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  Degradação Ambiental
01/06/2009
trata de problemas ambientais vividos no ano de 2007 no estado do RS e cita outros exemplos de descaso com o ambiente na região de Pelotas (publicado pelo autor em 5 de fevereiro de 2007 no jornal Diário Popular de Pelotas).

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Botânica
Manejo e conservação da vegetação
Ecologia
Manejo e conservação
Meio ambiente
Gestão ambiental
Educação
Educação ambiental


Há menos de quatro meses grande parte dos gaúchos ficou estarrecida com a existência de mais de 90 toneladas de peixes mortos no rio dos Sinos. Há poucos dias nos deparamos com fato semelhante no arroio Moreira. São duas tragédias ambientais semelhantes que merecem a maior atenção, pois suas conseqüências são catastróficas para esses corpos hídricos e suas áreas de influência. No primeiro acontecimento, as causas foram originadas pela ação irresponsável e egoísta do homem, que alterou as características da água do rio para condições letais à vida de uma grande quantidade de peixes de diferentes espécies. No segundo, análises prévias também apontam à influência antrópica como possível causadora do acidente ambiental. O fato é que o homem e sua forma de se relacionar com a "vida" influenciaram dois inesquecíveis e trágicos desastres ambientais ocorridos no Rio Grande do Sul em menos de quatro meses. Uma vergonha, divulgada em rede mundial nesses tempos de Internet.
A falta de responsabilidade com as águas não pára por aí, e nem é um episódio do momento. Citam-se os verões quando as praias são o maior atrativo para a população. Com eles vêm as dúvidas quanto à balneabilidade das águas. As análises divulgadas sempre apontam muitos locais que se encontram "impróprios para o banho". Advertência baseada na presença de coliformes fecais acima dos níveis considerados inofensivos à saúde humana.
Falando mais pontualmente da praia do Laranjal, cartão-postal de Pelotas, reverenciada nas músicas dos pelotenses Kleiton & Kledir, se observa um processo dinâmico de degradação ambiental. Fala-se da mata do Totó, que faz parte das formações florestais de restinga, que englobam uma grande biodiversidade incluindo espécies originárias do bioma Mata Atlântica. Pois esse ambiente natural vem sofrendo a influência predatória de parte da população, que busca o lazer à beira das águas da Lagoa dos Patos. A interferência negativa vem com a abertura de trilhas na mata, a presença do fogo das churrasqueiras no seu interior - podendo ocasionar grandes incêndios, principalmente nos períodos de maior estiagem na região -, bem como o lixo de todo tipo que prolifera em meio à vegetação. Somam-se ainda a compactação do solo pela presença dos automóveis, a retirada de espécies vegetais com potencial ornamental como orquídeas e bromélias - já bastante raras. Um triste processo de degradação em mais uma beleza natural de nossa região.
No outro extremo, o Pontal da Barra, que além de mata possui banhado na sua composição, ambiente característico da planície costeira, habitat de diversas espécies animais e com importante papel na absorção da água em períodos chuvosos. Pois esse foi recortado por ruas num princípio de urbanização, sofre com o depósito de lixo - elemento inseparável da degradação ambiental - e ainda se observa um processo de ocupação desordenada que o descaracteriza ainda mais.
Citar outros exemplos ocuparia várias páginas desse veículo de comunicação, pois na relação homem-ambiente estamos "vencendo" de goleada. Somos carentes de educação ambiental, ou seria um total desrespeito as diferentes manifestações da vida? Seja lá o que for não podemos mais ficar passivos a acontecimentos como os supracitados, ou corremos o risco de "embelezarmos" nossa Princesa com novos "Santa Bárbaras", "Cascatinhas" ou "Barro Duros".


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