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  TOXOPLASMOSE: RESULTADOS REAGENTES (IgG e IgM), REALIZADOS NO LABORATÓRIO MUNICIPAL DE ANALISES CLINICAS DE AMPARO-S.P.
10/08/2011
Toxoplasmose, e sua importância na Saúde Publica.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Saúde
Saúde Pública/Vigilância Epidemiológica


A toxoplasmose é uma infecção comum provocada pelo protozoário Toxoplasma Gondii. A infecção primaria que é principalmente ligeira e ate assintomática nos indivíduos saudáveis, é seguida de uma infecção latente que normalmente persiste durante a vida. A infecção primaria materna durante a gravidez pode dar origem a lesões graves no feto. A maioria dos bebes com infecção congênita não apresentam sintomas clínicos ao nascer, mas podem desenvolver seqüelas graves no decorre da vida. Zoonose de felídeos (gatos, etc.), causada pelo Toxoplasma gondii, a toxoplasmose é universalmente disseminada, infectando principalmente aves e mamíferos e, notadamente o ser humano com níveis elevados de prevalência. Revelada por anticorpos séricos, esta prevalência é crescente em grupos etários, atingindo valores variáveis para diferentes populações, de até 30, 50 ou mesmo 90% em indivíduos adultos (CAMARGO; MARIO E. TOXOPLASMOSE “ASPECTOS PARASITOLOGICOS EPIDEMIOLOGICO”, 2.001). O contagio se dá, predominantemente, pela ingestão de oocistos, eliminado pelas fezes de gatos ou de outros felinos, e que podem permanecer viáveis no solo por longo período, resistindo a variações de temperatura e umidade, o que torna provável a infecção por inalação de poeira contaminada. Ocorre também pelo consumo de alimentos de origem animal, especialmente carnes mal cozidas, contendo cistos do parasita. Quando digeridos liberam formas esporozoítas (forma que inicia o ciclo em novo hospedeiro), ou taquizoítas (estagio ativo, móvel de um organismo protozoário), que penetram nas células do hospedeiro reproduzindo-se rapidamente e disseminando-se pela circulação para os mais variados órgãos e tecidos. A transmissão pode ocorrer também pelo transplante de órgãos de doador soropositivo para receptor soronegativo, mas de maior importância clinica é a transmissão placentária e a conseqüente infecção fetal. Em pessoas com imunidade normal a toxoplasmose, assume caráter benigno, pois o rápido desenvolvimento de imunidade humoral e celular restringe eficientemente a ação patogênica do parasita. Os toxoplasmas são isolados em microcistos, assumindo a forma cística de resistência que caracteriza a latência do processo em sua forma crônica, habitualmente permanece por toda a vida. Deste modo a fase aguda da infecção se mantém em níveis subclínicos, ou apenas com manifestações de pouca expressão clinica, embora possam ocorrer formas meningoencefálicas, pulmonares, renais, de hepatite, miocardite, etc. A forma ocular da toxoplasmose, na fase crônica da infecção, está relacionada com a presença de formas císticas na retina, assim a fenômenos de natureza imunológica. Em pessoas com imunidade comprometida, o toxoplasma invade órgãos e tecidos , onde se reproduz , causando as formas graves da toxoplasmose, observado em pessoas com AIDS, em pessoas que fazem uso de medicamentos imunodepressores, nos transplantes, nas doenças debilitantes e, nos recém-natos e fetos que possuem o sistema imunológico imaturo. O Toxoplasma gondii, foi descrito no Brasil em coelhos (Splendore, 1.908), e no norte da África em um roedor da espécie Ctenodactylus gondi, (Nicolle, Manceaux, 1.908), é um protozoário parasita intracelular obrigatório que infesta uma grande variedade de hospedeiros vertebrados em todo mundo, inclusive seres humanos. Esse protozoário pertence ao Filo Apincomplexa, a Classe Sporozoae, a Subclasse Coccidia, a Ordem Eucoccidida, a Familia Sarcocystidade e a Sub-familia Toxoplamatinae. O Toxoplasma gondii apresenta três formas infectantes: a) Taquizoítas: são formas de proliferação rápida e estão presentes