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  Educação Ambiental uma Chance de Recomeço
14/01/2011

CICERO CLENIO ALVES GONÇALVES
MT - BOM JESUS DO ARAGUAIA
A luta entre o homem e a natureza tem se mostrado cada vez mais desigual. Nesta, o homem com suas ideologias capitalistas destrói-se a si mesmo agredindo o meio ambiente.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Ecologia
Meio ambiente
Educação
Educação ambiental


A Lei de Crimes Ambientais rege que qualquer atividade lesiva ao meio ambiente sofrerá sanções penais, seja acidental, ou proposital. E se aplica a qualquer cidadão, independente de seu cargo ou condição financeira. As punições variam de advertência, embargos, multas, afastamento de cargos, prestação de serviços à comunidade, prestação pecuniária, recolhimento domiciliar, interdição temporária de direitos e reclusão de três meses a seis anos (BRASIL, 1998). O Código Florestal contêm regras para construção de residências ou empresas próximas a reservas, demarcação de reservas, limita o desmatamento da mata ciliar, obriga empresas que utilizam grande quantidade de matéria-prima florestal a fazerem reflorestamento, punições contra incêndios propositais ou não, isto é, qualquer indivíduo ou empresa que causar qualquer tipo de danos diretos ou indiretos a flora brasileira estará sujeito às penalidades devidas que podem ser de multa a reclusão (BRASIL, 1965). A Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) são órgãos responsáveis pela vistoria e apreensão de pessoas ou empresas que cometa qualquer tipo de agressão à natureza. Suas leis são válidas em todo território brasileiro (TURISMO, 2004). O Brasil, além de ser um dos maiores países do mundo em extensão possui inúmeros recursos naturais de fundamental importância para todo o planeta: desde ecossistemas importantes como as suas florestas tropicais, o pantanal, o cerrado, os mangues e restingas, até uma grande parte da água disponível para o consumo humano (CARLOS, 2004). É preocupante, no entanto, a forma como os recursos naturais e culturais brasileiros vêm sendo explorados. Muitas vezes, para extrair um recurso natural, perdeseoutro de maior valor (CARLOS, 2004). No Município de Nova Xavantina existe uma série de agressões ao meio ambiente e uma delas é a extração abusiva de madeira. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) em 2002 foi extraída mensalmente na flora regional uma imensa quantidade de madeira para diversas finalidades. Na indústria carvoeira cerca de oitenta e seis toneladas de carvão vegetal, quatorze mil e oitenta e quatro metros cúbicos de madeiras destinadas a lenha em cerâmicas e panificadoras e quinhentos e cinqüenta metros cúbicos em madeira destinada a fabricação de móveis e similares (madeira em tora). Esse comércio movimenta cerca de cento e vinte e cinco mil reais (TURISMO, 2004). Com base nestes dados, percebe-se que a educação ambiental está do lado oposto aos acontecimentos, diz o Ministério do Meio Ambiente, “Educação Ambiental é um processo permanente, que indivíduos e a comunidade tomam consciência do meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação, tornando aptos a agir – individual e coletivamente e resolver problemas ambientais presentes e futuros” (ADAMS, 2004). Sabendo a seriedade dessa temática, cabe aos educadores fazerem sua parte aplicando-a nos âmbitos escolares, onde REIGOTA (1994), afirma que as escolas contam com vários recursos didáticos a serem empregados para aplicação de temas como esse. Eles podem ser muito simples ou sofisticados, porém qualquer que seja sua característica, a sua boa aplicação depende muito da criatividade do professor. No Brasil os educadores principalmente da rede pública têm muita dificuldade de ministrarem suas aulas. Na maioria das vezes, os únicos recursos didáticos com que contam são o giz, a lousa e nossa própria voz. Chega a ser surpreendente que conseguem prender a atenção dos alunos e transmitir alguma informação utilizando essencialmente um método medieval de ensino: a aula expositiva (REIGOTA, 1994). A falta de recursos didáticos não pode servir de pretexto para o comodismo e o descaso das instituições que administram as verbas destinadas à educação. Não importa quais outros problemas nosso país tem a resolver em relação à educação – e eles são muitos e graves. As crianças e adolescentes que lotam nossas salas de aula sejam na rede pública, seja nas escolas particulares, tem direito ao melhor ensino que podemos oferecer (CAPELETO, 1992). O professor deve se preocupar em utilizar freqüentemente recursos didáticos em suas aulas, devido à importância, porque além de servirem para despertar a atenção e proporcionar experiências concretas é uma forma de trazer para mais próximo possível à temática para a realidade do aluno. Quando se deseja que os alunos evoluam para outros níveis, com a compreensão e a aplicação, a aula expositiva mostra-se bem mais limitada. Aí o professor precisa valer-se de recursos visuais adequados (GIL, 1997). Para que o professor possa ter sucesso na hora de usar um recuso didático nas escolas ele deve contar com uma metodologia de ensino preparada na qual deve conduzir o pensamento e as ações para atingir uma meta preestabelecida, e também, disciplinar o pensamento e as ações, para se obter maior eficiência no que se deseja realizar, pois pensar ou agir sem método, quase sempre, resulta em perda de tempo (NÉRICE, 1992).

CICERO CLENIO ALVES GONÇALVES
MT - BOM JESUS DO ARAGUAIA

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