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  DIVERSIDADE DE INVERTEBRADOS DE SERRAPILHEIRA EM DOIS DIFERENTES AMBIENTES NO CAMPUS UNICRUZ
05/02/2013
Este é um resumo de uma atividade de campo sobre invertebrados de serrapilheira em um fragmento de monocultura de eucaliptos e em uma mata secundária na borda de um açude, realizado durante a graduação. Não foi possível inserir as tabelas.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


Palavras-Chave: Artrópodes, Riqueza, Eucalipto, Borda do açude Introdução A monocultura arbórea resulta em efeitos negativos devido à baixa diversidade de produtos vegetais (VALLEJO et al., 1987) e as técnicas agropecuárias que degradam áreas florestais resultam na perda de flora, fauna e diversidade genética e biodiversidade (RODRIGUES et al., 2006). De acordo com Moore (1991), a fauna de artrópodes em serrapilheira possui grande importância na ciclagem de nutrientes e degradação da matéria orgânica, pois estes organismos são os principais responsáveis pela fragmentação da serrapilheira, acumulada da vegetação do entorno. Os artrópodes da macrofauna de solo são conhecidos também como mineralizadores, pois interagem com outros microorganismos, decompondo e mineralizando os detritos do solo (HOFER et al., 2001). Em virtude da importância desses colonizadores de solo, o objetivo do trabalho foi comparar a diversidade de invertebrados de serrapilheira entre uma mata de borda de açude e um fragmento de monocultura de eucaliptos. Material e Métodos O presente estudo foi realizado nas dependências da entrada do Campus da UNICRUZ em agosto de 2010, onde foram coletados invertebrados de serrapilheira em um fragmento de monocultura de eucaliptos e em uma mata secundária na borda de um açude. Ambas as áreas são pequenos fragmentos com cerca de 5 m de largura e 500 m de extensão. O método utilizado para coleta foi catação manual, utilizando um quadrado de madeira de 1 m². Para cada ambiente, foram selecionadas seis áreas e a amostragem foi de 5 minutos com esforço amostral de três pesquisadores para cada repetição. Após a coleta os indivíduos coletados foram acondicionados em álcool 70% e identificados in situ através de conhecimento pessoal e posteriormente tabulados. Foi utilizado o programa Biodiversity Pro para índices de diversidade de Shannon (H’), equitabilidade de Pielou (S’), riqueza total (S), abundância de indivíduos (n) e dominância em % (k). Resultados e Discussão Foram coletados 90 indivíduos distribuídos em 13 Taxa diferentes, sendo que no ambiente de borda do açude ocorreram 53 indivíduos e 11 taxa e no ambiente de eucalipto foram encontrados 37 indivíduos e nove taxa, conforme demonstra a tabela 1. Os Taxa mais abundante foram Isopoda (21 indivíduos), Hymenoptera (15 indivíduos) e Coleoptera (17 indivíduos). Porém analisando somente a área 1, os mais abundante foram Isopoda e Hymenoptera e analisando a área 2 foram Isopoda e Coleoptera. A área menos abundante foi a área com presença de eucaliptos (área 1). Coppati e Daudt (2009) também observaram que no ambiente de espécies exóticas houve menor abundância de indivíduos comparado com o ambiente de nativa. Eles encontraram 17 taxa e 888 exemplares, sendo que destes, 595 indivíduos (16 taxa) foram registrados para o ambiente de mata nativa e 293 (11 taxa) para o ambiente de Pinus elliottii. Nos estudos de Vallejo et al. (1987) ao trabalharem em áreas de eucalipto verificou-se maior abundância de indivíduos de Collembola. A estrutura dos artrópodes da área de eucalipto depende de condições ambientais. De acordo com Correia e Oliveira (2000), foi observado que composição e a estrutura de artrópodes de serrapilheira são influenciadas por condições ambientais como umidade, tipo de formação vegetal, volume e profundidade de serrapiheira. Segundo Menezes et al. (2002), essas condições podem ser alteradas com a redução da cobertura arbórea, o que pode acontecer a partir da perturbação ocasionada tanto pelo corte como pelo arrasto de árvores extraídas por madeireiras. Embora essas perturbações possivelmente não tenham um efeito sobre a abundância de artrópodes de solo, as consequências sobre a composição de espécies permanecem pouco exploradas na literatura (Burgess et al., 1999). Já a área de borda de açude a estrutura dos artrópodes depende da disponibilidade dos recursos hídricos existentes. Os dados de diversidade, equitabilidade, riqueza, abundância e dominância estão apresentados na tabela 2. Com base nos dados obtidos na Tabela 2 observou-se que a área 2 apresentou mais indivíduos (n= 53), mas na área 1 teve mais dominância (35,14 %). A área 2 por ser uma área de borda de açude é mais favorecida para apresentar maior riqueza (11 espécies), pelo fato de ter mais espécies arbóreas, ou seja, como a área de eucalipto apresenta uma monocultura é difícil encontrar muitas espécies diferentes, quando comparado com uma área de grande riqueza vegetal. Uma maior diversidade estrutural do ambiente implica numa maior diversidade de espécies (PIANKA, 1983). Conforme estudos de Elton (1973) áreas de florestas fornecem condições diversificadas para a existência de uma maior diversidade devido as suas estruturas mais complexas: grande número de espécies vegetais, estratificação vertical e copas interconectadas formando um dossel contínuo. Conclusão A maior diversidade, em termos gerais, ocorreu na borda do açude, provavelmente influenciada positivamente pela presença de recursos hídricos. Já na área de eucaliptos, o que interferiu negativamente foi o amensalismo, onde uma das espécies (inibidora) prejudica a outra espécie (amensal) sem com isso se beneficiar, por meio de substâncias que produz e libera, e que prejudicam o crescimento e/ou a reprodução da outra espécie. Referências BURGESS, N.D., K.L. Ponder & J. Goddard. Surface and leaf-litter arthropods in the coastal forests of Tanzania. Afric. J. Ecol., 37: 355-365, 1999. 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