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  DENGUE: Conhecer para prevenir.
28/02/2013
atualizado em: 28/09/2018

FRANCISCO ROGERIO TEIXEIRA
SP - MOGI-GUAÇU
Palestra Ministrada na Escola Técnica Prof. Francisco dos Santos, São Simão – SP. Instituto Paula Souza Ribeirão Preto, SP. 2011. Palestrante

Área(s) de Atuação que o Presente Caso trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Controle de Vetores e Pragas
Educação Ambiental


O VETOR

O mosquito Aedes aegypti (família culicidae) é a principal espécie responsável pela transmissão do vírus da dengue. De coloração preta, com listras e manchas brancas, é um mosquito adaptado a viver no ambiente antrópico. Com atividade hematofágica diurna a fêmea do Aedes aegypti se utiliza preferencialmente de depósitos artificiais de água para colocar os seus ovos, os quais têm uma alta capacidade de resistir à ação dos raios solares, mantendo-se ativos na ausência de água por até 450 dias (Natal, 2002), e têm condições de se adaptarem aos mais diversos ambientes – “adultos já foram encontrados em altitudes elevadas e larvas em água poluída” - (Tauil, 2002 apud Teixeira  et al., 2011)

 O VÍRUS

orotipos: DENV – 1, DENV – 2, DENV – 3 e DENV – 4.

Todos estão presentes no país. São transmitidos da mesma forma ....“?”, produzem a mesma doença, tem sintomas idênticos e requerem os mesmos cuidados e tratamentos.         

Se uma pessoa for infectada pelo DENV – 1, por  ex., fica imunizada para este sorotipo, mas pode ter dengue novamente, se for infectada pelos outros três sorotipos. E, a cada nova infecção, aumentam as chances de o paciente desenvolver uma forma grave, caso a doença não seja identificada e tratada de maneira rápida e adequada.

A DOENÇA

A dengue é uma das mais importantes arboviroses que afeta o homem e constitui um sério problema de saúde pública no mundo e tem como principal vetor o mosquito Aedes aegypti (também transmissor da febre amarela).

Foi na África, continente de origem do homem, que a dengue, então mencionada no dialeto suaíle do leste africano como Ki denga pepo, foi descrita pela primeira vez. Lá, há muito se conhece a expressão para descrever uma enfermidade que atingia as pessoas causando dores fortíssimas de cabeça e inchaços nas articulações. Depois desse registro a doença foi também registrada na Filadélfia (EUA) em 1780 (Andrade, 2010).

Trazida pelos navios negreiros, juntamente com seu vetor, a doença foi chamada pelo epidemiologista americano, Dr. Benjamin Rush, de brake bone fever (febre-do-quebra-ossos), devido aos sintomas que produzia.

Primeiro registro no Brasil foi em 1967, no Pará, após campanha de erradicação da década de 50.

No estado de São Paulo, os primeiros registros de sua reintrodução datam de 1980 em Santos.

Em 1985 a esp. foi detectada em municípios da região oeste do estado e, desde então, a infestação por Ae. Aegypti vem se expandindo.

Em 1986, Ae. Albopictus foi identificado nas Américas e no Brasil. Até o momento não há evidências de que seja um transmissor da dengue nas Américas – vetor potencial neste continente – na Ásia está relacionado com a transmissão da dengue.

VETOR + AMBIENTE

ADULTOS

Escapar do local que serviu de criadouro;

Encontrar uma alimentação açucarada;

Encontrar os parceiros sexuais;

Sobreviver a fatores bióticos (predação, canibalismo e doenças) e abióticos (físicos e químicos) de mortalidade.

Fêmeas: Conseguir uma dieta de sangue;

Produzir ovos e encontrar (e escolher) um local adequado para deixá-los.

OVOS/EMBRIÔES

Resistir à dessecação; Eclodir em momento apropriado.

LARVAS

Conseguir alimento; Sobreviver a fatores bióticos (predação, canibalismo e doenças) e abióticos (físicos e químicos) de mortalidade.

PUPAS

Sobreviver a fatores bióticos (predação, canibalismo e doenças) e abióticos (físicos e químicos) de mortalidade.

ESPÉCIES

Ae. aegypti formosus - Distribuída em áreas de florestas na África. DENGUE – Baixa competência vetorial

Ae. aegypti mascarensis - Ilhas Mauricio, também vive nas florestas. DENGUE – Baixa competência vetorial

Ae. aegypti aegypti (ou Ae. aegypti queenslandensis), Subespécie urbana. DENGUE – Alta competência vetorial dengue (1, 2 e 3).

  

Referências Bibliográficas.

Andrade, CFS 2002. Palestra “O papel da sociedade no controle da dengue”. Biológico,  São Paulo, v.64, n.2, p.213-215.

Andrade, CFS, e Cabrini, I 2010. Estratégias inócuas, estrambólicas ou inseguras para o controle do vetor da dengue. Revista Vetores & Pragas, Rio de Janeiro, RJ, 10p

Andrade, CFS 2007. O CONTROLE DA DENGUE É COMO FAZER BOLO DE FUBÁ 3pp.

Tauil, PL 2002. Aspectos críticos do controle do dengue no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, RJ vol.18, no.3, p.867-871.

Natal, D 2002.  Palestra Bioecologia do Aedes aegypti. Palestra: Biológico, São Paulo, v.64, n.2, p.205-207.


FRANCISCO ROGERIO TEIXEIRA
SP - MOGI-GUAÇU

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