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  Um longo caminho a percorrer
28/12/2016

CARLOS WALTER DORLASS
SP - SAO PAULO
O “Professor Sem Fronteiras” acredita que devemos buscar e estimular todas as formas possíveis que ajudem a tocar o ser humano profundamente e, assim, passamos a focar nas transformações das realidades indesejadas,

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Treinamento e Ensino na Área de Meio Ambiente e Biodiversidade


Um longo caminho a percorrer

 

 

O “Professor Sem Fronteiras” acredita que devemos buscar e estimular todas as formas possíveis que ajudem a tocar o ser humano profundamente e, assim, passamos a focar nas transformações das realidades indesejadas, construindo outras que tenham por base valores como cooperação, generosidade, amor e celebração da vida e de sua diversidade. Resta saber o que queremos para o futuro para que passemos a agir em uma direção mais sustentável e ética com a vida.

 

A ilusão do ter como base para o ser mostra que a espécie humana é insaciável e leva à insustentabilidade da vida no planeta. O que é preciso mudar e como podemos mudar?

A educação pode ajudar neste processo, mas a maioria dos sistemas educacionais ainda se baseia em modelos antigos, repetindo padrões tradicionais de transmissão de  conhecimentos, sem o estímulo necessário para que o indivíduo se engaje em causas que visem melhorias coletivas. As iniciativas de reverter o cenário parecem ainda incipientes frente aos desafios que emergem e que nos levam a refletir sobre os processos vivenciados e aqueles que devem acontecer para transformar a realidade.

O Brasil começa a mudar o seu destino. Em Brasília, a tão aguardada reforma do Ensino Médio foi anunciada. As mudanças afetam o conteúdo e o formato das aulas, e irão refletir também na elaboração dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Medida Provisória (MP), se seguida à risca, deverá resgatar o Brasil das últimas posições nos rankings que comparam jovens estudantes do mundo inteiro. A medida passará a vigorar imediatamente, mas as redes de ensino e escolas precisarão de tempo para se adaptar.

Primeiro ponto da MP: a flexibilização. Hoje, 100% dos jovens fazem o mesmíssimo percurso durante os três anos do ciclo médio. São treze disciplinas obrigatórias ensinadas com idêntica profundidade – ou superficialidade –, apesar de sabermos que existem estudantes de interesses e capacidades distintas. De acordo com a MP, a grade deixa de ser engessada, permitindo ao aluno escolher a metade das matérias que irá cursar. Isso dentro de cinco áreas mestras: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e formação técnica profissionalizante.

A outra metade do currículo seguirá igual para todos. O que entrará ou sairá da matriz curricular ainda será definido. Afinal, hoje o ensino médio consome uma média de 2400 horas. Como 1200 delas serão escolhidas pelo estudante, restarão apenas outras 1200 horas para acomodar a parte obrigatória. Matemática e português continuarão com a carga atual, durante os três anos, e inglês passará a ser uma exigência.

Nesse sentido, a nova fórmula é um caminho para flexibilizar a atual rigidez do ensino médio. Atualmente, 1,7 milhão de brasileiros entre 15 e 17 anos estão fora da sala de aula. De cada 100 alunos que ingressam no ensino médio, apenas 50 se formam, e mal. “O modelo atual precisa mudar já. É uma catástrofe”, resume Marcos Magalhães, presidente do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE).

Segundo ponto da MP: um dos trajetos possíveis ao longo do ensino médio será o curso técnico, mas os estudantes que optarem por ele também cumprirão a parte obrigatória de disciplinas.

 

Quanto ao Ensino da Arte e a Educação Física

 

O Ensino da Arte e a Educação Física são espaços curriculares fundamentais na formação cultural (tanto estética, criativa e crítica, como lúdica e corporal) e são importantes não só por trazer para a escola outras referências de pensar, agir, produzir e construir saberes significativos, por meio de diálogos e da aproximação da cultura do aluno com a da escola, mas também por articular as formas de pensar, estreitando as relações entre aluno e professor e entre aluno e conhecimento, respeitando a experiência e a identidade cultural de ambos.

A arte não é enfeite para colocar-se em parede. O ensino da arte traz uma contribuição à aprendizagem. Entre elas, o desenvolvimento da capacidade de interpretação: ao interpretar, você amplia a sua inteligência e a sua capacidade perceptiva, as quais aplicará em qualquer área da vida.

A aula de artes engloba todas as habilidades. “Professor Sem Fronteiras” é a favor da interdisciplinaridade, de um projeto de ensino feito por professores das quatro áreas. Não é um projeto caro, é um projeto que exige planejamento.

Vamos a um exemplo da área de artes. Existem três processos fundamentais para a formação desse professo. Primeiro, o fazer. Fazer arte para seu próprio crescimento perceptivo e inventivo. Segundo, a interpretação da imagem. Tanto daquela considerada arte pelos críticos, como das imagens que nos cercam – da embalagem de suco natural às revistas. Esse exercício desenvolve no indivíduo a capacidade de decodificar imagens, encontrar o sentido escondido por trás delas. Terceiro, contextualizar. Em que contexto essas imagens estão inseridas? Esse processo é a porta aberta para a interdisciplinaridade, o diálogo com outras disciplinas. A história, por exemplo. É o momento de descobrir como aquilo que você está vendo se realiza em diferentes culturas.

 

A Educação Física era vista como algo que refletia treinamento físico ou esporte, mas, hoje, é entendida como uma combinação entre movimento, expressividade e arte. Alongamentos suaves, cirandas cantadas e dançadas ora mediados pelo professor de Educação Física, ora pela professora de Arte – aquecem e ao mesmo tempo tranquilizam os corpos e os sensibilizam para o início das atividades em sala de aula, após um dia exaustivo de trabalho. Não só as relações aluno/professo r, aluno/conhecimento se modificaram, mas relações familiares se estreitaram, pois compartilharam saberes históricos sobre danças regionais que são apresentadas verbalmente.

 

Acreditamos que o Brasil voltará a crescer quando tivermos comprometimento, colaboração e responsabilidade com o Projeto Educacional do País e não no meu Projeto.

 

Precisamos ser visionários e lembrarmo-nos que o futuro é o passado em preparação. Assim, se nosso presente não é bom, o que devemos fazer?


CARLOS WALTER DORLASS
SP - SAO PAULO

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