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  Avifauna da salina de Luís Correia, Delta do Parnaíba, Piauí, Brasil
29/01/2017
Durante os períodos pré-migratórios das aves, as salinas tornam-se especialmente importantes, pois é nessa época em que é registrado um aumento considerável na utilização das mesmas. acompanhamento de um determinado grupo animal.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


Introdução O Brasil possui o mais extenso litoral inter e subtropical do mundo, com aproximadamente 8.000 km de costa (Ab’saber 2001). Periodicamente milhares de aves limícolas migrató- rias visitam o território brasileiro, onde se deslocam com a proximidade do inverno boreal, do Ártico para a América do Sul, em busca de locais de pouso e alimentação (Sick 1997). Essas aves ocupam o litoral do Nordeste (Antas 1983), principalmente em áreas úmidas naturais, a exemplo de praias, estuários, manguezais, alagados costeiros e salgados (Azevedo-Junior 2004). Nesses ambientes de influência marí- tima, agrupamentos multiespecíficos de aves são formados em decorrência da partilha de alimento e por serem locais protegidos para o repouso e alimentação, assumindo um papel importante na proteção das comunidades de aves (Branco 2007). Durante os períodos pré-migratórios das aves, as salinas tornam-se especialmente importantes, pois é nessa época em que é registrado um aumento considerável na utilização das mesmas (Velasquez 1992, Murias et al. 2002). Esse tipo de habitat facilita uma intensa troca de organismos, materiais orgânicos e nutrientes entre os ambientes terrestres, o manguezal e o mar. Assim, as salinas têm como característica a presença de corpos de águas calmas sujeitas ao regime de marés, com temperatura e salinidade variáveis, e ligação livre com o mar aberto, o que aumenta a biodiversidade de espé- cies (Odum 1988, Ramaiah et al. 1995, Araújo et al. 2006). Conhecer as características destes ambientes é de fundamental importância para a manutenção da diversidade das aves aquáticas, contribuindo para o estabelecimento de possíveis normas que promovam uma interação mais equilibrada entre o homem e os ambientes aquáticos. Existe consenso entre ambientalistas e pesquisadores que o acompanhamento de um determinado grupo animal requer sempre o conhecimento prévio da sua diversidade, abundância específica e padrão de atividade diária (Branco 2007, Guadagnin et al. 2005). Portanto, o objetivo desse trabalho foi efetuar o levantamento qualitativo da avifauna de uma salina desativada situada no município de Luís Correia, pertencente à APA (Área de Proteção Ambiental) Delta do Parnaíba, litoral do estado do Piauí. Material e Métodos Área de estudo A área amostral é composta por uma salina desativada, situada às margens da rodovia BR 343, no município de Luís Correia, situado na região da APA do Delta do Parnaíba, que é um importante polo turístico, interligando Jericoacoara no Ceará com os Lençóis Maranhenses. Situa-se nas coordenadas geográficas 02°53’45.05”S, 41°40’10.19”W com altitude de cerca de 10 m (Figura 1). Levantamento da avifauna As observações foram realizadas em um total de 27 dias de trabalho de campo, distribuídos nos meses de novembro de 2008, agosto a novembro de 2009, março a dezembro de 2010 e de janeiro a abril de 2011, com duração de 2 horas por amostragem, totalizando 54 horas de observação. A identificação das espécies foi realizada através do contato visual com auxílio de binóculos (CELESTRON 20X50), uma luneta (NIKON FIELDSCOPE ED 80 mm), registro fotográ- fico e por percepção auditiva de vocalização conforme Branco (2004). Para o auxílio na identificação das espécies foram utilizados guias de campo de ornitologia (Sigrist 2009a, b). A nomenclatura científica e a organização taxonômica estão de acordo com a lista de espécies das aves do Brasil do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (Piacentini et al. 2015). Resultados e discussão Foram identificadas 64 espécies de aves pertencentes a 29 famílias distribuídas em 14 ordens (Tabela 1 