a umidade do solo. 2.0 – DESENVOLVIMENTO A partir da aula, das observações e dos critérios estabelecidos pelo professor foi possível realizar as atividades 01, 02, 03, 04 e 05, conforme seguem: 2.1 – Atividades 01 e 02 Investigar a composição de possíveis comunidades de artrópodes semi-edáficos nesta mata natural, visto que entre algumas finalidades do parque está a preservação dos recursos naturais garantindo o processo evolutivo, além da preservação dos recursos genéticos, proporcionando facilidades para a pesquisa científica, manutenção do ambiente natural, bem como a promoção da educação ambiental, visando recuperação e detenção da degradação dos recursos naturais. De acordo com as instruções e procedimentos estabelecidos, para a realização das atividades 01 e 02, tivemos que nos equipar dos seguintes materiais. 2.1.1 - Fotos dos materiais utilizados 2.1.2 – Procedimentos adotados Em Campo: A amostragem da comunidade de artrópodes edáficos foi efetuada empregando-se armadilhas do tipo “Pitfall” segundo Adis (2002b), esta modificada apenas pelo uso de álcool 70° em substituição ao ácido pícrico. 1º - Marcou-se inicialmente uma área de aproximadamente 64,0m², e dividiu-se esta em 16 parcelas de aproximadamente 4,0m², numerados conforme quadro abaixo, de acordo com a metodologia, segundo Magnusson et al. (2005), que nos permite estimativas não tendenciosas das distribuições, abundância das espécies entre sítios. 13 14 15 16 9 10 11 12 5 6 7 8 1 2 3 4 2º - Aleatoriamente escolheu-se 4 parcelas, sendo elas as parcelas 03, 05, 12, e 15; 3º - Em cada parcela escolhida foi enterrada uma armadilha de modo que as bordas ficassem ao nível do solo, preparadas com os potes, funis, e frascos contendo 40 ml de etanol a 70%; 4º - Na falta de telhas, e considerando a improvisação do grupo, as armadilhas foram cobertas com folhas e gravetos, deixando-se um espaço para a entrada das espécies; 5º – Depois de aproximadamente 2h os frascos foram desenterrados, tapados, numerados e entregues ao professor para análise das espécies capturadas, que a olho nu não apresentaram presença de artrópodes edáficos. Porém, a de se justificar que para fazer uma boa coleta, essas armadilhas teriam que ficar aproximadamente umas 48 horas. Sendo provável que não tenha havido tempo o suficiente para se realizar uma boa coleta. Em Laborátório: Os procedimentos em laboratório seriam realizados pelo professor que iria analisar os possíveis artrópodes edáficos e morfoespeciados capturados e identificá-los ao nível taxonômico de família seguindo a classificação proposta por Lawrence et al. (1999), com auxílio de bibliografia especializada como Lawrence et al. (2000), Borror et al. (2005) e Arnett (2000). Sendo que a identificação da morfoespeciação seria efetuada com base na Coleção de Referência do Laboratório de Ecologia e Taxonomia de Artrópodes. Obs: aguardando dados técnicos e método utilizado pelo professor, no laboratório. 2.1.3 – Fotos dos Procedimentos adotados: 2.2 – Atividade 03 As questões abaixo visam guiar suas observações e permitir caracterização de um ecossistema de mata, analisando estruturas e inferindo o funcionamento. Local de Saída: Faculdade Souza Marques, Cascadura, Rio de Janeiro Horário de Saída: 07h30min Local de Chegada: Praia de Grumari, Rio de Janeiro, RJ Horário de Chegada: 09h00min Condições do Tempo: Céu aberto, sem nuvens Nascer e Pôr do Sol: 05h47 e 18h24 Quantidade e Probabilidade de Chuva: 0% Temperatura: 30° - 36°C Pressão Atmosférica: 1010 Umidade Relativa do Ar (máxima e mínima): 70% Condições do Mar: n/a Ventos (direção e velocidade): Leste 7,5km/h (9h); Sudeste 11 a 16 km/h (12-15h) Maré: n/a Fase Lunar: Lua Nova Atividades Realizadas: 1) Observe o modo como as plantas se arranjam verticalmente. Há estratos definidos? Quantos? Resposta: A vegetação é composta basicamente de árvores de troncos retorcidos de médio porte e arbustos, sem estratos diversificados. 2) Qual a altura da mata? Há árvores emergentes? Resposta: A altura da mata é em torno de 3 a 5 metros. Mas à medida que se penetrava a mata, esta altura aumentava. 3) Avalie a porcentagem de terreno coberta pelo dossel. Existem muitas clareiras? Resposta: Em torno de 90%, não foi evidenciada a presença de muitas clareiras. 4) Analise os seguintes fatores ambientais. Luz, temperatura, umidade, circulação atmosférica, comparando a mata observada com uma área aberta. Resposta: Em comparação a uma área aberta, a mata apresentava luminosidade reduzida devido a conformação das árvores, umidade elevada e temperatura mais baixa. A circulação atmosférica apresentava-se diminuída, pela ausência de ventos. 5) Relacione as formas vegetais encontradas (árvores, arbustos, epífitas, etc.). Resposta: As formas vegetais mais próximas a praia são mais adaptadas as condições de salinidade e luz solar, predominantemente herbáceas reptantes, que apresentam sistemas radiculares amplos. Afastando-se da praia em direção ao interior da planície, a vegetação vai se tornando mais adensada e aumenta gradativamente a diversificação de espécies e a complexidade estrutural. 