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  FITOTEÁPICOS ( FARMACIA- VIVA)
05/12/2015
Atualmente, cerca de três mil produtos levam o nome de chás, mas, na verdade, podem ser considerados chás mesmo, somente aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis; Ou seja, aqueles que nós chamamos de chá de hortelã,

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


                                  

 

 

 

           

FITOTERÁPICOS- FAMÁRCIA VIVA

 

 

 

 

 

Coordenador do Subprojeto- Biologia

Prof.Dr. Mozart Duarte Barbosa

Supervisores do Subprojeto-Biologia

Profa.Esp. Simone Lima Dourado Ximenes Santos

Prof. Esp. Lourival Pereira da Silva Filho

Alunos Bolsistas – Escola Carlos Rios

Aylla Mariana de lima; Adriana Aparecida de Lima Cavalcanti; Adriana Cavalcanti Tenório; Cícero José Tavares de Lima; Cristiano de Albuquerque e Silva; Djanael Aciole Leite; Doralice Maria da Silva Neta; Jackson Alexandre Galindo; Josenilada Pereira Cavalcante; Josiel Alves dos Anjos.

Alunos Bolsistas- Escola Senador Vitorino Freire

Vicente Siqueira de Almeida; Josinei  Alves dos Anjos; Josinete da Silva, Kalleu dos Santos Paula Pinto; Luana Soares da Silva; Maria Aparecida da Silva; Maria Girlane da Silva; Maricélia da Silva Oliveira; Nadja Saniele da Silva Batista;Raphael J.de Siqueira Silva.

SUMÁRIO

 1 Introdução..............................................................................................3

2 Os Chás....................................................................................................3

3 Processo mais Comuns para a Utilização das Plantas...............3

4 Técnicas de Colheitas..........................................................................5

5  Algumas Plantas Fitoterápicos mais Conhecidos e Utilizados em Nossa Região......................................................................................6 Alecrim (Rosmarinus officinalis)..............................................................6

Arruda (Ruta graveolens) ........................................................................6

Babosa (Aloe vera)....................................................................................6

Boldo do Chile (Peumus boldus)...........................................................7 Capim-santo (Cymbopogon citratus).....………………………………7

Dipirona (Achillea millefolium) ...........………………………………...7

Endro (Anethum graveolens)...................................................................8 Erva-cideira (Melissa officinalis).............................................................8 Erva-doce (Pimpinella anisum)...............................................................9 Hortelã da folha grande (Plectranthus amboinicus)...........................9

Hortelã da folha miúda (Mentha piperita).............................................9 Mastruz (Chenopodium ambrosioides)..................................................9

Poejo (Mentha pulegium).......................................................................10 Saião (Kalanchoe brasiliensis)..............................................................10 6 Referências...........................................................................................11

1 INTRODUÇÃO

Há séculos é transmitido de geração pra geração o poder medicinal das plantas, tornando-se cada vez mais comum o uso das mesmas para o tratamento de diversas doenças. Tanto é que no Brasil desde 2007 o Ministério da Saúde tornou disponível a utilização dos fitoterápicos na saúde pública, divulgado em Janeiro de 2009 uma listra contendo mais de 70 tipos de plantas que podem ser utilizadas como medicamentos e, em 2011 esta lista foi ampliada com a divulgação do formulário de fitoterápicos ( FARMACOPÉIA BRASILEIRA 1a Ed. BRASIL, 2011).

     Por isso está se tornando uma prática, importantíssimo, a implantação de “Farmácias Vivas” no ambiente escolar, possibilitando a aquisição de novos conhecimentos para os educandos e a utilização de“ remédios naturais”, além de contribuir para uma alimentação mais saudável, inserindo chás e tisanas na merenda escolar.

2 OS CHÁS

     Atualmente, cerca de três mil produtos levam o nome de chás, mas, na verdade, podem ser considerados chás mesmo, somente aqueles que tenham em sua composição a planta Camellia sinensis; Ou seja, aqueles que nós chamamos de chá de hortelã, erva-cidreira e outros são para sermos mais corretos, tisanas ou infusões.

     Instruir no preparo de um chá pode parecer desnecessário, pois parte-se do princípio que qualquer pessoa seja hábil a preparar uma bebida com um punhado de ervas frescas ou secas e água. Para conservar o aroma e o sabor dessa bebida, algumas orientações devem ser observadas: tipo de recipientes para o preparo, que deve ser de cerâmica, inox ou vidro e procedimentos como infusão, decocção e maceração (BORNHAUSEN,1995).