e Figura 2). Destas espécies, 25 pertencem às famílias Ardeidae, Charadriidae, Scolopacidae, Sternidae, Rynchopidae e Alcedinidae. Essas aves foram registradas alimentando-se dentro da salina, sendo Charadriidae e Scolopacidae representadas por nove espécies migrató- rias neárticas. A família mais bem representada foi Scolopacidae com oito espécies. As 39 espécies restantes foram observadas sobrevoando a salina, pousadas nas áreas adjacentes ou a partir de vocalizações, como Nothura maculosa e Aramides cajaneus. Dendrocygna viduata, Nannopterum brasilianus e Theristicus caudatus foram registrados sobrevoando a salina, sendo que as duas últimas mantinham uma periodicidade nos seus movimentos diários, voando pela manhã em direção sudeste e retornando para noroeste no crepúsculo. Bubulcus ibis foi observada junto ao gado bovino criado ao norte da salina. As três espécies de Cathartidae assim como as espécies pertencentes aos Accipitridae e Falconidae foram registrados voando sobre a salina, com exceção de Milvago chimachima que pôde ser visto associado ao gado bovino. 4 Atualidades Ornitológicas, 189, janeiro e fevereiro de 2016 Figura 1. Salina de Luís Correia. Linha amarela contínua delimitando perímetro da salina. Fonte: Google Earth. Das espécies registradas, Actitis macularius foi a espécie mais representativa, com 14 registros, confirmando a característica citada por Sick (1997) de viver às margens pedregosas e lodosas dos rios, quase sempre entre a vegetação, frequentemente nos manguezais onde empoleira em raízes e galhos para pernoitar. Tringa solitaria, visitante setentrional comum em águas interiores e da orla marítima (Sigrist 2009b), foi registrada apenas uma vez. Tringa melanoleuca teve sete registros na salina, enquanto que Tringa flavipes foi observada oito vezes, sendo que em apenas três ocasiões foi possível registra-las em associação. Calidris pusilla foi registrada 13 vezes na salina sempre em grandes grupos, chegando às vezes a mais de mil indivíduos registrados no mesmo dia. Arenaria interpres é um visitante setentrional e cosmopolita que foi registrado em duas ocasiões. De acordo com Sigrist (2009b) essa espécie é usualmente encontrada aos casais ou em bandos, retirando pedras e algas em meio às rochas tocadas pelas ondas do mar. Aramus guarauna e Jacana jacana foram observadas em áreas palustres a sudeste da salina. As espécies de aves pertencentes às famílias Columbidae, Cuculidae, Strigidae, Thamnophilidae, Rhynchocyclidae, Troglodytidae, Turdidae, Motacillidae, Icteridae e Passeridae, foram observadas nas áreas de dunas fixas com vegetação herbácea localizadas a nordeste da salina. Progne subis foi avistada uma única vez sobrevoando a área de estudo. As características quali-quantitativas de recursos de um habitat, além de sua estrutura física e climática, influenciam a ocorrência e densidade das espécies de aves (Campos et al. 2008, Mota et al. 2011). Das 64 espécies registradas foi observada a ocorrência de aves associadas aos mais diferentes ambientes, desde ambientes aquáticos, arbustivos, arbóreos e antrópicos, além das espécies migrantes sazonais. Cabral et al. (2006) em estudo realizado na Área de Proteção Ambiental de Piaçabuçu, no litoral de Alagoas, verificaram que 17,7% das espécies registradas eram migratórias, ao passo que no presente estudo a avifauna migratória neártica correspondeu a 14,06% do total geral das espécies observadas na salina e áreas adjacentes, e a 36% das espécies que forrageiam dentro de seus tanques desativados, o que demonstra a importância da área para a manutenção dessas espécies. Das 44 espécies das famílias Charadriidae e Scolopacidae que nidificam na América do Norte, 21 espécies, ou 48% deste total, migram sazonalmente para a costa do Brasil (Voorem & Brusque 1999), o que pode ser corroborado pelo estudo de Mestre et al. (2010) que verificaram que aproximadamente 81% das recuperações de anilhas estrangeiras no Brasil analisadas em seu estudo foram de aves marcadas na América do Norte e Central, provenientes