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  Curso teórico/prático em Introdução à Primatologia
12/06/2009

JULIANA NASCIMENTO MARTINS
RS - CAXIAS DO SUL
O curso foi realizado para alunos da Universidade de Caxias do Sul, RS, no qual os participantes puderam conhecer alguns dos primatas do Brasil, técnicas de estudo de ecologia de primatas e noções sobre biologia da conservação.

Área(s) de Atuação que o Presente Caso trata
Biologia
Ecologia
Ecologia de populações
Etologia



O Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza, em parceria com o Curso de Ciências Biológicas da UCS e o Diretório Acadêmico, realizaram nos dias 11 a 18 de maio de 2009 o curso intitulado “Introdução à Primatologia (teórico/prático) ”. O curso teve a participação de 20 alunos de Biologia, sendo realizada a parte teórica na UCS e as atividades práticas em Fazenda Souza. Os participantes do curso tiveram palestras ministradas pela bióloga Juliana Nascimento Martins (Instituto Orbis/ Empresa Tecniflora), pelo biólogo Msc. Guilherme Brambatti Guzzo, pelo veterinário da Secretaria Estadual da Saúde Eduardo Kieling e pelo biólogo Dr. Rodrigo Cambará Printes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia.  As palestras abordaram temas relacionados à Biologia da Conservação com ênfase na primatologia. No final-de-semana, os alunos estiveram em Fazenda Souza para realizar as atividades práticas do curso. Puderam observar os hábitos dos bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) em seu ambiente natural e realizaram entrevistas com a população local, as quais abordavam temas relacionados à visão que o entrevistado tem das matas nativas e dos animais silvestres, a relação do bugio e a febre-amarela e informações quanto à transmissão da febre-amarela. As entrevistas foram realizadas em diferentes Zonas do distrito de Fazenda Souza. Após dois dias de trabalho, totalizando 70 entrevistas, obteve algumas informações relevantes, tais como: 1º) 37% dos entrevistados consideraram a mata nativa importante para a preservação da água; 2º) 67% das entrevistas indicam que a população tem o conhecimento que a febre-amarela não é transmitida pelo bugio e, sim, pelo mosquito. Entretanto, 19% delas acreditam que o bugio transmite a febre-amarela e 14% não sabem; 3º) 9% das pessoas entrevistadas relatam que já ouviram falar de caça de bugios por causa da febre-amarela; 4º) 7% dos entrevistados não haviam se vacinado; 5º) 14% dos entrevistados não receberam informações sobre a febre-amarela e 6º) 32% obteve essas informações através do rádio.


O Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza sabe da importância que o bugio desempenha nas nossas matas nativas, atuando como regenerador das florestas através da dispersão de sementes e, no caso da febre-amarela, torna-se nosso anjo da guarda, alertando a população sobre a ocorrência da febre-amarela e seu mosquito transmissor na região.


O curso realizado, além de ter oportunizado aos estudantes de biologia da UCS uma experiência prática de estudos com primatas, oportunizou à comunidade de Fazendo Souza obter mais um instrumento de informações a respeito da febre-amarela, sua transmissão, seus vetores e que o nosso “anjo da guarda” (bugio) é apenas uma vítima dos mosquitos transmissores, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes sp.

transmissores, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes sp.

JULIANA NASCIMENTO MARTINS
RS - CAXIAS DO SUL

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