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  PITTBUL: OS PERIGOS DA RAÇA E O COMPROMETIMENTO COM A POPULAÇÃO
19/03/2017

VANESSA PIMAZONI CORTES
PR - CURITIBA
Convivemos diariamente com diversos animais, de diversas raças e nem sabemos ao menos o por que de tantos ataques (às vezes brutais) que levam estes animais a se tornarem assim.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Biomonitoramento


Depois de analisar diversos documentos e situações, podemos enumerar algumas circunstância que levam o Pitbull a se tornar agressivo.

1.      Cruzamentos entre raças distintas, ou seja Cruzamentos Híbridos;

2.      Genética, muitas vezes comprometendo a raça e ocasionando desvio de comportamento;

3.      Educação e forma de criação e contenção erradas;

4.      Abandono do animal;

5.      Função de guarda. O pitt bull NÃO é cão de guarda.

 

6.      Idade mínima para castração é de 150 dias, ou seja para animais adultos.

No municipio de Curitiba-Pr

Os habitantes dos bairros mais distantes do Centro de Curitiba, como CIC, Fazendinha, Parolin, Tatuquara, Campo de Santana são os maiores conhecedores do trabalho da fiscalização da PMC. Estes moradores tentam de qualquer maneira buscar uma forma de criação e contenção animal errada onde ele acaba ficando sem espaço físico para sua locomoção, já que atingem um tamanho e porte diferenciados.

Desta forma, estes moradores enxergam seus cães como animais de guarda, achando que estarão protegidos de assaltos ou outros inconvenientes sem pensar ou ao menos imaginar que esta atitude é reprovável e incorreta. Descartam muitas vezes a orientação que lhes é passada. Pensando dessa maneira, os proprietários desses animais, acabam cruzando a raça de maneira irresponsável gerando muitas vezes um “monstro canino”.

A grande preocupação do Município de Curitiba são as mordidas dos cães que podem transmitir doenças (zoonoses), tornando-se um sério problema para a comunidade, para Saúde Pública e para outros animais, já que os seres humanos convivem muito próximo de seus animais.

A falta de informação e orientação dos proprietários sobre essa raça animal, faz com que muitos os deixem soltos em via pública, ocasionando sérios problemas, como acidentes de trânsito, agressões por mordida a pessoas que dividem a calçada, crueldade aos animais e doenças que possam ser transmitidas. Quando falamos em agressão canina, estamos enfatizando diversas situações que desencadeiam esta ação, como por exemplo: o cão defende seu território e quando sente-se ameaçado, agride, morde. Outro exemplo: o cão defende seus filhotes e nesta situação, torna-se agressivo. Também, quando sente dor ou medo, o cão ataca, morde. Por o animal ter o instinto predador, ele ataca até quando se sente ameaçado ou mesmo quando não é alimentado adequadamente.

E, as consequências destas agressões para a pessoa atacada, vão desde um trauma psicológico (possível medo destes animais), físicos (arranhões, mutilação de algum membro ou óbito) e infecções (raiva ou outro tipo de patologia)

A mordida desta raça tem uma força de aproximadamente de 200 kg, ficando atrás da mordida de um Rotweiller com aproximadamente 150 kg de força. O pitbull possui 42 dentes e apresenta uma mandíbula extremamente forte, se diferenciando de outros animais, inclusive do rotweiller. Estudos mostram que Pit Bulls quando mordem algo tendem manter preso e não largam, sendo uma característica da raça. Outra explicação para “travar” as mandíbulas, é devido a abertura de sua boca que vai de orelha à orelha. Comparando a força da mordida de pitbull com a do homem, é que o homem tem uma força na mordida que pode chegar a 55 kg com seus 32 dentes.

Em Curitiba não foi registrado nenhum caso de raiva transmitida por cães nesses últimos 25 anos, sendo que o Paraná é considerado o estado que contém o maior controle sobre esta doença.

 

Em 2012: Estima-se que no estado do Paraná existam mais de 2.566.712 cães.  Só em Curitiba são mais de 450 mil - uma estimativa de 1 cachorro para cada 4 habitantes. Em 2012 foram registrados  42.336 acidentes com cães em que as vítimas precisaram de vacina antirrábica ou de algum outro atendimento, sendo que 6.235 atendimentos foram em hospitais. Porém,  há muitos acidentes  que não foram registrados. Só em Curitiba e região metropolitana foram registradas 14.699 ocorrências.

Referências Bibliográficas:

1.      Dados fornecidos pela Rede de Proteção Animal

2.      Dados fornecidos pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente

3.      Decreto Municipal 2.035/12

4.      http://fofuxo.com.br http://jornalistagramatiqueiro.blogspot.com.br

5.      http://meadd.com

6.      http://pt.wikipedia.org/

7.      http://sonhos-de-algodao-doce.blogspot.com.br

8.      http://www.apipa10.org

9.      http://www.assimsefaz.com.br

10.  http://www.cesarsway.com/

11.  http://www.copel.com

12.  http://www.gazetadopovo.com.br

13.  http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=607331

14.  http://www.mdig.com.br

15.  http://www.petfriends.com.br

16.  http://www.pitcao.com.br

17.  http://www.portalfilhotes.com.br

18.  http://www.rc.unesp.br

19.  http://www.saudeanimal.com.br

20.  http://www.sempretops.com

21.  http://www.suapesquisa.com

22.  http://www2.uol.com.br

23.  Lei Municipal 11.472/05

24.  Lei Municipal 13.908/11

25.  Lei Municipal 13.914/11


VANESSA PIMAZONI CORTES
PR - CURITIBA

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