principalmente dos EUA. Devido à distribuição não contínua dos recursos que estas aves necessitam, geralmente se concentram em áreas específicas, o que pode facilitar a concentração dos esforços dos pesquisadores e ambientalistas para o estudo e a manutenção dessas populações (Sick 1997). Foram registradas nove espécies migratórias neárticas na salina desativada do município de Luís Correia. Carvalho & Rodrigues (2011), em um levantamento das aves limícolas da Ilha dos Caranguejos/MA, registraram a ocorrência de 13 espécies de aves limícolas, sendo dez pertencentes à família Charadriidae e três à família Scolopacidae, similar ao registrado no presente trabalho, exceção apenas de Limnodromus griseus, Tringa semipalmata, Calidris canutus e Calidris alba. Girão & Albano (2011) e Santos (2011) realizaram levantamentos da avifauna migratória neártica no litoral do Piauí. Ambos os estudos relatam a ocorrência de todas as espécies registradas pelo presente estudo e acrescentam Calidris fuscicollis. Além dessas, Santos (2011) também registrou Calidris minutilla no município de Cajueiro da Praia/PI. Larrazábal et al. (2002) em observações de campo realizadas na Salina Diamante Branco no Rio Grande do Norte registraram 21 espécies de aves limícolas, verificando a ocorrência de reprodução de Charadrius wilsonia ao encontrarem um ninho contendo três ovos e construíndo na área de lavagem do sal. Na salina desativada em Luís Correia não foi registrado nenhum indício de reprodução e todas as espécies migratórias estavam com sua plumagem de descanso reprodutivo. Atualidades Ornitológicas, 189, janeiro e fevereiro de 2016 5 Muitas das espécies registradas foram observadas em grupos, como Calidris pusilla, Egretta thula e Charadrius semipalmatus, mas durante o desenvolvimento do trabalho foi possível notar a ocorrência de algumas variações no tamanho desses bandos (Figura 2), que para Maldonado-Coelho & Marini (2003), pode estar relacionado à quantidade de recursos alimentares ou às atividades reprodutivas. Em contrapartida, Rodrigues et al. (2007) comentam que a presença humana pode contribuir para a baixa diversidade de aves migratórias. Esta situação foi verificada durante as observações quando foi possível perceber que a quantidade de espécies de aves na salina diminuía com a presença de pessoas que a utilizavam como local para pesca e outras atividades de lazer. Vooren & Chiaradia (1990) defendem que a área de uso das aves costeiras torna- -se inadequada quando a presen- ça humana a perturba. Considerando os dados coletados, as salinas artesanais e industriais são ambientes representativos de utilização por espécies limícolas migratórias, e por serem áreas de particular importância para estas aves, assumem um papel preponderante como locais de alimentação, descanso e nidificação, como defendem Neto & Cancela da Fonseca (2001). Conclusões Tendo em vista a importâncias das salinas, estas áreas devem ser preservadas a fim de garantir a conservação das espécies de aves migratórias neárticas que as utilizam durante os períodos de invernada na costa brasileira, e novos estudos precisam ser priorizados, buscando fornecer dados ecológicos que subsidiem estratégias para a sua conservação. Agradecimentos Ao Sr. Anorf Martins, proprietário da salina, por ter permitido a realização do trabalho e em especial ao biólogo Cleiton de Oliveira Cardoso, que esteve conosco nos trabalhos de campo. Referências bibliográficas Ab’Saber, A. (2001) Litoral do Brasil. São Paulo: Metalivros. Antas, P.T.Z. (1983) Migration of Neartic shorebirds (Charadriidae and Scolopacidae) in Brazil: flyways and their different seazonal use. Wader Study Group Bulletin 39: 52-56. Araújo, H.F.P., R.C. Rodrigues & A.K. Nishida (2006) Composição da avifauna em complexos estuarinos no estado da Paraíba, Brasil. 