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  CASOS DA DENGUE REGISTRADOS NO NORDESTE BRASILEIRO, DESTACANDO-SE PERNAMBUCO NO ANO DE 2012
23/11/2015
A dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus e tornou-se um grave problema de saúde pública no Brasil, com ocorrência de epidemias desde 1986.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade


AUTARQUIA DE ENSINO SUPERIOR DE ARCOVERDE – AESA
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE ARCOVERDE - CESA
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM BIOLOGIA


Cristina Lúcia Gomes Freire;Héllida de Albuquerque Barros;Mary Dhayse dos Santos Pereira Silva;Suane Pollyana V. de Sousa;Vicente Siqueira de Almeida

CASOS DA DENGUE REGISTRADOS NO NORDESTE BRASILEIRO, DESTACANDO-SE PERNAMBUCO NO ANO DE 2012


ARCOVERDE

2014.1


Cristina Lúcia Gomes Freire;Héllida de Albuquerque Barros;Mary Dhayse dos Santos Pereira Silva;Vicente Siqueira de Almeida;Suane Pollyana V. de Sousa.


CASOS DA DENGUE REGISTRADOS NO NORDESTE BRASILEIRO, DESTACANDO-SE PERNAMBUCO NO ANO DE 2012.


Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro de Ensino Superior de Arcoverde – CESA da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – AESA, como requisito para obtenção do título de Licenciatura em Biologia.
Orientadora: Prof. Drª. Elisângela de Sousa Branco.


ARCOVERDE/2014.1


CASOS DA DENGUE REGISTRADOS NO NORDESTE BRASILEIRO, DESTACANDO-SE PERNAMBUCO NO ANO DE 2012


Cristina Lúcia Gomes Freire1;Héllida de Albuquerque Barros2;Mary Dhayse dos Santos Pereira Silva3;Suane Pollyana V. de Sousa4;Vicente Siqueira de Almeida5
Elisângela de Sousa Branco6.

RESUMO
A dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus e tornou-se um grave problema de saúde pública no Brasil, com ocorrência de epidemias desde 1986. Esta pesquisa teve como objetivo geral conhecer o Estado Nordestino que apresentou maior caso de dengue registrado no ano de 2012, tendo como específicos apontar os índices desta doença notificados em Pernambuco, destacando-se a capital Recife. Esta pesquisa foi realizada através dos dados disponíveis no site do SINAN, tratando-se, portanto, de dados secundários. Dos nove estados que formam o Nordeste Brasileiro, o Ceará foi o que maior número de casos de dengue registrou, alcançando 54.972. Seguido por Bahia que notificou 48.275 casos e o terceiro a se destacar foi o Estado de Pernambuco com 31.066. A Região Nordeste se destaca em função do saneamento básico, particularmente o abastecimento de água e a coleta de lixo mostrar-se insuficiente ou inadequado nas periferias das grandes metrópoles. O Estado do Ceará foi o que apresentou maior caso de dengue no ano de 2012. Pernambuco foi o terceiro com maior registro de casos da dengue. Recife por ser capital e ser a cidade mais populosa, notificou quase metade de todos os casos de Pernambuco.


Palavras-chave: Dengue; Aedes aegypti; Epidemiologia.


1 Licencianda em Biologia do CESA. E-mail: cris_luciagomes@hotmail.com
2 Licencianda em Biologia do CESA. E-mail: hellida.albuquerque@hotmail.com
3 Licencianda em Biologia do CESA. E-mail: marydhayse@hotmail.com
4 Licencianda em Biologia do CESA. E-mail: suanetuta@hotmail.com
5 Licenciando em Biologia do CESA. E-mail: Vicente_pedra_@hotmail.com
6Professora Dr.ª do CESA. E-mail: brancoesb@hotmail.com


ABSTRACT


Dengue is an infectious disease caused by an arbovirus and has become a serious public health problem in Brazil, with epidemics since 1986. This research had as general objective to know the Northeastern state of most reported dengue cases in the year 2012, with the specific aim of this disease rates reported in Pernambuco, especially the capital Recife . This research was conducted using data available on the site SINAN, treating yourself, so secondary data. Of the nine states that make up the Brazilian Northeast, Ceará was that the highest number of dengue cases recorded, reaching 54,972. Followed by Bahia who reported 48,275 cases and the third was to highlight the state of Pernambuco with 31,066. The Northeast stands out as a function of sanitation, particularly water supply and garbage collection be insufficient or inadequate in the great metropolises. The state of Ceará showed the highest dengue cases in 2012. Pernambuco was third with more reported cases of dengue. Recife is the capital and for being the most populous city, almost half of all notified cases of Pernambuco.