em grande número, nas infecções agudas. No animal infectado, o parasita é encontrado no sangue, excreções e secreções. Neste estagio sobrevive no meio ambiente ou na carcaça por pouco tempo. b) Bradizoítas: são formas de reprodução lenta do Toxoplasma gondii estão presentes nas infecções congênitas e crônicas. Organizam-se aos milhares particularmente em músculos e tecidos nervosos. Neste estagio pode sobreviver em tecidos por alguns dias após a morte, mas é destruído pelo congelamento a 12º C por 24 horas e a 58º C por dez minutos. c) Oocistos: são eliminados nas fezes ainda não esporulados, tornando-se infectantes após a esporulação no meio ambiente, que ocorre em três e cinco dias de acordo com as condições ambientais. O oocisto esporulado pode permanecer viável no meio ambiente por até um ano e meio. A transmissão pode acontecer pela ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores; ingestão de oocistos provenientes das fezes de gato; infecção transplacentária e em alguns casos por transplante de órgãos. A toxoplasmose é uma doença que existe em todos os países, inclusive nos mais desenvolvidos, a maioria da população tem anticorpos específicos contra esse protozoário, o que significa que estão ou já estiveram infectadas. A prevalência pode variar de região para região, conforme hábitos socioculturais, fatores geográficos e climáticos. A forma congênita da doença ocorre em mulheres não imunes, o protozoário infecta a placenta e posteriormente o feto, o resultado e que ele pode apresentar lesões severas e caso nasça normal, poderá apresentar alterações como coriorretinites (inflamação da coróide e da retina), retardo mental ou distúrbios psicomotores. (REVISTA PANAM. SALUD PUBLICA/PAN AM. J PUBLIC HEALTH 6(3), 1.999). A infecção aguda primaria que é principalmente ligeira ou até assintomática nos indivíduos saudáveis. A farmacoterapia precoce na infecção aguda pode prevenir lesões congênitas ou reduzir a gravidade das manifestações clinicas. A determinação dos anticorpos anti-T. gondii serve para avaliar se a infecção é aguda ou latente. O diagnóstico da toxoplasmose está baseado na pesquisa de anticorpos contra o protozoário. As características destes anticorpos têm descrito diferentes marcadores para distinguir se a infecção é latente, comum na população, e infecção recente ou toxoplasmose-doença. Na sorologia para toxoplasmose em gestantes espera-se ter uma resposta para o seu contagio e em pessoas imunocomprometidas o reaparecimentos de uma toxoplasmose latente. Tais interrogativas a sorologia para toxoplasmose é uma das mais complexas exigindo uma variedade de testes para sua interpretação. Entretanto, a evidenciação do parasita, por isolamento a partir do material do paciente, ou pela demonstração de seus componentes, como antígenos ou segmentos de DNA, é de alto valor diagnostico, especialmente em pacientes imunodeficientes, seja por imunodepressão , como portadores da síndrome da deficiência imunológica adquirida ou pacientes transplantados ou em recém-natos ou fetos, pois ainda são imunoimaturos, (CAMARGO; MÁRIO E. 2.001). Material antigênico do toxoplasma , bem como complexos imunes de antígenos parasitários, pode ser detectado no soro na fase aguda da toxoplasmose, (VAN KNAPEN F.; PANGGABEN, S.O.; VAN LEUSDEN, J.). Porém pela transitoriedade e inconstância da antigenemia, sua pesquisa é de pouco valor diagnostico limitação possivelmente solucionada pela pesquisa de antígeno na urina, de que tem sido referida boa sensibilidade na neurotoxoplasmose, (FACHADO, A.; FONTE, L.; ALBERT, E.). O parasita ou seus antígenos podem também ser evidenciados em cortes de tecidos, por imunohistoquímica, utilizando-se anticorpos específicos e coloração imunofluorescente ou imunoenzimática. Os testes sorológicos como os Testes de Imunofluorescência Indireta, são além de mais pratico e fornecendo resultados compatíveis, veio permitir a identificação de anticorpos específicos e demais imunoglobulinas, (SABIN, A.B.; FELDMAN, H.A.). Nos testes Imunoenzimáticos, (ELISA), é usado extrato ou frações antigênicas do toxoplasma, e conjugado enzimático antiglobulinas G e M, (FERREIRA, A.W.2.001.). 