3 PROCESSO MAIS COMUNS PARA A UTILIZAÇÃO DAS PLANTAS

Ø  INFUSÃO

     A preparação da bebida por infusão utiliza as partes mais delicadas da planta, ou seja, as flores e as folhas, nas quais o princípio ativo é mais facilmente liberado. O procedimento é simples e rápido: despejar água quente sobre as ervas secas ou frescas numa relação de 1 a 2 colheres pequenas para cada xícaras de água; tampar bem o recipiente e deixar repousar de 5 a 10 minutos; coar e está pronto para beber. Caso desejar usar as partes mais duras das plantas como o caule, as cascas e as raízes o procedimento deve ser aumentado para 20 a 30 minutos e as partes devem ser previamente cortadas ( BONTEMPO,2000).

Ø  DECOCÇÃO

     O processo de decocção é utilizado para as partes mais rígidas das plantas: talos, cascas, raízes e sementes. O procedimento não é difícil, basta colocar em um recipiente as ervas secas ou frescas em água a temperatura ambiente, na proporção de 1 a 2 colheres pequenas de ervas para cada xícara de água; levar ao fogo brando deixar cozinhar por 20 a 30 minutos, coar e beber. Se desejar utilizar as partes mais tenras das plantas o tempo de cozimento deve ser diminuído ou se quiser utilizar ambas as partes o cozimento deve ser realizado separadamente ( RIBEIRO E DINIZ, 2008).

Ø  MACERAÇÃO

     O método de maceração é o mais lento dos procedimentos. O processo de macerar consiste em primeiramente triturar a parte desejada da planta utilizando gral e pistilo, depois de macerada a planta deve ser deixada imersa em água na temperatura ambiente por 12 a 18 horas, para as partes tenras e de 18 a 24 horas para as partes duras; por último aquecer tudo levemente, coar e esta pronto para beber ( SOARES, 2007).

     Vale destacar que como em quaisquer bebidas, o açúcar altera o sabor, mas se houver necessidade de adoçar o chá recomenda-se o mel por interferir menos no sabor (SENNA,2010).

Ø  TINTURA

     Usa-se de 25% a 80% de ervas e completa-se com álcool de cereais com maior ou menor graduação. Observação: usa-se ou menos álcool conforme a planta, pois, algumas liberam suas propriedades com mais facilidade que as outras.

Ø  BANHO

     Faz-se uma infusão ou decocção mais concentrada que deve ser coada e misturada na água do banho. Outra maneira indicada é colocar as ervas em um saco de pano firme e deixar boiando na água do banho. Observação: os banhos podem ser parciais ou de corpo inteiro, e são normalmente indicados 1 vez por dia.

Ø  CATAPLASMA

     Devem-se amassar as ervas frescas e bem limpas, e aplicar diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze. As ervas secas podem ser reduzidas a pó, misturadas em água, infusões ou outras preparações e aplicadas envoltas em pano fino ou gaze sobre as partes afetadas.

Ø  GARGAREJO

     Usado para combater afecções da garganta, amigdalites e mau hálito. Faz-se uma infusão concentrada e gargareja quantas vezes for necessário. Exemplo: Sálvia (mau hálito), aroeira, malva e romã (amigdalites e afecções na boca).

4 TÉCNICAS DE COLHEITA

Ø  O horário apropriado para a colheita é pela manhã, após a evaporação total do orvalho;

Ø  Em dias muito quentes deve-se fazer a colheita no fim da tarde;

Ø  A planta não deve estar molhada, pois excesso de umidade retarda a secagem e favorece a decomposição de substâncias;

Ø  Evitar a mistura de ervas durante a colheita e na hora da secagem, para que assim as plantas possam manter suas características puras;

Ø  Não colher planta que estejam com manchas;

Ø  Evitar colher planta que estejam próximas a algum tipo de poluição, estradas e agrotóxicos.

5  ALGUNS PLANTAS FITOTERÁPICOS MAIS CONHECIDOS E UTILIZADOS EM NOSSA REGIÃO

Nome Popular: Alecrim

Nome Científico: Rosmarinus officinalis

Família: Lamiaceae

Parte Usada: Folhas

Como é Usada: Infusão

Indicações: Muito útil contra a debilidade cardíaca, é excitante do coração e do estômago, combate a flatulência, males do fígado, rins e intestinos. O chá é bom para combater a tosse, asma, gripe. E em banhos alivia o reumatismo e cura ferida.

