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  A EXISTENCIA DO SER HUMANO E O DRAMA DO MUNDO ATUAL
11/09/2011

DIANA COZER
SC - PALMITOS
Existencia humana - Conflitos da existência atual - Ações e reações - Decadências de valores - Sustentabilidade-

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Responsabilidade Socioambiental


A EXISTENCIA DO SER HUMANO E O DRAMA DO MUNDO ATUAL

 

Atualmente vive-se um drama de conflitos existenciais que nos remetem a uma série de fatores, os quais estão intrinsecamente relacionados não somente a nossa qualidade de vida, mas também a continuação da existência da espécie humana. O mundo está ao avesso, ou como diria o autor Galeano, “Está de pernas pro ar”.

Entres estes fatores pode-se destacar o que está no topo da lista, o conflito de valores entre os humanos, vive-se o legítimo dizer popular “Quem pode mais, Chora menos”, ou seja, o capitalismo fala mais alto em todos os sentidos, faz-se aquilo que de uma forma ou outra gera lucro, garanta a rentabilidade financeira, para tanto, é indiferente se este for gerar ou não algum dano ambiental ou até mesmo provoque algum atentado contra a vida de qualquer que seja a espécie, inclusive a humana.

O atual sistema capitalista, manipulado por meia dúzia de interessados, domina e dita às regras, e o demais sem questioná-las ou sequer interpretá-las, até mesmo pelo fato de as mesmas serem tão bem incorporadas ao cotidiano pelos meios de comunicação que não deixam de ser patrocinados e sustentados por esse mesmo sistema.

O mundo em que vivemos hoje despreza a honestidade, castiga os trabalhadores, recompensa a flat de escrúpulos (países ditos responsáveis pela paz, são os que mais fabricam armas, os bancos mais conceituados, os que mais lavam dinheiro e as indústrias mais exitosas as que mais envenenam o planeta) e assim a lista poderia seguir, pois são inúmeras as situações em que se pode constatar o descaso social e político que calunia e escraviza a natureza de todas as formas possíveis para depois poder vender a imagem de salvação do meio ambiente, e isso se torna um brilhante negócio, o que mais uma vez vai abarcar as contas de alguns e privilegiados e conseqüentemente mais uma vez aumentar os lucros. A humanidade sente-se tão alienada a este sistema, que julga a significativa existência inerente a quantidade de aquisição e não ao relacionamento com familiares, como o ambiente que os cerca, com a fé religiosa ou qualquer outro fato que realmente tenha relevância. 

Tal situação traz eminentemente conseqüências das quais, basta-nos abrir um jornal, revista ou até mesmo ligar a televisão em algum noticiário, para nos defrontarmos com noticias como: catástrofes ambientais de inúmeras formas no mais diferentes locais do planeta, degradação ambiental de elevada monta atingindo não somente os fatores bióticos como também os abióticos, destruindo por vezes ecossistemas inteiros, poluição social desenfreada, os próprios seres humanos se desprezam e se autodestrói sem a mínima dignidade, fato este que nos remete a vivenciar a era do medo, tem-se medo de tudo e de todos, até mesmo de viver. Nos intervalos destas, ás exitosas propagandas que, a fim de anestesiar as conseqüências, nos induzem ao consumismo desenfreado, o qual passa a ter o brilhante desempenho de dar significado a existência.

Diante desta realidade, torna-se indiscutivelmente inviável a implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável, tendo em vista que o mesmo não é do interesse político, pois certamente não visará lucro, e conseqüentemente não será divulgado em massa. Porem, sabe-se da real necessidade do mesmo, haja visto o risco que se expõe a própria existência da humanidade.

Sendo assim, acredita-se que se não tiver como reverter tamanhas atrocidades, algumas práticas conscientes, como evitar desperdícios, adotar medidas econômicas e ambientalmente corretas com relação ao uso de energia, água, solos, lixo, entre outras tantas, possam pelo menos amenizar a situação. E isso, infelizmente não se pode esperar do sistema em que estamos inseridos e sim de cada um que felizmente tem a capacidade de interpretar, se indignar e reagir perante a mesma.

Conclui-se que a situação é séria, e demanda de ações rápidas e conscientes, de ousadia, de mudanças radicais e de sustentabilidade. O ser humano precisa entender a essência da natureza, sair de vez do vazio da superficialidade que ora se insere e para isso, faz-se necessária primeiramente a sensibilização, afim de que se possa despertar a conscientização de um novo caminho, de uma nova visão, voltada essencialmente a gestão da vida de acordo com as leis da mãe natureza e a partir disto, manifestar suas ações, seus projetos e seus ideais da forma menos agressiva e mais sustentável possível.         De acordo com Ramy Arany:

 

 “A natureza “gesta” todo o tempo sustentando a continuidade da vida como um todo. O ser humano “cria” todo o tempo, pondo em risco a sustentabilidade da continuidade da existência humana e da vida planetária.”

 

Precisa-se agir e reverter essa realidade imediatamente, caso contrário estaremos fadados a extinção, lamentavelmente proporcionada pela própria espécie, a única até então dita com capacidade de raciocínio.

 


DIANA COZER
SC - PALMITOS

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