Key Words: Dengue; Aedes aegypti; Epidemiology


1 INTRODUÇÃO


A dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos (SILVA et al., 2006).
A dengue tornou-se um grave problema de saúde pública no Brasil, com ocorrência de epidemias desde 1986. A prevenção de epidemias é realizada controlando os criadouros do mosquito. Todavia a eliminação dos locais propícios à proliferação das larvas só é possível por meio da adesão da comunidade às medidas de prevenção informadas (STEFFLER; MARTEIS; SANTOS, 2011). E de acordo com Nakagawa (2013) além destes fatores isto se deve às condições ambientais e climáticas que são favoráveis à proliferação destes insetos.
Os programas de controle do vetor Aedes aegypti, principal transmissor do vírus da dengue, baseavam-se, inicialmente, apenas no emprego do combate
químico do mosquito adulto sem o envolvimento de medidas preventivas e interação da comunidade. O Programa de Erradicação do mesmo, criado em 1996 pelo Ministério da Saúde (MS) do Governo Federal do Brasil, foi o último baseado neste método e as medidas de erradicação nesse modelo foram consideradas ineficazes, sinalizando a necessidade de uma mudança de estratégia por parte desse Ministério (CORTÊS; OLIVEIRA; CHAVES, 2010).
Em 24 de julho de 2002, o Ministério de Saúde (MS) publicou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), cujo objetivo foi intensificar as ações de controle do vetor da dengue, incorporando ações de conscientização, de mobilização social e de incentivo à participação da comunidade (BRASIL, 2002).
Conforme Cortês; Oliveira, Chaves (2010) essa conscientização, na perspectiva do controle, pode ser considerada uma estratégia eficaz para a redução do número de casos da doença. Segundo o MS, em relação ao ano de 2010, os casos de dengue reduziram em 74% na região Centro-Oeste e em 2011, todos os estados apresentaram diminuição.
E de acordo com Cordeiro (2008), a vigilância laboratorial da dengue em Pernambuco, desde 1986, é realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Milton Bezerra Sobral (LACEN-PE), da Secretaria de Saúde do Estado, que criou em 1974 um laboratório de virologia com a função de investigar doenças de etiologia viral de interesse em saúde pública. Assim sendo, este serviço passou a diagnosticar os casos suspeitos, nas suas formas leves e graves, bem como a monitorar a circulação viral nos diversos municípios do Estado.
Conforme Abe; Marques, Santos (2011) a dengue impõe uma carga social difícil de mensurar, com grande demanda por atendimento médico, comprometimento laboral e de estudo, além do impacto negativo na qualidade de vida das pessoas e familiares afetados.
Estudo recente realizado por Abe; Marques; Santos (2011) verificou que o ônus econômico da dengue supera o encontrado em outras doenças virais nas Américas e mostra que o Brasil responde sozinho por 40,9% do custo total da dengue em todo continente americano. A literatura sugere que, com as mudanças climáticas, a dengue deve impor um impacto ainda maior sobre a população, em função da transmissão vetorial sustentada, com complicações decorrentes da doença e aumento do número de óbitos.
Os mesmos autores mencionam que apesar de existir um avanço significativo no desenvolvimento de uma vacina eficaz, ainda não há imunização ou fármacos antivirais específicos para uso rotineiro. O combate à doença limita-se ao controle do vetor e suporte sintomático dos doentes.
Cordeiro (2008) acrescenta que a luta contra o avanço e o controle das doenças infecciosas endemo epidêmicas, transmitidas por vetores como a dengue, exigem políticas de saúde específicas e estratégias de atuação complexas e Intersetoriais. Consequentemente, necessitam de investimentos de grande porte, e nem sempre, nas primeiras etapas do processo de controle obtêm o sucesso desejado. Somente a vigilância epidemiológica permanente, com estratégias e ações eficazes de curto, médio e longo prazo, e o emprego de novas tecnologias podem garantir o controle efetivo da dengue.
Com base na importância epidemiológica da dengue no Brasil, e em particular no estado de Pernambuco, motivaram o presente estudo que teve como objetivo geral conhecer o Estado Nordestino que apresentou maiores casos de dengue registrados no ano de 2012, tendo como específicos apontar os índices desta doença notificados em Pernambuco, destacando-se a capital Recife.


2 METODOLOGIA


Esta pesquisa foi realizada através dos dados disponíveis no site do SINAN http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/tabnet/tabnet?sinannet/dengue/bases/denguebrnet.def. Tratando-se, portanto, de dados secundários.
O levantamento bibliográfico foi utilizado para obtenção de artigos científicos que focassem o tema da pesquisa. Tais artigos abarcaram revistas, livros científicos e sites especializados.
O presente estudo por ter sido realizado mediante a coleta de dados em um sistema público de informações de maneira secundária não se fez necessária a apreciação do projeto de pesquisa por um comitê de ética estando assegurados desde o início todos os compromissos éticos da utilização desses dados.


