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  Água.Uso comum de todos, responsabilidade compartilhada!!!
19/03/2012
atualizado em: 22/03/2012
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU no dia 22 de março de 1992. Desde então, diversos temas relacionados a este importante recurso natural são discutidos especificamente neste dia, contudo pouco é feito a respeito. Leia e reflita!

Área(s) de Atuação que o Presente Artigo trata
Biologia
Meio Ambiente e Biodiversidade
Diagnóstico, Controle e Monitoramento Ambiental
Educação Ambiental
Licenciamento Ambiental
Responsabilidade Socioambiental
Restauração/Recuperação de Áreas Degradadas e Contaminadas
Saneamento Ambiental
Saúde
Saneamento


A água é indispensável à vida, essencial ao ser vivo e imprescindível às diversas atividades do homem. Ciente desta importância seu abastecimento à população em termos de quantidade suficiente e qualidade é uma preocupação crescente da humanidade, em função da escassez do recurso água e da degradação dos mananciais. As atividades antrópicas em virtude do padrão de vida capitalista, modelo este que busca o desenvolvimento a qualquer custo, têm acarretado alterações expressivas no meio ambiente, comprometendo a disponibilidade principalmente dos recursos hídricos. Segundo Alcântara, et al (2001) a qualidade da água é representada por características, comumente mensuráveis de natureza física, química e biológica que, mantidas dentro de limites adequados de qualidade de água viabilizam seus usos múltiplos. Porém, assegurar água tratada em caráter quantitativo e qualitativo têm se tornado cada vez mais difícil uma vez que, sua percolação no meio ambiente desde a captação, usos, até o retorno para oceanos, vem sendo fortemente ameaçada por vários fatores. Um exemplo óbvio é poluição da água por matéria orgânica oriunda dos esgotos domiciliares, das águas residuárias de indústrias como os frigoríficos e laticínios entre outros. O lançamento de esgotos não tratados nos corpos d’água contendo alto coeficiente de DBO provoca um elevado desenvolvimento de bactérias, cuja função é decompor essa matéria orgânica; esta quanto mais abundante for, maior será o crescimento desses microorganismos, ocasionando reduções de oxigênio dissolvido podendo tornar o ambiente anóxico. Com isso, não só a qualidade da água para a captação é ameaçada, bem como a biota aquática, podendo acarretar mortandade de microorganismos, crustáceos, moluscos e peixes e, ainda provocar um aumento na toxicidade de vários elementos, odores indesejáveis, inconvenientes paisagísticos. É importante ressaltar que alguns ambientes aquáticos possuem uma capacidade de assimilar esta matéria orgânica restabelecendo seu equilíbrio, fenômeno denominado autodepuração, porém após o impacto sofrido este ambiente por si só não consegue restaurar o ecossistema. Neste caso, as ETE’s possuem papel fundamental na remoção de cargas poluentes do esgoto, devolvendo ao ambiente o efluente tratado, de acordo com o protótipo exigido pela legislação. Outro fator a ser tratado é questão sanitária. A água pode conter organismos patogênicos, causadores de doenças de veiculação hídrica em virtude do precário saneamento básico. Dados da ONU apontam que atualmente 2,6 bilhões de pessoas vivem sem saneamento. O crescimento populacional e o uso desordenado do solo contribuem para que populações, principalmente as mais carentes, se distanciem dos centros urbanos onde a falta de serviços públicos se agrava. Percebe-se que nas periferias o acesso à água e esgoto tratado bem como coletas de lixo são restritos ou não acontece, esses fatores associados à baixa renda per capta acarreta situações precárias de vida, afetando não só a saúde pública bem como a qualidade de vida como um todo e ainda atrasa o desenvolvimento do município. Alguns centros urbanos ainda não possuem tratamento de esgoto, em outros, a coleta seletiva e aterros sanitários também não foram implantados. Em Pará de Minas, cidade com aproximadamente 85.000 habitantes, segundo dados da FEAM, apesar de licenciado, o aterro ainda se enquadra como controlado e a ETE ainda está sendo implantada. Algumas regiões onde há abundância de água como na Amazônia, a maior parte da população não tem água tratada. É fato que apesar do acesso a água, bem como ao saneamento básico em geral, além ser direito fundamental ser uma obrigação do município, investimentos como estes são vistos como gastos dispendiosos (e realmente são, porém extremante necessário