Advertências: Não usar em pessoas com gastroenterites e histórico de convulsões. Não utilizar em gestantes. Doses acima das recomendadas podem causar nefrite e distúrbios gastrintestinais. Não usar em pessoas alérgicas ou com hipersensibilidade do alecrim.

Nome Popular: Arruda

Nome Científico: Ruta graveolens

Família: Rutaceae

Parte Usada: Folhas e flores

Como é Usada: Infusão e tintura

Indicações: Estimula a menstruação, combate dores intestinais, dores reumáticas e é um excelente repelente natural em hortas e jardins.

Advertências: Durante a gravidez, a arruda tem efeito especial sobre o útero: ela congestiona este órgão, estimula dores musculares, provoca-lhes a contração, ocasionando uma hemorragia grave, às vezes o aborto e a morte.

Nome Popular: Babosa

Nome Científico: Aloe vera

Família: Asphodelaceae

Parte Usada: Folhas, polpa e seiva.

Como é Usada:  Para o alívio de queimaduras aplica-se a polpa ou a folha cortada em tiras sobre a região queimada; cobrir com papel manteiga ou plástico transparente e enfaixar;depois com de uma hora, tirar tudo, lavar e aplicar de novo( repetir o tratamento pelo menos três vezes ao dia). Já como tônico capilar deve-se diariamente lavar as folhas, remover os espinhos, cortar a casca até que apareça a polpa e esfregar a gosma diretamente na cabeça (pode-se também usar  a pasta guardada na geladeira), deixando-a no couro cabeludo por mais ou menos uma hora e exaguando em seguinda com água quente ou morna.

Indicações: Alivia queimaduras, atua como tônico capilar e cicatrizante.

Advertências: Manter fora do alcance das crianças.

Nome Popular: Boldo do chile

Nome Científico: Peumus boldus

Família: Monimiaceae

Parte Usada: As folhas

Como é Usada: Infusão

Indicações: Combater enfermidades hepáticas e biliares, a má digestão, a insônia, além de fortificar o estômago e os nervos.

Advertências: O uso é contraindicado para pessoas com cálculos biliares e obstrução dos ductos biliares, doenças hepáticas severas e gestantes.

Nome Popular: Capim-santo, capim-limão

Nome Científico: Cymbopogon citratus

Família: Poaceae

Parte Usada: Folha e rizoma

Como é Usada: Infusão

Indicações: Atua como calmante, sedativo, também auxilia no tratamento de diabetes e úlceras, além de combater problemas gastrointestinais.

Advertências: Pode potencializar o efeito de medicamentos sedativos.

Nome Popular:  Dipirona, mil-folhas

Nome Científico: Achillea millefolium

Família: Asteraceae

Parte Usada: Toda a planta

Como é Usada: Pode ser usada por infusão e exteriormente usa-se esta planta em forma de loções ou cataplasma.

Indicações: É anti-inflamatório, antiespasmódico e é utilizada para o tratamento de feridas, contusões, queimaduras, afecções da pele, sarna, psoríase,eczema, manchas, etc.

Advertências: Não deve ser utilizada por indivíduos portadores de úlceras gastroduodenais ou oclusão das vias biliares. O uso acima das doses recomendadas pode causar cefaleia e inflamação e o uso prolongado pode provocar reações alérgicas, caso ocorra um desses sintomas, suspender o uso e consultar um especialista.

Nome Popular: Endro

Nome Científico: Anethum graveolens

Família: Apiaceae

Parte Usada: Sementes e folhas

Como é Usada: É utilizado como condimento em diversos pratos e suas sementes também é utilizado por meio de infusão.

Indicações: Usa-se no tratamento de cólicas, dispepsias, ânsias de vômito, ameniza flatulência, hiperacidez estomacal, etc.

Advertências: O uso interno de óleo essencial deve ser evitado durante a gravidez, lactância, para menores de seis anos e pessoas com gastrite, úlcera gastroduodenal, síndrome de intestino irritável, colite ulcerosa, enfermidade de Chohn, hepatopatia, epilepsia,mal de Parkinson e outras enfermidades neurológicas.

Nome Popular: Erva-cidreira

Nome Científico: Melissa officinalis

Família: Lamiaceae

Parte Usada: Folhas

Como é Usada: Infusão

Indicações: Tranquilizante e sedativa induz ao sono e permite o controle das emoções. Indicada em crises nervosas, taquicardia, histerismo, e depressão. O mirceno é o responsável pelo seu papel analgésico, no alívio de dores e da depressão alta.