1.1.1-PESQUISA DE ANTICORPOS IgG e IgM O diagnostico da infecção por Toxoplasma é feito através da detecção dos anticorpos IgG e IgM, específicos anti-Toxoplasma gondii. A determinação dos anticorpos IgG anti-Toxoplasma gondii, é utilizada para avaliar o estado sorológico e um indicador de infecção aguda ou latente. A detecção de anticorpos IgM anti-Toxoplasma gondii pode indicar uma infecção aguda, recente ou reativada por Toxoplasma gondii. O diagnostico da infecção aguda adquirida durante a gravidez é estabelecido através de uma seroconverção ou de um aumento significativo dos títulos de anticorpos (IgG e/ou IgM), em amostras seqüenciais. A afinidade ou avidez com que os anti-IgG ligam-se a seus respectivos antígenos pode ser avaliada pela maior ou menos facilidade de quebra dessa ligação isso é medido por um teste imunoenzimático modificado pela dissociação dos complexos antígenos-anticorpos formados e liberação dos anticorpos IgG de baixa avidez por meio de uma solução de uréia. Uma baixa avidez é indicada por acentuada diminuição do titulo com relação ao titulo original obtido sem o tratamento pela uréia, (SILVA, S.M. LESER, P.G.1.977.). O resultado é expresso pela porcentagem de IgG remanescentes. Na pesquisa de anticorpos IgM pelas técnicas indiretas está sujeito a resultados falso-positivo, pela interferência de fatores reumatóide presentes no soro, esse fator é um anticorpo IgM contra um IgG. A melhor solução é remover previamente as IgG dos soros, por precipitação com um soro anti-IgG, esse procedimento também soluciona o problema de falso-negativo que decorrem da competição dos anticorpos IgG, impedindo os IgM de se fixarem aos antígenos. 1.1.2-Outros testes usados para a detecção dos anticorpos são: Teste do corante de Sabin e Feldman: é o padrão ouro no diagnostico laboratorial, contra o qual os demais testes foram comparados. Detecta-se IgG que podem persistir por toda a vida. A exigência de organismos vivos para ser realizado o torna pouco disponível. Teste de aglutinação: detecta apenas anticorpos IgG. Utiliza taquizoítas preservados em formalina. Pouco valor diagnóstico devendo ser associado a outros testes. Teste de hemaglutinação passiva: serve para indicar a prevalência, mas não para diagnóstico de quadro neonatal ou infecção aguda em gestantes devido à possibilidade de resultado falso-positivo. Detecta anticorpos mais tardiamente do que a imunofluorescência. Teste de imunofluorescência indireta para IgM: detecta IgM nas primeiras semanas, desaparecendo em meses. Títulos baixos podem persistir por mais de um ano, em 20% dos casos. Resultado falso - positivo para fator reumatóide e fator antinúcleo pode ocorrer. Teste de imunofluorescência indireta para IgG: titulo começa a subir entre 4 (quatro) e 7 (sete) dias após IgM; pico em 8 semanas e inicio de queda no 6º mês. Títulos baixos podem persistir por anos. Resultado falso-positivo para fator antinúcleo pode ocorrer. Resultado falso-negativo para títulos baixo de IgG. RESULTADOS OBTIDOS. RESULTADOS DE IgG E IgM. a) Resultados positivos para IgG: 27 pacientes, 2,6%. b) Resultados positivos para IgM: 15 pacientes, 1,4%. Quanto à determinação em paralelo de Toxo IgG e IgM: a) Resultados positivos: 13 pacientes, 1,26%. b) Resultado positivo para gestante 1(um) paciente, 0,13% Quanto aos valores de referencia de anticorpos para IgG: a) Não reativos ou negativos: <1UI/mL; b) Indeterminados: >1-< 3UI/mL; c) Reativos ou positivos: >3UI/mL. Quanto aos valores de referencia de anticorpos para IgM: a) Não reativos ou negativos: < 0,8COI; b) Indeterminados: > 0,8- < 1,0COI; c) Reativos ou positivos: > 1,0COI. Quanto à determinação em paralelo de Toxo IgG e Toxo IgM: a) Não reativo ou positivo: < 1UI/mL; b) Indeterminado: >1- < 30UI/mL; c) Reativos ou positivos: > 30UI/mL. COMENTARIOS. Os resultados obtidos com teste Elecsys Toxo IgG e Toxo IgM, devem ser interpretados da seguinte forma tendo em consideração o algoritmo utilizado para a despistagem de Toxoplasmose em grávidas em conformidade com as diretivas ou as recomendações nacionais e regionais. As amostras com concentrações <1UI/mL são consideradas não reativas ou negativas para Toxo IgG. As amostras com concentrações >3UI/mL, são consideradas positivas ou reativas para os anticorpos IgG anti-T. gondii e indicam infecção aguda ou latente. Essas amostras têm de ser analisadas para Toxo IgM para excluir uma infecção incipiente por Toxoplasma. Amostras com concentrações >3–30UI/mL e um resultado negativo no teste IgM; recomenda-se colher uma segunda amostra no prazo de 3 (três) semanas para excluir uma infecção incipiente por Toxoplasma evidente pelo aumento significativo dos títulos de anticorpos Toxo IgG. Amostras com concentrações entre 1UI/mL e <3UI/mL são consideradas indeterminadas e devem ser analisadas novamente. Se o resultado continuar a ser indeterminado, deve ser coletada uma nova amostra no prazo de 3 (três) semana. As amostras com índice de cutoff <0,8 são consideradas negativas ou não reativas para Toxo IgM. As amostras com índice de cutoff entre > 0,8 e <1,0 são consideradas indeterminadas e deverão ser analisadas novamente e se os resultados continuar a ser indeterminado será preciso coletar nova amostra em prazo de 2 (duas) a 3 (três) semanas. As amostras com índice cutoff > 1,0 são consideradas reativas ou positivas no teste Elecsys para Toxo IgM. Na determinação em paralelo de Toxo IgG e Toxo IgM as amostras com concentrações < 1UI/mL as consideradas negativas ou não reativas para Toxo IgG. As amostras com concentrações entre 1UI/mL e <30UI/mL as consideradas indeterminadas e deverão ser analisadas novamente e se os resultados continuarem indeterminados deverá ser feita nova coleta no prazo de 3 (três) semanas. As amostras com concentrações > 30UI/mL são consideradas positivas ou reativas para os anticorpos IgG anti-T. gondii e indicam infecção aguda ou latente. Em conjunto com os resultados obtidos para os anticorpos específicos IgM anti-T. gondii, o diagnostico de infecção aguda por Toxoplasma gondii é corroborado por um aumento significativo do titulo de anticorpos IgG anti-Toxo em um intervalo 1UI/mL-<30UI/mL, entre a primeira e segunda amostra, sendo a ultima coletada no prazo de 3 (três) semanas. Um resultado indeterminado ou positivo baixo já pode indicar uma infecção incipiente aguda por T. gondii, também na ausência de anticorpos IgM anti-Toxo. Evolução dos anticorpos anti-IgG e anti-IgM na toxoplasmose. ANTICORPOS EVOLUÇÃO Anti-IgG. Surgem em 1-2 semanas; pico em 1-2 meses; caem variavelmente, podendo persistir por toda vida. Valores altos não significam maior probabilidade de infecção recente. Anti-IgM. Surgem em 5 (cinco) dias, diminuindo em poucas semanas ou meses. Podem persistir por 1 (um) ano, não significando necessariamente infecção recente. IgM negativo ou positivo na gravidez não diagnostica ou afasta infecção aguda. Não ultrapassa a placenta, sendo útil no diagnóstico da infecção congênita. Fonte: Laboratório Exame de Analises Clinica. Os testes não são afetados em amostras ictéricas com bilirrubina <684 µmol/L ou < 40 mg/dL, hemólise com hemoglobina < 1,24 mmol/L ou < 2 g/dL, limpemia <2.000 mg/dL e biotina <246nmol/L ou 60 ng/mL. Nos pacientes em tratamento com doses elevadas de biotina > 5mg/dia, as amostras só deverão ser colhidas no mínimo 8 (oito) horas após a última administração do medicamento. Não foi observada nenhuma interferência dos fatores reumatóides até uma concentração de 6.210UI/mL para IgG e 3.720UI/mL para IgM. Um resultado de teste negativo para IgG negativo não exclui totalmente a possibilidade de infecção por T. gondii, os indivíduos podem ano