e com resultados a longo prazos) e não acarretam eleitores, obras de grande visibilidade geram mais votos. Sendo assim, infelizmente a questão do saneamento básico vem sendo maquiada em meio a obras de pavimentação que encobrem esgotos a céu abertos. É importante ressalvar que os pólos urbanos têm perdido muitas áreas verdes. A questão da cobertura vegetal está intrinsecamente relacionada à questão de enchentes. Devido a impermeabilização de ruas e avenidas, loteamentos, casas e prédios totalmente concretados o escoamento superficial se agrava, conseqüentemente uma freqüência maior de inundações e com isso aumento problemas sociais, doenças, postos de saúdes lotados e ainda a diminuição da recarga das águas subterrâneas. O conhecimento necessário para a mudança de políticas que melhorem a qualidade e a quantidade de água no país, já é tido por todos. Faz-se necessário, uma quebra da inércia governamental e conscientizar que meio ambiente não é custo e sim investimento. Outra realidade é que perdemos muita cobertura vegetal. As áreas de preservação permanente, além de atuar com o papel importante na preservação da qualidade da água e da biodiversidade, operam na infiltração da água da chuva, abastecendo os lençóis determinando maior disponibilidade de água. As áreas desmatadas nas margens de rios fazem com que o solo fique desprotegido, e sem árvores, a água escoa rapidamente causando enchentes, veiculando doenças e arrastando detritos que podem obstruir o leito dos rios. Abre-se um parêntese então para comentar sobre as mudanças do novo código florestal. A proposta além de favorecer um aumento nas emissões de gases estufa contribuindo para o aquecimento global, acarreta a perca de habitats comprometendo a biodiversidade dentre outros fatores. Em relação à diminuição das APPs, um dos prejuízos também é a segurança da população. Um relatório do Ministério do Meio Ambiente aponta que o ocorrido na região serrana do Rio de Janeiro no início deste ano, está relacionado com a ocupação irregular destas áreas. Pesquisadores demonstraram que as regiões menos afetadas foram as que ainda mantinham vegetação nativa preservada. Questiona-se então quais os embasamentos técnicos e científicos permeiam a elaboração de tais projetos de Lei. A agricultura é outro tópico bastante polêmico. Polêmico, pois a subsistência humana provém das atividades agrícolas, desde os nossos trajes, aos alimentos que ingerimos. De fato a agricultura é necessário. Discuti se então os efeitos dos defensivos agrícolas nos solos, rios e lençóis freáticos e irrigação. O problema dos químicos utilizados vem sendo controlado, mas muito é desperdiçado na irrigação devido aos modelos ultrapassados e pouco eficientes. Torna-se necessário tecnologias eficazes entre outras alternativas para a questão da utilização da água. A outorga é apenas uma delas em que órgãos gestores administrarão quantitativa e qualitativamente o uso da água em uma determinada região e por meio de fiscalização garantir a disponibilidade da mesma. É imprescindível observar que atendendo a demanda da população este entre outros é um setor que com certeza crescerá muito, sendo assim, um dos fatores de grande relevância a ser tratado é o controle populacional e consumismo. Todos os problemas ambientais envolvem estes dois aspectos. Para atender um grande número de pessoas e que consome e desperdiça assim como desperdiça, muito se produz seja em indústrias alimentícias, vestuários, bens de consumo material, tecnológicos etc. Conclui-se que ao mesmo tempo em que o Brasil é um dos países com maior recurso hídrico do mundo, se mostra também um dos mais negligentes quanto ao uso adequado da água. Sermos abastados nesse recurso não justifica o modo com que lidamos com ele. Somos imediatistas e negligentes. Neste 22 de março, reflita sobre suas atitudes. Use somente o necessário; Aproveite a água pluvial; Evite comprar água engarrafada; Pratique o reuso de água; Opte por energias alternativas, como a solar; Compre produtos de empresas licenciadas e busque sua procedência; Opte por produtos biodegradáveis e rentáveis; Não lance óleo em ralos e sanitários; Cobre do seu município a legalização e o gerenciamento dos aterros sanitários e a construção da ETE; Denuncie irregularidades; Caso possua imóvel rural, outorgue a água de sua propriedade; cerque e preserve a APP; construa sua fossa séptica. Água...Uso comum de todos, responsabilidade compartilhada!!!

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