Advertências: Devem ser evitadas por pessoas com hipersensibilidade à planta, pessoas que esteja tomando medicação para a tireoide e pessoas que tenham problema com pressão baixa.

Nome Popular: Erva-doce

Nome Científico: Pimpinella anisum

Família: Apiaceae

Parte Usada: Sementes

Como é Usada: Infusão

Indicações: Calmante, combate a insônia, náuseas, cólicas e vômitos. Restabelece a menstruação e aumenta o leite materno.

Advertências: Deve ser evitada em caso de alergia à planta.

Nome Popular: Hortelã da folha grande

Nome Científico: Plectranthus amboinicus

Família: Lamiaceae

Parte Usada: Folhas frescas

Como é Usada: Infusão

Indicações: Atua contra a asma, bronquite, coriza, dor de cabeça, rouquidão, gripe, etc.

Advertências: Deve ser evitadas por gestantes, mulheres em fase de amamentação, crianças em fase de amamentação e portadores de úlcera, gastrite ou cálculos biliares.

Nome Popular: Hortelã da folha miúda

Nome Científico: Mentha piperita

Família: Lamiaceae

Parte Usada: Folhas

Como é Usada: Infusão

Indicações: É usada popularmente como descongestionante nasal, antigripal, vermífuga, digestiva e analgésica. Em algumas regiões também é usada como condimento.

Advertências: As doses excessivas são nocivas, quer por inalação (espasmos localizados), quer como essência (nervosismo, palpitações e insônias).

Nome Popular: Mastruz

Nome Científico: Chenopodium ambrosioides

Família: Amaranthaceae

Parte Usada: Folhas e sementes

Como é Usada: Infusão e maceração

Indicações: Tem as propriedades de ser um cicatrizante, anti-inflamatório, ativador de circulação muscular e reduz as manchas roxas (provocadas por contusões) também é utilizada para fins cicatrizantes, através da maceração das folhas junto com sal e aplicada no local da ferida. Também se adicionada ao leite tem ações anti-helmínticas.

Advertências: Deve ser evitadas por crianças de até três anos, gestantes, mulheres em fase de amamentação, pacientes debilitados ou com enfermidades nepáticas, auditivas ou renais. Em altas doses é extremamente tóxica podendo causar a morte.

Nome Popular: Poejo

Nome Científico: Mentha pulegium

Família: Lamiaceae

Parte Usada: Toda a planta

Como é Usada: È usado para culinária, infusões e também para o fabrico de licor.

Indicações: É expectorante, atua contra a gripe, a tosse crônica, é calmante para o sistema nervoso, também combate constipações, insônias, dores reumáticas, acidez do estômago, fermentação, enjoo, bronquite e asma.

Advertências: É de notar que o óleo essencial do Poejo é venenoso, sendo especialmente perigoso para as grávidas, pois pode causar o aborto. Nos cozinhados deve, pois, ser usado em moderação e evitado completamente pelas grávidas.

Nome Popular: Saião

Nome Científico: Kalanchoe brasiliensis

Família: Crassulaceae

Parte Usada: Folhas

Como é Usada: Suco da folha ou infusão

Indicações: Emprega-se o uso das folhas, topicamente, contra aftas, calos, feridas, frieiras, queimaduras, tumores, úlceras, verrugas, etc. O suco ou xarope da planta também é usado, empiricamente, contra a tuberculose pulmonar. Por meio da infusão combate-se a tosse e a asma.

Advertências: Não foram encontradas contraindicações na literatura consultada, porém nenhuma planta deve ser consumida em excesso e nenhum tratamento deve ser feito sem orientação médica.

 

6 REFERENCIA

BALBACH,A. As Plantas Curam, 1a ed. São Paulo, 1986, 415p.

BONTEMPO, M, Medicina Natural,Editora Nova Cultura, São  Paulo, 2000.

BRASIL, Agencia Nacional de Vigilância Sanitária; formulário de fitoterápicos da farmacopeia brasileira/ agência nacional de vigilância sanitária, Anvisa, Brasília, 2011,p.126.

RIBEIRO,P.G.F; DINIZ,R.C.Plantas Aromáticas e Medicinais Cultivo e Utilização,  Editora IAPAR, Londrina, 2008.

SENNA, C. Enciclopédia do Chá, In Revista casa e Jardim. Disponível em:<revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI164823-18069,00-ENCICLOPEDIA+DO+CHA.html>.Acesso em 22 de fev.2013.

SOARES,C.A.A cura que vem dos chás. 2a ed. Editora Vozes, 2007.         

 

 

 

 

 

 


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