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  Guardiões e variedades locais de hortaliças em comunidades rurais do semiárido brasileiro
04/11/2014
Identificar guardiões e (VLs) de hortaliças, bem como o seu uso em quatro comunidades do semiárido brasileiro (Comunidade Cacimba do Baltazar, Comunidade Caiçara, ambas em Petrolina-PE; Tanque Novo, Casa Nova-BA e Vereda do Mari, Sento Sé-BA

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Biotecnologia e Produção
Melhoramento Genético


Caroene de Lima Araújo¹, Deisy Aiane L. de Aquino¹, Eliza Maiara N. de Sena¹, Irlane Cristine de S. A. Lira¹, Leila Regina G. Passos², Maria Luciene da Silva², Maria Aldete Fonseca³.

¹Universidade de Pernambuco-UPE, BR 203 Km 2 S/N,  Campus Universitário, Vila Eduardo, Petrolina-PE; ²FACEPE / Embrapa Semiárido, Caixa Postal 23, 56302-970 Petrolina-PE; ³Embrapa Semiárido, Caixa Postal 23, 56302-970 Petrolina-PE, aldete.fonseca@cpatsa.embrapa.br

 


RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo identificar guardiões e variedades locais (VLs) de hortaliças, bem como o seu uso em quatro comunidades do semiárido brasileiro (Comunidade Cacimba do Baltazar, Comunidade Caiçara, ambas em Petrolina-PE; Tanque Novo, Casa Nova-BA e Vereda do Mari, Sento Sé-BA). O registro é importante para proteger o material genético contra a biopirataria, monitorar a erosão genética e preparar as unidades de produção familiares para o desenvolvimento de ações de conservação, além de conscientizar a sociedade sobre a contribuição dos guardiões de sementes na conservação dos recursos genéticos. A metodologia consistiu na aplicação de ferramentas comunitárias e questionários com agricultores familiares. Foi registrada a existência de 32 guardiões de 83 variedades locais, conservadas há pelo menos 10 anos, sendo um agricultor da comunidade Cacimba do Baltazar, um da Comunidade Caiçara, oito agricultores da Comunidade Tanque Novo e 22 da Comunidade Vereda do Mari. As variedades locais identificadas foram: abóbora (26), batata doce (5), caxixe (3), chuchu (1), maxixe (1), melancia (46) e melão (1).  Assim, constatou-se que 96,5% das sementes tiveram como origem os parentes, amigos ou vizinhos, que são utilizadas  principalmente para alimentação da família e de animais. Destas apenas 43% são comercializadas. Portanto, o fortalecimento das comunidades nos processos de conservação possibilitará um melhor entendimento dos agricultores acerca dos seus recursos genéticos, refletindo na conservação de VLs, que, se estudadas e melhor exploradas, poderão promover a auto-sustentabilidade da comunidade.

 

PALAVRAS-CHAVE: agricultura familiar, agrobiodiversidade, comunidades tradicionais


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