3 RESULTADOS


De acordo com os dados obtidos pelo DATASUS – SINAN referente aos casos de dengue registrados no Nordeste Brasileiro no ano de 2012 foi de 219.154 pessoas infectadas com o vírus (Figura 1).
O Estado que atingiu maiores índices de dengue neste ano foi o Ceará, alcançando 54.972 casos (Figura 1).
O segundo Estado a se destacar foi Bahia que notificou 48.275 casos em 2012, em seguida o Estado de Pernambuco atingiu 31.066 casos da dengue. Estes altos índices da dengue nestes estados nordestinos deveu-se ao aumento considerado na zona rural, onde a eficácia da prevenção da doença mostrou-se insuficiente (Figura 1).
O Estado de Alagoas e Rio Grande do Norte apresentaram números de casos bem próximos, registrando 27.503 e 26.644 respectivamente (Figura 1).
Em seguida vem os Estados do Piauí e Paraíba com 12.236 e 8.590 casos da doença, respectivamente (Figura 1).
Em se tratando do Maranhão (5.371) e de Sergipe (4.557) foi observado que apresentaram os menores índices de ocorrência da dengue, com uma diferença de quase 50.000 casos em relação ao Estado do Ceará, mostrando-se preparados para o controle profilático da doença (Figura 1).
Dos casos notificados no Estado de Pernambuco foram registrados 15.830 ocorrências somente na capital do Recife. Provavelmente estes índices tão elevados, correspondente a quase 50% de todo o Estado Pernambucano, deveu-se a posição geográfica da cidade, que fica abaixo do nível do mar e por isto, existem muitos pontos inundados, bem como a grande concentração de rios que a cercam, com água parada e propícia ao desenvolvimento da larva do mosquito, transmissor do vírus (Figura 1).
Fonte: Ministério da Saúde/SVS - Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net.


4 DISCUSSÃO


As características clínicas e epidemiológicas peculiares da dengue no Brasil têm despertado o interesse de pesquisadores e organizações nacionais e internacionais de saúde pública, tendo em vista a importância da identificação dos fatores que determinam as distintas formas de expressão individual e coletiva dessas infecções para o aperfeiçoamento do seu tratamento e controle, pois, em termos de número de casos, de acordo com Barreto; Teixeira (2008) representa a segunda mais importante doença transmitida por vetor no mundo.
Desde as primeiras epidemias de dengue no Brasil nos anos 80, essa doença se tornou endêmica em várias regiões, destacando-se o Nordeste Brasileiro (DÉGALLIER, 2010).
Embora a dengue tenha se revelado qualitativamente semelhante em todas as regiões do país, quantitativamente apresentou diferenças importantes. Na pesquisa realizada por Câmara em 2007, foi possível separar dois grupos distintos: o primeiro, formado pelas regiões Nordeste e Sudeste, deteve 86% de todas as notificações, e o segundo, formado pelas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste.


