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  Comparação dos padrões microestruturais dos pelos-guarda de canídeos domésticos e silvestres brasileiros
03/06/2017

MARCOS ANDRÉ NAVARRO
PR - CURITIBA
Canidae; Canis familiaris; Ciências Forenses; Identificação Microscópica de Pelos; Tricologia

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Perícia Forense Ambiental/Biologia Forense


Bol. Soc. Bras. Mastozool., 72, 2015

 

Navarro, Marcos André. 2011

 

Comparação dos padrões microestruturais dos pelos-guarda de canídeos domésticos e silvestres brasileiros

 

Monografia de Graduação. Curso de Ciências Biológicas - Bacharelado. Universidade Tuiuti do Paraná.

 

Orientadora: Dra. Juliana Quadros

 

RESUMO

 

A identificação microscópica de pelos é um método utilizado em várias áreas de estudo no auxílio a identificação de mamíferos. Considerando amostras tricológicas de animais domésticos a principal área de aplicação deste método é a forense, devido à frequente ocorrência deste tipo de evidência em cenas criminais. Os pelos são anexos epidérmicos queratinizados formados por três camadas concêntricas de células: cutícula, córtex e medula.  A forma e os arranjos microestruturais das escamas cuticulares e das células medulares nos pelos-guarda tem valor taxonômico. Portanto, o presente estudo objetivou verificar se há padrões microestruturais de pelos-guarda específicos para as raças de cães e para cães sem raça definida (SRD), devido à miscigenação racial. Para tal foram coletadas 18 amostras invivo de pelos-guarda de sete raças de Canis familiaris (Labrador, Poodle, Yorkshire, Shih-Tzu, Rottweiler, Pinscher e Dachshund) e 10 espécimes sem raça definida, totalizando 28 amostras, adicionalmente foi realizada a comparação dos padrões obtidos para as seis espécies de canídeos silvestres brasileiros (Atelocynus microtis, Cerdocyon thous, Chrysocyon brachyurus, Lycalopex vetulus, Pseudalopex gymnocercus e Speothos venaticus) a partir de amostras obtidas de coleções científicas, com intuito de diferenciá-las interespecificamente. Para C. familiaris foram obtidos seis padrões microestruturais distintos para cutícula e quatro para medula, por meio desses padrões foram observadas repetições entre diferentes raças além de casos com mais de um padrão para a mesma raça; para os espécimes sem raça definida não foram observados padrões próprios. Na análise dos canídeos silvestres foram obtidos seis padrões microestruturais distintos para cutícula e três para medula, possibilitando diferenciá-los interespecificamente. Desta forma, a diferenciação entre canídeos domésticos e silvestres através dos padrões microestruturais de seus pelos-guarda não foi possível devido à ausência de um padrão específico para cada uma das raças de C. familiaris, porém a impossibilidade de diferenciar as raças estudadas, não afeta a relevância deste estudo, pois quando a área forense está em pauta, a variabilidade e individualidade encontrada nos padrões microestruturais possibilita a eliminação de suspeitos pela comparação e diferenciação entre amostras encontradas em cenas criminais e nos suspeitos. Adicionalmente, há a possibilidade de diferenciar tais amostras como sendo de humanos ou não, o que muitas vezes é vital para nortear uma investigação e de forma mais acurada separá-las em grupos taxonômicos menores, sendo identificadas como amostras de canídeos o que eliminaria a possibilidade de se tratar de outra espécie de animal doméstico.

 

Palavras-chave: Canidae; Canis familiaris; Ciências Forenses; Identificação Microscópica de Pelos; Tricologia

 


MARCOS ANDRÉ NAVARRO
PR - CURITIBA

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