apresentar anticorpos IgG detectáveis no estado incipiente da infecção aguda. A detecção de anticorpos IgG específicos anti-Toxo numa amostra indica exposição anterior ao T. gondii. O teste negativo para IgM e em combinação com IgG positivo não exclui completamente a possibilidade de uma infecção aguda pelo T. gondii. No estado precoce da infecção aguda, os indivíduos podem não apresentar quantidade detectáveis de anticorpos IgM anti-Toxo. Em alguns destes indivíduos pode-se obter um resultado indeterminado ou baixo positivo o que pode indicar uma infecção aguda precoce, nesse caso é necessário uma nova coleta, se for detectado um aumento de anticorpos IgM ou um aumento do titulo de IgG significa o uma infecção aguda por T. gondii. Os resultados de Toxo IgM devem ser utilizados em conjunto com os resultados dos anticorpos específicos IgG anti-Toxo, a história clinica do paciente, os sintomas clínicos e outros resultados de pesquisas laboratoriais. O autor não fez testes em pacientes com HIV, em doentes que fazem uso de medicamentos imunossupressores, recém-nascidos, amostras do cordão umbilical ou outros fluidos corporais e também em pacientes transplantados. CONCLUSÃO. Pessoas saudáveis infectadas pelo Toxoplasma gondii geralmente não apresentam sintomas porque seu sistema imunológico geralmente impede o parasita de causar a doença. Quando a doença ocorre, geralmente aparenta sintomas de gripe que duram varias semanas e depois vão embora. Porem, o parasita fica no organismo em estado inativo, e pode ser reativado se a pessoa tiver enfraquecimento do sistema imunológico. As pessoas com sistema imunológico comprometido HIV/AIDS) ou que fazem uso de medicamentos imunossupressores (quimioterápicos), sofrem severos sintomas da toxoplasmose , como: febre, confusão mental , dor de cabeça, convulsão, náusea e coordenação motora ruim. Também podem ocorrer doenças oculares como a retinocoroidite, que são decorrentes da infecção congênita, mas que são identificadas na fase adulta. A toxoplasmose aguda durante a gravidez pode acarretar conseqüências graves para o feto. A severidade de tais conseqüências varia de acordo com a idade gestacional no momento da infecção. Em longo prazo, as seqüelas da toxoplasmose congênita podem incluir cefaléias, paresias, graves perturbações da visão, hidrocefalia, microcefalia, calcificações intracraniana, surdez e atraso mental. O aspecto principal a ter em consideração na prevenção da toxoplasmose congênita reside nos cuidados higiênicos que as mulheres devem ter. A pesquisa sorológica permite a suspeita ou a confirmação do diagnostico da respectiva infecção e assim, dar inicio ao tratamento no sentido de tentar evitar a transmissão materno-fetal, e minimizar as seqüelas da doença. A maioria das pessoas saudáveis recupera-se da doença sem tratamento. Pessoas que ficaram doentes podem ser tratadas com uma combinação de medicamentos. Mulheres grávidas, recém-nascidos e bebes podem ser tratados, porem o parasita não é totalmente eliminado. Pessoas com toxoplasmose ocular algumas vezes recebem orientação do oftalmologista para usar medicamentos. A recomendação do uso ou não uso de medicamento vai depender do tamanho da lesão ocular, localização e característica da lesão. Pessoas as pessoas com sistema imunológico comprometido precisam ser tratadas até melhorar da condição, pacientes com AIDS é necessário o uso de medicamentos pelo resto da vida. As medidas profiláticas: a) Não se alimentar de carne crua ou mal cozida de qualquer animal; b) Controlar a população de gatos nas cidades e no campo; c) Proteger as caixas de areia e incinerar todas as fezes de gatos; d) O exame de toxoplasmose deve fazer parte do protocolo no pré-natal. Atualmente tem-se pesquisado as vacinas com subunidade do parasito adequada para combater a toxoplasmose em seres humanos. Luiz Alberto Fonseca Brinque Biólogo-CRBio:23.169/01D

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