CASOS DA DENGUE NO NORDESTE BRASILEIRO EM 2012


Este fato, provavelmente se deve aos principais pólos ou cidades que favorecem a disseminação do vírus e do vetor para o país. As regiões Nordeste e Sudeste atraem trabalhadores, turistas e visitantes que aí se expõe à infecção e levam o vírus para seus locais de origem ao retornarem. Também, as numerosas rotas de tráfego que irradiam destes pólos concorrem para a rápida disseminação do vírus e do vetor.
De acordo com Tauil (2001) as atividades antivetoriais têm três componentes institucionais: um de vigilância sanitária de borracharias, cemitérios, depósitos de ferro velho, terrenos baldios; um de inspeção predial e eliminação ou tratamento de reservatórios potenciais ou atuais de larvas de mosquito e aplicação de inseticida em locais com transmissão ativa da doença; um terceiro componente relativo à informação, educação e comunicação sobre a doença e seus meios de prevenção. A mobilização comunitária para a adoção de práticas de redução da densidade dos vetores é de fundamental importância. A vigilância epidemiológica, com estímulo aos profissionais de saúde para detecção precoce de casos suspeitos, pode evitar epidemias de grandes dimensões.
Corroborando com o estudo de Câmara (2007), Furtado; Souza; Moraes (2004) observaram que a região Nordeste apresentou os maiores índices de casos da dengue com mais de 57%, enquanto que o Sul registrou 4,04% desta doença.
A Região Nordeste se destaca em função do saneamento básico, particularmente o abastecimento de água e a coleta de lixo mostrar-se insuficiente ou inadequado nas periferias das grandes metrópoles.
Segundo Tauil (2001) uma das consequências desta situação é o aumento do número de criadouros potenciais do principal mosquito vetor. Associada a esta situação, o sistema produtivo industrial moderno, que produz uma grande quantidade de recipientes descartáveis, entre plásticos, latas e outros materiais, cujo destino inadequado, abandonados em quintais, ao longo das vias públicas, nas praias e em terrenos baldios, também contribui para a proliferação do inseto transmissor da dengue. O aumento exorbitante da produção de veículos automotores tem gerado fatores de risco para proliferação, criadouros preferenciais dos mosquitos vetores, por meio de um destino inadequado de pneus usados, e para a disseminação passiva destes transmissores, sob a forma de ovos ou larvas, em recipientes contendo água, como vasos de flores, plantas aquáticas e outros.
E ainda Gomes Filho (2008) e Silva et al (2006) acrescentam que o Nordeste do Brasil se distingue do ponto de vista climático das demais regiões brasileiras não somente por suas secas recorrentes e pela baixa pluviometria média anual em sua porção semiárida, mas principalmente pelo alto grau de previsibilidade da pluviometria média sazonal sobre a região.
Gomes Filho (2008) verificou que as epidemias da doença iniciam-se na estação menos úmida, sugerindo uma circulação viral estreitamente relacionada com o início da estação mais quente do ano, este resultado também foi observado em Sousa (1999), quando autor relata que mesmo em períodos com menor pluviosidade o mosquito transmissor da doença Aedes aegypti pode se reproduzir dentro das residências, ou seja, os mosquitos depositam seus ovos durante o período mais chuvoso e os mesmos eclodem quando os totais pluviométricos diminuem e as temperaturas se elevam.
Dos nove estados que compõe o Nordeste Brasileiro, o Estado do Ceará foi o que notificou os maiores índices de casos da dengue no ano de 2012.
O Ceará passou a vivenciar a epidemia de dengue a partir de 1986, e nos anos seguintes estes casos só vem aumentando. Vasconcelos et al registraram 53.593 casos em 1995, quase 20 anos depois os índices em nada mudou (54.972). Esta foi a epidemia de maior proporção observada em todo o Norte e Nordeste do Brasil. E de acordo com Vasconcelos et al (1998) os fatores ligados à transmissão de dengue, favoreceram a dispersão dos casos, pelas seguintes causas: elevado índice pluviométrico; altas taxas de densidade populacional do vetor; introdução de um novo sorotipo, no caso DEN-2; grande acúmulo de lixo nos quintais das residências e nas ruas, principalmente das áreas sem infraestrutura sanitária; e elevado número de fêmeas de Aedes aegypti infectadas.
Na pesquisa atual, dentre a Região Nordeste, o Rio Grande do Norte foi o quinto estado a registrar casos da dengue, enquanto que no estudo de Silva et al (2006) foi o estado que mais notificou pessoas acometidas com esta doença, seguido de Pernambuco e Sergipe, respectivamente.
Alagoas foi o quarto estado em número de casos da dengue enquanto que a Paraíba destacou-se como a sétima na pesquisa atual, com uma diferença de quase vinte mil casos registrados. Diferentemente do que foi apontado nos estudos de Gomes Filho (2008), no qual o Estado de Alagoas e Paraíba apresentaram resultados semelhantes.
No estudo atual a Bahia foi o segundo estado que mais se destacou em número de casos da dengue registrados para o ano de 2012, sendo também notificado na pesquisa de Figueiredo et al em 2013, seguido pelos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará.
Conforme Melo et al (2006) estes altos índices notificados na Bahia deveu-se a introdução do vírus da dengue por um município de baixa densidade demográfica.
Todavia, Silva; Nóbrega (2013) ressaltaram que o Estado de Pernambuco apresentou altos índices de casos de dengue, semelhantemente ao obtido na pesquisa atual, destacando-se como o terceiro Estado de maior ocorrência, onde o clima foi um dos fatores que mais proporcionaram esta ocorrência, mas, aliados a ele estão as moradias precárias, o uso de material não apropriado o que acaba criando lugares adequados para a reprodução dos mosquitos, a falta de saneamento básico e o descaso dos próprios moradores que dispersam lixos e entulhos em terrenos baldios ou até mesmo nos quintais de suas casas.
Em se tratando da cidade de Recife, no ano de 2002, iniciou-se com uma explosão epidêmica da dengue, jamais vista, onde foram notificados mais de trinta e cinco mil casos (MONTENEGRO, 2006). Enquanto que na atual pesquisa Recife registrou pouco mais de quinze mil casos. Provavelmente isto se deve às ações governamentais que através da conscientização populacional mostrou-se um plano de ação eficiente envolvendo a sociedade e a vigilância sanitária.


5 CONCLUSÕES


Da Região Nordeste, o Estado do Ceará foi o que apresentou maior caso de dengue no ano de 2012.
O Estado de Pernambuco foi o terceiro com maior registro de casos da dengue.
Recife por ser capital e ser a cidade mais populosa, notificou quase metade de todos os casos de Pernambuco.


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