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  CONSEQÜÊNCIAS DA UTLIZAÇÃO DA MAMONA COMO BIODÍSEL
17/08/2009

ALESSANDRO DA SILVA GONÇALVES
RS - CACHOEIRINHA
Danos ambientais causados pelo uso indevido da mamona (Ricinus Communis)

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Educação
Educação ambiental




      Em dezembro de 2004 o presidente da República Luís Inácio Lula da Silva assinou o Programa Biodísel. O projeto de lei 3368/64, do deputado federal Ariosto Holanda (PSDB – CE), tornava obrigatório a adição de, no mínimo, 2% de biodísel ao óleo diesel vendido ao consumidor brasileiro. O projeto previa também a isenção de tributos federais para agricultores, familiares reunidos em associações ou cooperativas que cultivassem oleaginosas, entre elas a mamona (Ricinus communis).

      A idéia de diminuir a emissão de poluentes na nossa atmosfera utilizando o biodísel é de grande importância, porém não se fala nos impactos ambientais que grandes plantações de mamona poderão causar nos ecossistemas naturais.

      A.pesar de ser uma planta africana, ela se constitui como invasora nos trópicos de todo o mundo. Invade terrenos baldios, áreas agrícolas, proximidades das habitações rurais, terrenos recentemente revolvidos, e ambientes ciliares, deslocando plantas nativas. A invasão da mamona causa grande perda na biodiversidade, principalmente em áreas de campos, devido ao sombreamento excessivo, além da restrição e circulação da fauna devido à densidade dos aglomerados.

          A importância da produção de energias mais limpas é fundamental, porém não podemos deixar de analisar que a produção em grande escala de plantas exóticas invasoras, poderá causar muitos problemas ambientais, visto que no país não existem políticas públicas de controle e manejo.

      O mesmo aconteceu na década de 60. Quem plantasse pinus e eucalipto, duas espécies exóticas, como solução para recuperação florestal, recebia inclusive incentivo fiscal por parte do governo. Mais tarde verificou-se que havia ocorrido um grande erro, pois estas espécies são responsáveis pela transformação de ecossistemas abertos em ecossistemas fechados, com perda da biodiversidade por sombreamento, o que leva à exposição do solo e conseqüente erosão e assoreamento de cursos d’água, com impactos sobre a fauna aquática e também alterando o regime hídrico em ecossistemas abertos, onde substitui vegetação de pequeno porte. 

      O desenvolvimento é importante, desde que não ameace a sobrevivência de outras espécies ou elimine seus habitats. O desenvolvimento baseado na conservação deve incluir providências no sentido de proteger a estrutura, as funções e a biodiversidade dos sistemas naturais do planeta, dos quais somos dependentes.

     É de salientar que se faz urgente à necessidade de serem definidas políticas setoriais a nível internacional, nacional, regional ou mesmo municipais, que levem em conta estes aspectos referidos e as interfaces com outros setores tais como meio ambiente, agricultura, cultura, etc.

Alessandro da Silva Gonçalves

Biólogo pós-graduado em Educação Ambiental















































































































































   






























































































































































ALESSANDRO DA SILVA GONÇALVES
RS - CACHOEIRINHA

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