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  ICTISMO
13/09/2012

MARCILIO FONTES DA COSTA
RJ - RIO DE JANEIRO
Ictismo, ingesta,toxidez, morte

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


ICTISMO Acidentes humanos provocados por peixes marinhos ou fluviais recebem esta denominação ”ictismo”, existindo o passivo (ingesta) e ao ativo (ferroadas ou mordeduras). Ações do veneno Pouco se conhece sobre a ação destes sobre os seres humanos. Os acidentes acanto tóxicos são de caráter necrosante e a dor é o sintoma proeminente. Os venenos das arraias é composto de polipeptídeos de alto peso molecular. Em sua composição encontra-se a serotonina, fosfodiesterase e a 5-nucleotidase. É um veneno termolábil que ocorre na maioria desse grupo. Os acidentes sarcotóxicos ocorrem pela ingesta de peixes ou frutos do mar, como no caso dos baiacus (tetrodontidae), produzem tetrodontoxina, potente bloqueador neuromuscular que pode conduzir a vítima á paralisia consciente e óbito por insuficiência respiratória. Peixes que se alimentarem do dinoflagelado(Gambierdiscus toxicus) pode ter acumulo progressivo de ciguatoxina nos tecidos, provocando o quadro clinico de ciguatera(neurotoxidade Acidentes escombróticos acontecem quando bactérias provocam descarboxilação da histidina na carne dos peixes mal conservados, produzindo a toxina saurina, capaz de liberar histamina em seres humanos. O acumulo de metil mercúrio em peixes pescados em águas contaminadas, pode produzir quadros neurológicos em seres humanos, quando houver ingesta crônica. Não existe tratamento (não existe anti-veneno) para este tipo de acidente. Acidente traumatogênico ou acantotóxico: O tratamento deve atingir o alivio as crises álgidas, combate aos efeitos do veneno e prevenção de infecção secundária. O ferimento deve ser lavado prontamente com solução fisiológica. Em seguida, imergir em água quente (30 a 45ºC) ou colocar sobre o ferimento compressa morna durante 30 ou 60 minutos. A fim de aliviar a dor e neutralizar o veneno que é termolábil. Bloquear o local com xilocaína 2% sem vaso constrictor, também para retirar o epitélio do peixe, deve-se deixar um dreno e aplicar a profilaxia do tétano, antibióticos e analgésicos se necessário. 25000 pessoas são envenenadas anualmente pelo consumo de alimentos marinhos contaminados com ciguatera. Ciguatera é uma forma de ictiointoxicação causada pelo consumo de peixes de coral contaminados pela ciguatoxina (uma classe de toxinas solúvel em lípidos). Estimativas atuais sugerem uma intoxicação anual de cerca de 25000 pessoas por peixes contaminados. as toxinas responsáveis pela ciguatera são segregadas pelo dinoflagelado Gambierdiscus toxicus, que é um epífito de macro algas calcárias ou de outros substratos dos recifes de coral. G. toxicus está largamente distribuído pelos recifes de coral e lagoas, mas prolifera em águas baixas (3 -15m) longe de influências terrestres. A maior parte das áreas onde a ciguatera ocorre são caracterizadas por águas oceânicas salgadas. Os peixes de coral herbívoros consomem algas, ingerindo G. toxicus e concentram as ciguatoxina no tubo digestivo e no tecido muscular. Os peixes carnívoros do recife consomem os herbívoros, tornando-se também tóxicos e desta forma, todos os elementos da cadeia trófica tornam-se tóxicos. As ciguatoxinas não são destruídas quando se cozinham os peixes e não existem testes de rotina para identificar peixes contaminados, ou para estabelecer épocas de ocorrência desta toxina nos recifes. Os envenenamentos pela ciguatera são caracterizados por fortes sintomas gastro-intestinais e neurológicos. Os indivíduos intoxicados podem ter diarréia, vômitos, letargia, paralisias, percepção da temperatura de forma reversa, comichões, picadas e dores musculares. Alguns destes sintomas como comichões e dores musculares, podem persistir durante vários meses. Os sintomas neurológicos podem ser desencadeados pelo consumo de álcool ou de certos alimentos, tais como outros peixes, alimentos com sabor a peixe, manteiga de amendoim e carne, como frango e porco. Uma revisão dos aspectos clínicos, ecológicos e epidemiológicos da ciguatera foi feita por Lewis and Holmes (1993). A ciguatera raramente é fatal, os indígenas conhecem os locais, e quais os peixes que podem estar contaminados. No entanto, pouca desta informação tem sido documentada. Alguns sinais e sintomas Ardor/dor quando toca em água fria, borbulhas/sensação de paralisia, desconforto a urinar, dificuldade em respirar, dificuldade em andar, dificuldade em falar, irritação nos olhos, formigamento ou picadas quando em contacto com água fria, sabor estranho na boca, comichões/vermelhidão, salivação excessiva, suor excessivo, diarréia, vômitos, febre/calafrios, dores de cabeça, dores nas articulações, câimbras musculares. Venenos de Cnidários Definição Venenos de águas-vivas, corais, anêmonas marinhas, etc. Estes venenos contêm substâncias hemo, cardio, dermato e neurotóxicas (e provavelmente ENZIMAS). Entre elas estão a palitoxina(a Palitoxina tem origem bacteriana provavelmente de bactérias do gênero Vibrio (Oceanus, 1982, 25, 54). sarcofina, e a antopleurina. Sinônimos:Venenos de Cnidaria, Venenos de Chironex,Venenos de Medusa ou Venenos de Anêmona-do-Mar. Referencias consultadas Dalzell, P. 1992. Ciguatera fish poisoning and fisheries development in the South Pacific, bulletin de la Société Pathologique Exotique 85 (5), 435-444. _____, _. 1993. Management of ciguatera fish poisoning in the South Pacific. Memoirs of the Queensland Museum 34 (3), 471-480. Lewis, R. J. and M. J. Holmes 1993. Origin and transfer of toxins involved in ciguatera. comp. Biochem. & Physiol. 160C (3) Sites consultados http://dinos.anesc.u-tokyo.ac.jp/plankton/tree/p-tree28.htm http://dinos.anesc.u-tokyo.ac.jp/plankton/description/Gambierdiscus_toxicus.htm

MARCILIO FONTES DA COSTA
RJ - RIO DE JANEIRO

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