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Espécies de aves registradas na salina em Luís Correia, Piauí-Brasil entre os anos de 2008-2011. Abreviaturas: Residentes (R); Visitantes do Norte (VN). Habitat: aquático (AQ); herbáceo (HE); antrópico (AN); arbóreo (AR); Registros: contato visual (binóculo ou luneta)-(CV); fotográfico (F); vocalização (V). Nome do Táxon Nome em Português Status Habitat Registro Tinamiformes Tinamidae Nothura maculosa codorna-amarela R HE CV Anseriformes Anatidae Dendrocygna viduata irerê R AQ CV,F Suliformes Phalacrocoracidae Nannopterum brasilianus biguá R AQ CV,F Pelecaniformes Ardeidae Tigrisoma lineatum socó-boi R AQ CV,F Nycticorax nycticorax socó-dorminhoco R AQ CV,F Atualidades Ornitológicas, 189, janeiro e fevereiro de 2016 7 Nome do Táxon Nome em Português Status Habitat Registro Butorides striata socozinho R AQ CV,F Bubulcus ibis garça-vaqueira R HE CV,F Ardea alba garça-branca R AQ CV,F Egretta thula garça-branca-pequena R AQ CV,F Egretta caerulea garça-azul R AQ CV,F Threskiornithidae Theristicus caudatus curicaca R HE CV,F Cathartiformes Cathartidae Cathartes aura urubu-de-cabeça-vermelha R AN CV,F Cathartes burrovianus urubu-de-cabeça-amarela R AN CV,F Coragyps atratus urubu R AN CV,F Accipitriformes Accipitridae Heterospizias meridionalis gavião-caboclo R AR CV,F,VO Rupornis magnirostris gavião-carijó R AR CV,F,VO Gruiformes Aramidae Aramus guarauna carão R AQ CV,F Rallidae Aramides cajaneus saracura-três-potes R AQ,HE CV,F Charadriiformes Charadriidae Vanellus chilensis quero-quero R HE CV,F,VO Pluvialis squatarola batuiruçu-de-axila-preta VN AQ CV,F Charadrius semipalmatus batuíra-de-bando VN AQ CV,F Charadrius collaris batuíra-de-coleira R AQ CV,F Recurvirostridae Himantopus melanurus pernilongo-de-costas-brancas R AQ CV,F Scolopacidae Gallinago paraguaiae narceja R AQ CV,F Numenius phaeopus maçarico-galego VN AQ CV,F Actitis macularius maçarico-pintado VN AQ CV,F Tringa solitaria maçarico-solitário VN AQ CV,F Tringa melanoleuca maçarico-grande-de-perna-amarela VN AQ CV,F Tringa flavipes maçarico-de-perna-amarela VN AQ CV,F Arenaria interpres vira-pedras VN AQ CV,F Calidris pusilla maçarico-rasteirinho VN AQ CV,F Jacanidae Jacana jacana jaçanã R AQ CV,F,VO Sternidae Sternula superciliaris trinta-réis-pequeno R AQ CV,F,VO Phaetusa simplex trinta-réis-grande R AQ CV,F,VO Rynchopidae Rynchops niger talha-mar R AQ CV,F Columbiformes Columbidae 8 Atualidades Ornitológicas, 189, janeiro e fevereiro de 2016 Nome do Táxon Nome em Português Status Habitat Registro Columbina passerina rolinha-cinzenta R HE,AR CV,F Columbina talpacoti rolinha R HE,AR CV,F,VO Columbina squammata fogo-apagou R HE,AR CV,F,V Columbina picui rolinha-picuí R HE,AR CV,F,VO Columba livia pombo-doméstico R HE,AR CV,F Cuculiformes Cuculidae Crotophaga major anu-coroca R HE,AR CV,F,VO Crotophaga ani anu-preto R HE,AR CV,F,VO Guira guira anu-branco R HE,AR CV,F,VO Strigiformes HE,AR Strigidae Athene cunicularia coruja-buraqueira R HE CV,F,VO Coraciiformes Alcedinidae Megaceryle torquata martim-pescador-grande R AQ CV,F Chloroceryle amazona martim-pescador-verde R AQ CV,F Chloroceryle americana martim-pescador-pequeno R AQ CV,F Falconiformes Falconidae Caracara plancus carcará R HE CV,F Milvago chimachima carrapateiro R HE,AN CV,F,VO Passeriformes Thamnophilidae Taraba major choró-boi R AR CV,F,VO Rhynchocyclidae Todirostrum cinereum ferreirinho-relógio R AR CV,F,VO Tyrannidae Pitangus sulphuratus bem-te-vi R AR CV,F,VO Machetornis rixosa suiriri-cavaleiro R HE,AR CV,F Tyrannus albogularis suiriri-de-garganta-branca R AR CV,F,VO Tyrannus melancholicus suiriri R AR CV,F,VO Tyrannus savana tesourinha R AR CV,F Fluvicola nengeta lavadeira-mascarada R HE,AQ CV,F Hirundinidae Progne subis andorinha-azul VN AN CV Troglodytidae Troglodytes musculus corruíra R HE,AR,AN CV,F,VO Turdidae Turdus rufiventris sabiá-laranjeira R AR CV,F,VO Motacillidae Anthus lutescens caminheiro-zumbidor R HE CV,F,VO Icteridae Procacicus solitarius iraúna-de-bico-branco R AR CV,F,VO Sturnella superciliaris polícia-inglesa-do-sul R HE,AR CV,F,VO Passeridae Passer domesticus pardal R HE,AR,AN CV,F Atualidades Ornitológicas, 189, janeiro e fevereiro de 2016 

 

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