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  Avaliação do potencial tóxico do formaldeído sobre girinos de rã-touro ('Lithobates catesbeianus').
04/11/2014

JULIANA MACÊDO SANTANA
SP - GUARULHOS
Testes ecotoxicológicos - concentração letal mediana, teste de micronúcleo, análise hematológica, qualidade da água e ensaio embrionário.

Área(s) de Atuação que o Presente Caso trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Aquicultura: Gestão e Produção
Biomonitoramento
Gestão Ambiental
Gestão de Recursos Pesqueiros
Gestão e Tratamento de Efluentes e Resíduos
Gestão, Controle e Monitoramento em Ecotoxicologia
Saneamento Ambiental


Atualmente diversas populações de anfíbios se encontram em declínio mundial, e dentre os diferentes fatores responsáveis pelo fenômeno, estão as doenças emergentes. A perda da biodiversidade tem aumentado a necessidade de estudos que controlem estes patógenos, por isso protocolos de desinfecção vem sendo testados no tratamento de diversas doenças, com maior enfoque atual à quitridiomicose, doença causada pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis (Bd). Entretanto, o potencial tóxico dos produtos testados sobre os anfíbios dificulta a padronização de um método de tratamento e desinfecção adequado. Um dos agentes químicos testados no controle do Bd é o formaldeído, um bactericida, fungicida e antiparasitário utilizado na aquicultura, embora seu potencial carcinogênico seja conhecido. A rã-touro (Lithobates catesbeianus), criada comercialmente, é indicada como vetora da quitridiomicose por ser rústica comparativamente com outras espécies. Desta forma, a criação de animais livres da doença aumenta a sustentabilidade da criação, garantindo maior segurança aos animais nativos presentes no entorno do ranário. Com base neste cenário, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial tóxico do formaldeído sobre girinos de rã-touro, contribuindo com a literatura ainda escassa acerca do assunto, e servir de base para experimentos que avaliem a utilização do formaldeído como agente desinfetante em ranários. A CL50-96h calculada para os girinos foi de 10,53mg/L, sendo que concentrações entre 6 e 18mg/L apresentaram potencial genotóxico, avaliado através do teste de micronúcleo (MN). Animais não expostos a contaminantes demonstraram frequência esperada de 1,35MN/indivíduo, tendo aumento desta frequência em 1,14% na adição de cada 1mg/L de formaldeído. O teste crônico, utilizando concentrações subletais definidas a partir da CL50-96h, não apresentou potencial genotóxico (teste de micronúcleo) ou alterações hematológicas (contagem diferencial de leucócitos e microhematócrito) nos biomarcadores utilizados, entretanto, foi observado o fenômeno de citotoxicidade, com aumento de anomalias nucleares (picnose e cariorrexe) dos eritrócitos nas maiores concentrações ao final do experimento (288h). Com base nestes resultados, o formaldeído se mostrou um produto genotóxico para os girinos em altas concentrações, mas este fato não foi comprovado ao se usar este químico em concentrações baixas. Vale ressaltar que não é seguro afirmar que o formaldeído possa ser utilizado como desinfetante para a espécie, devido à necessidade da realização de testes complementares que avaliem outros possíveis efeitos nocivos da exposição às baixas concentrações.


JULIANA MACÊDO SANTANA
SP - GUARULHOS

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