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  POR QUE AS ESCOLAS PRECISAM MUDAR?
22/07/2013

CARLOS WALTER DORLASS
SP - SAO PAULO
POR QUE AS ESCOLAS PRECISAM MUDAR? O que precisa melhorar na relação entre pais e a escola particular? Por que a escola nem sempre consegue atrair e motivar os alunos para aprender? Qual a responsabilidade ambiental?

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Educação Ambiental


POR QUE AS ESCOLAS PRECISAM MUDAR? O que precisa melhorar na relação entre pais e a escola particular? Por que a escola nem sempre consegue atrair e motivar os alunos para aprender? Na visão do consultor educacional Carlos Walter Dorlass, que já dirigiu diversas organizações educacionais no Brasil – entre elas o Colégio Albert Sabin, de São Paulo (SP), e o Colégio Positivo, de Curitiba (PR) –, as instituições de ensino continuam repetindo padrões que foram eficazes no passado, mas que não se encaixam na sociedade atual. É sobre este assunto que trata a entrevista a seguir. Gestão Educacional: Em geral, os pais estão satisfeitos com o atendimento das escolas particulares? Carlos Walter Dorlass: Sim, pois acham que recebem um bom serviço em troca do que pagam para a escola de seus filhos. A satisfação está ligada aos resultados obtidos pelos alunos. Se os mesmos “tiram” as notas exigidas pela escola, está “tudo bem”. Se passam no vestibular, a escola é “ótima”. Se a escola não “incomodar os pais” por existirem problemas disciplinares e/ou outras situações que atrapalhem a formação do aluno, a escola é “maravilhosa”. Porém, não se pode imaginar que este nível de satisfação seja condizente com a realidade que é constatada no dia a dia das escolas. Gestão Educacional: O senhor afirma que “o sistema educacional passa por um período de inércia”. Fale sobre isso. Dorlass: Verificam-se repetições de um padrão que, em um tempo não muito distante do atual, foi eficaz. Professores continuam executando o mesmo planejamento de décadas passadas, reutilizando e aplicando as mesmas estratégias de ensino, as mesmas avaliações e metodologias, sem considerarem que os tempos são outros. Os docentes esquecem que hoje a quantidade de informações e a velocidade como são transmitidas são muito maiores. Nas escolas, o novo tem sido uma reedição do velho. E o que se observa é que essa mera reprodução de velhos ritos escolares tem se voltado contra a própria escola; os alunos têm se tornado cada vez menos motivados para as atividades propostas. Gestão Educacional: Muitas escolas continuam utilizando estratégias de ensino, avaliações e metodologias usadas por elas há décadas. É preciso mudar? Dorlass: Sim, sabemos que as escolas são espaços destinados a desenvolver as múltiplas inteligências, ensinar a respeitar, tornar o aluno solidário, enfim, formar pessoas de valor, mas atualmente elas têm sido locais de repetição de padrões ultrapassados, sem que apresentem preocupações em mudar esse panorama, sem inovação! Sim, precisamos mudar, assim como sugerir formas de apontar caminhos, discutir questões, escutar e dialogar com aqueles que estão começando a caminhar por este mundo de conhecimento. Como educadores, assumimos o compromisso de zelar mais por aqueles que irão nos suceder. Portanto, é necessário acompanhar as mudanças, sejam elas culturais ou tecnológicas, e sair da zona de conforto. Os professores precisam conscientizar-se de que as aulas devem instigar o interesse e a curiosidade dos alunos, procurando despertar neles a vontade de aprender, além de incentivar a participação individual no processo ensino-aprendizagem, ao promover atividades que permitam que os alunos questionem, participem e opinem. Gestão Educacional: Como despertar nos alunos a vontade de aprender? Dorlass: Certamente, os alunos estão desmotivados porque não veem significado no que os professores estão ensinando. Os docentes não relacionam ou correlacionam os conteúdos com o dia a dia dos alunos e ainda não perceberam que o ensino não pode mais ser uma via de mão única. Quando os alunos se sentirem seguros e valorizados em suas opiniões, sairão das aulas com vontade de voltar, com sede de saber e muito mais preparados para enfrentar os desafios aguçados pela curiosidade. A escola que se diz transformadora (e que realmente o desejar ser) deve transpor a barreira do conservadorismo, abandonar a prática de classificar como indisciplina ou desrespeito as manifestações de “vida”, de opinião e questionamentos dos alunos. O gestor é o facilitador para a execução da proposta político-pedagógica e não o detentor do “conhecimento”; precisa estabelecer metas, saber que suas ações poderão ou não contribuir para a melhoria da sociedade, instrumentalizar os professores e avaliar os resultados, assim como se autoavaliar. O bom gestor é aquele que faz as melhores perguntas para encontrar as melhores respostas e não repete as suas melhores ou piores ações. Fonte: Revista – Gestão Educacional – Out.2011 Ed. 77

CARLOS WALTER DORLASS
SP - SAO PAULO

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