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  Ofídios - A REGURTAGIÇÃO DE OFÍDIOS NO MUNICÍPIO DE CURITIBA
14/01/2017
atualizado em: 19/03/2017

VANESSA PIMAZONI CORTES
PR - CURITIBA
Trata-se do motivo pelo qual as serpentes regurgitam, e o transtorno que pode ocasionar nestes animais.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


INTRODUÇÃO (Parte I)

Segundo o biólogo americano Stephen M. Secor, professor da Universidade do Alabama, através de radiografias analisadas, de uma píton birmanesa*, verificou que os animais ingeridos são decompostos graças à ação combinada do ácido clorídrico e a enzima pepsina , com a função de romper a pele desses animais, sendo  encontradas no intestino delgado dessa cobra.

*Píton birmanesa = São serpentes que vivem no sudeste e sudoeste asiático, podendo atingir entre 3,5m a 5,00m de comprimento. Uma das maiores espécies de cobras do mundo. Atualmente tornou-se uma grande ameaça ao ecossistema da Flórida, não sendo nativa do local, graças a ajuda do homem.

 

Já com animais que possuem escamas mais duras, como os répteis, a serpente gasta mais energia para digeri-los.

Analisando as serpentes, quando ingerem a sua presa, podemos observar que elas expandem seu corpo para se moldar ao tamanho de sua presa. No interior do intestino delgado da serpente, o tecido mole de sua presa se dissolve e seu esqueleto começa a se romper. A taxa metabólica da cobra aumenta para separar enzimas e ácidos suficientes para fazer a digestão. Durante esses dias, a serpente fica quase que imóvel tornando-se  mais propensa a possíveis ataques. Durante o processo de digestão, a cobra pode passar dias sem se alimentar novamente. Esses exames tem a vantagem de manter o animal vivo ao passo que a dissecação  pode modificar seus órgãos que podem mudar depois de sua morte.

No caso de um réptil, a serpente consegue terminar a digestão de sua presa em 06 dias enquanto que para um roedor pequeno (rato), ela precisa de 5,5 dias para a digestão total.

Atualmente, cientistas da Dinamarca (pesquisadores da Universidade de Aarthus) tem  realizado  exames de tomografia computadoriza e ressonância magnética (alta tecnologia) para verificação do funcionamento interno do sistema digestivo das serpentes. Este estudo foi apresentado na Reunião Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Praga. Foi averiguado que corpo da presa desaparece lentamente enquanto o intestino da cobra se amplia e a sua vesícula biliar se reduz, além do coração aumentar em 25% o seu volume (devido a energia gasta pela serpente para a digestão do animal).

As serpentes em geral, ingerem presas com 50% de seu próprio peso, sendo necessário  recomeçar o sistema intestinal rapidamente para a retirada da energia de seu alimento. Porém, dependendo do tamanho de sua presa, a cobra pode morrer devido ao grande esforço despendido. Elas sempre iniciam a sua “refeição” pela cabeça de sua presa, pois dessa maneira os pelos, escamas ou penas ficam no sentido contrário facilitando a sua ingestão. (continua)


VANESSA PIMAZONI CORTES
PR - CURITIBA

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