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  CUIDADO COM O NATURAL
13/09/2012

MARCILIO FONTES DA COSTA
RJ - RIO DE JANEIRO
acidentes fitológicos, plantas medicinais.

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Paisagismo
Biotecnologia e Produção
Biologia Molecular


O Cuidado com o “natural” – Previna-se - I Estamos vivendo a era do ecológico, do natural, e com isso a sociedade se manifesta de muitas formas sobre este assunto, uns assumem o comportamento radical sobre o consumo, outros só assistem de camarote e esperam o momento de lucrar, ou seja, “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. É sobre este natural que desejo lhe falar, mas me referindo especificamente ao rigor “natureba” e seus perigos, uma vez que os acidentes são mais freqüentes do que se imagina e há poucos profissionais capacitados a identificar a causa e o causador. As residências se enchem de “plantinhas”, que a primeira vista na loja, são lindas, inofensivas e até usamos algumas delas para fazer aqueles chazinhos milagrosos que já dizia a vovó, a vizinha, àquela amiga; “ toma um chá daquela plantinha, que é tiro e queda”. Realmente muitos dos chazinhos chegam a ser com um tiro e de verdade uma enorme queda, uma vez que não sabendo o perigo que se corre ao ingerir um composto fotoquímico desconhecido, estamos passivos de uma grande intoxicação que pode nos levar a morte. Não se pode em hipótese alguma, esquecermos que ninguém é igual ao outro organicamente, e principalmente no que se refere ao uso de plantas medicinais, estaremos ingerindo substancia concentrada em uma única dose, sobrecarregando o sistema orgânico e principalmente o fígado (glândula única) que sem ela o homem morre. Faz-se necessário relembrar de algumas dessas “plantinhas milagrosas” e seus efeitos sobre o organismo humano; irei me referir a duas formas (principio ativo) de forma sucinta. ALCALÓIDES. Presente nos vegetais da família papaveraceae, onde um dos seus representes é a papoula ou trombeteira, lírios entre outras. Sua ingesta acidental em pequenas doses destes agentes deprime as secreções salivares e brônquicas e a sudorese. Com doses maiores, a pupila dilata, a capacidade de acomodação do olho é inibida e os efeitos vagais sobre o coração são bloqueados, o que ocasiona o aumento da freqüência cardíaca. Aumentando-se ainda mais a dose, ocorre a inibição do controle do sistema parassimpático sobre a bexiga urinária e sobre o sistema gastrintestinal, dificultando a micção e diminuindo a mobilidade intestinal. Medidas de prevenção 1- Ao manipular qualquer planta, use luvas, uma vez que as mesmas liberam líquidos (seivas) que em contato com a pele, penetram no tecido e pode causar sérios danos á saúde. 2- Identifique e eduque as crianças a não colocar na boca, não utilizar como “comidinha” ou tirar o leite. 3- Conheça as plantas venenosas existentes na tua casa, na casa do vizinho, nos arredores, não as coloquem dentro de casa, se você não as conhece, tais vegetais liberam essências durante a noite e muitas dessas tóxicas ao ser humano. 4- Não coma folhas, raízes, rizomas que você não conhece, nem todo cozimento poderá eliminar o poder tóxico do vegetal. Só um profissional pode identificar seguramente os vegetais. 5- O que foi “milagroso” para a tua “ conhecida” , de certo não será para você. Crianças e velhos são mais sensíveis as intoxicações. 6- Em caso de suspeita de acidente fitológico, procure imediatamente o serviço de saúde, se possível levando o vegetal suspeito, se for possível leve junto parte da secreção expelida pelo vitimado, através dela o profissional poderá identificar seguramente o agente causador do acidente, fazendo comparações com a parte do vegetal apresentado. REFERENCIAS Di Stasi. Plantas medicinais: arte e ciência. Um guia de estudo interdisciplinar. SP. UNESP. 1996. Lorenzi & Hermes. Plantas ornamentais e arbustivas no Brasil. Plantarum. SP. 1995. Joly Aylthon. Botânica: Táxons vegetais. Ed Nacional. 12º Ed. 1989. *Marcilio FONTES é biólogo especialista em etnobotânica. Contatos: biofontes@hotmail.com

MARCILIO FONTES DA COSTA
RJ - RIO DE JANEIRO

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