6) Compare a exigência de luz e de umidade das ervas e subarbustos com as árvores do estrato superior. Resposta: A vegetação quase não consegue se desenvolver abaixo da estratificação superior, sendo que aquelas que conseguem sobreviver apresentar coloração escura e folhas de consistência rígida. 7) Havendo epífitas, observe e relate as condições micro ambientais em que vivem. Resposta: As epífitas observadas encontram-se no estrato inferior, onde a penetração da luz ocorre de forma indireta. No perímetro pesquisado, há pouca ocorrência de epífita. 8) Observe a superfície do solo e relate o que encontrou (folhas e galhos mortos, animais, fungos, plântulas, etc.). Resposta: Foram encontradas folhas secas, troncos em decomposição, portanto, com presença de fungos tipo “orelha-de-pau” e artrópodos. 9) Observe a serrapilheira quanto a estratificação. Como estão as folhas, partindo da camada superior para inferior? Resposta: A camada inferior encontra-se bem decomposta, já sob a ação microbiana, enquanto que na camada superior a presença de folhas secas é mais evidente. 10) Como as raízes penetram na serrapilheira? São superficiais ou profundas? Existem micorrizas associadas às raízes? Caso afirmativo, de uma possível explicação para esta interação. Resposta: Não foram observadas micorrizas no perímetro pesquisado. As raízes não são muito profundas, visto a estrutura das árvores. 11) Retire a serrapilheira e descreva o substrato quanto a cor, granulação e teor de umidade. Resposta: A coloração é escura, substrato bem granulado e úmido, devido a baixa incidência de luz solar e grande quantidade de matéria orgânica. 12) Localize pontas foliares que atuam como calhas, drenando a água de chuva e, provavelmente, reduzindo a lixiviação da superfície da folha. Resposta: Não foram encontradas tais estruturas no local pesquisado. 13) Relacione a fauna observada. Resposta: A fauna observada era composta basicamente de artrópodos das classes Insecta (dípteros, hemípteros, ortópteros e coleópteros) e Arachnida (aranhas). 2.3 – Atividade 04 RESTINGA 1) É perceptível alguma modificação na vegetação à medida que você se afasta do mar? Qual? Resposta: Sim, é perceptível, Por ser cortada pela Estrada Estado da Guanabara, a diferença na vegetação fica mais nítida. A parte mais próxima da praia é composta de vegetação mais rasteira (reptante) como o feijão-da-praia (Canavalia roseae). A outra parte, após a estrada, é mais densa composta por arbustos e cactáceas (Cereus sp.). 2) É possível avançar tranquilamente para dentro da restinga? Por quê? Resposta: À medida que avança dentro da mata, torna-se mais adensada pela presença dos arbustos, herbáceas e árvores de pequeno e médio porte. 3) Há diferenças no substrato à medida que se avança? Resposta: Sim, à medida que se avança dentro da vegetação. O substrato torna-se menos arenoso e passa a ser formado por serrapilheira. 4) É possível ver animais ou indícios deles? Quais? Resposta: É possível, desde a entrada, observar a presença de animais especialmente artrópodes (insetos e aracnídeos), devido à presença de teias e de insetos (ordens Hemíptera, Díptera, Lepidoptera e Orthoptera). Outras espécies provavelmente poderiam ter sido observadas se o tempo de permanência na área fosse maior e em condições climáticas diferentes. 5) Que relações você depreende entre os organismos observados e a restinga? Resposta: Das poucas espécies observadas, verificou-se que elas ocorriam mais na área de vegetação mais densa, com exceção de insetos da ordem Lepidoptera, que ocorriam na restinga, próximo à praia. A proteção oferecida pela vegetação densa e a abundância de matéria orgânica presente no solo favorece a predominância das espécies pesquisadas. 6) Que fatores físicos condicionantes você detecta na restinga? Resposta: O principal fator físico observado que pode condicionar o fluxo de espécies é a estrada que corta a região, separando a vegetação reptante da região mais arbustiva. Em finais de semana, o fluxo de veículos torna-se mais intenso e a perturbação no local aumenta. A vegetação arbustiva, entretanto, impede que a penetração à área seja feita com certa dificuldade, especialmente devido à formação das árvores. 2.4 – Atividade 05 SUCESSÃO POR TOLERÂNCIA: Sucessão secundária em Perturbação de um habitat: Uma Floresta estacional semidecidual queimada. Nesta atividade pretendemos abordar a sucessão por tolerância, não esquecendo de que em uma seqüência temporal os padrões de abundância podem variar conforme as condições e os recursos do local; competidores, predadores e parasitas e a capacidade de atingir a localidade em questão. Vamos abordar??? a sucessão secundária já que a vegetação do ambiente pré-existia, e a vegetação da região foi parcialmente removida pelo fogo, mas que apesar disso restou um banco de sementes, que muitas vezes utiliza o fogo para rebrotamento???

CLAUDIO FIGUEIREDO DUARTE
RJ - RIO DE JANEIRO

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