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  Ocorrência e dieta da Lontra Neotropical, Lontra longicaudis (Olfers, 1818), em dois rios do Parque Nacional de Saint-Hilaire
03/06/2017

MARCOS ANDRÉ NAVARRO
PR - CURITIBA
Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Zoologia. Universidade Federal do Paraná. Palavras-chave: Deslizamentos de Terra; Floresta Atlântica; Habitat; Lutrinae; Mamífero

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


Bol. Soc. Bras. Mastozool., 75, 2016 

 

Navarro, Marcos André. 2015

 

Ocorrência e dieta da Lontra Neotropical, Lontra longicaudis (Olfers, 1818), em dois rios do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, Serra Da Prata, Paraná

 

Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Zoologia. Universidade Federal do Paraná.

 

Orientadora: Dra. Juliana Quadros

 

RESUMO

 

A Lontra Neotropical, Lontra longicaudis, é um mustelídeo semiaquático que no passado foi alvo de caça devido a sua pele. Hoje em dia, outros fatores de origem antrópica afetam a conservação desta espécie cuja população atualmente está em declínio. Estudos com impacto de desastres naturais sobre a fauna são muito raros na literatura científica. Considerando as lontras, informações publicadas não foram encontradas. Então, o presente estudo objetivou determinar se os deslizamentos de terra ocorridos em março de 2011 em parte das montanhas da Serra da Prata (Estado do Paraná, Brasil) afetaram de alguma forma a ocorrência e a dieta da Lontra Neotropical. Com esse propósito, a área estudada compreendeu um rio afetado (Rio Santa Cruz - RSC) da face leste dessa serra que foi comparado com outro não afetado (Rio das Pombas - RP), localizado na mesma face e com características semelhantes às originais do RSC. A área de estudo está situada no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL). Foram realizadas sete campanhas a partir do limite altitudinal do PNSHL (60m s.n.m) para montante e uma no sentido oposto em direção à planície costeira entre 2012 e 2013, totalizando oito campanhas. Estas consistiram de busca ativa por vestígios (fezes, pegadas, arranhados) e tocas de lontras ao longo de 3 km de margens e leito. Registros de outros mamíferos também foram observados. Cada evidência foi anotada em caderneta de campo, fotografada e georreferenciada. As tocas foram monitoradas ao longo das campanhas e as fezes foram coletadas e devidamente armazenadas. Esforço adicional foi feito para coletar potenciais espécies-presa nos rios estudados. No laboratório, as fezes foram triadas e os itens alimentares identificados. A Frequência de Ocorrência e a Porcentagem de Ocorrência dos itens ou de grupos de itens foram calculadas. Considerando as lontras, foram registrados 113 vestígios (11 arranhados, 19 pegadas e 83 fezes) e 17 tocas no rio não afetado (RP); e o rio afetado (RSC) apresentou apenas quatro vestígios (três pegadas, uma amostra fecal) e uma possível toca. Registros de outros mamíferos denotaram a presença de 9 táxons no RP e 14 táxons no RSC. A diferença conspícua entre a quantidade de vestígios da presença das lontras mostra que o desastre natural afetou severamente a população da espécie do RSC em comparação com o RP, e mesmo dois anos após os desastres as lontras retornaram apenas discretamente ao rio afetado. Por outro lado, outras espécies de mamíferos como Cuniculus paca, reocuparam as margens abundantemente. Para análise da dieta foram utilizadas 67 fezes do rio não afetado (RP) o que resultou na identificação de 147 itens alimentares pertencentes a 25 táxons consumidos. Peixes e crustáceos foram os grupos mais consumidos (FO=82,1% e 71,6%, respectivamente). Entre os peixes destacou-se a família Loricariidae (FO=55,2%) e dentre os crustáceos, o caranguejo Trichodactylus sp. (FO=70,1%). Pelo menos quatro espécies encontradas nos rios não foram identificadas na dieta. Adicionalmente, com intuito de auxiliar na identificação de itens alimentares em futuros estudos sobre dieta, foram descritas e ilustradas 32 estruturas diagnósticas referentes a 14 táxons encontrados nas fezes.

 

Palavras-chave: Deslizamentos de Terra; Floresta Atlântica; Habitat; Lutrinae; Mamífero

 


MARCOS ANDRÉ NAVARRO
PR - CURITIBA

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