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25/01/2011  Maior referência em pesquisa de solos do Brasil diz que MT tinha o melhor zoneamento do país até ser destruído por deputados.
THIAGO PAIVA DE PAULA
MT - CUIABA

Thiago Foresti / Estação Vida.

Professor da UFRPE e ex-pesquisador da Embrapa, Paulo Klinger Tite Jacomine. formou-se em agronomia pela Escola Nacional de Agronomia, hoje UFRRJ. Em 1958 iniciou sua vida de pedólogo com o Curso de Treinamento organizado pela Comissão de Solos do CNEPA. Participou dos levantamentos exploratórios-reconhecimento de solos de todos os estados da região Nordeste, da elaboração do Mapa de Solos do Brasil e cooperou em quase todos os levantamentos de solos realizados no Brasil pela Divisão de Pedologia e Fertilidade do Solo/MA, EMBRAPA-Solos e projeto RADAM-Brasil. Participou da organização de dois “Workshops” Internacionais de Solos, de todas as viagens de correlação e dos Congressos Brasileiros de Ciência do Solo a partir de 1959, exceto o de 1965.

Este importante pesquisador avesso às câmeras e publicidade topou dar uma entrevista apenas por ser apaixonado e defensor do Zoneamento de Mato Grosso. Segundo ele o trabalho realizado por técnicos do estado ao longo de 20 anos resultou no melhor estudo de zoneamento que ele já viu nos seus 53 anos de experiência.
Ele diz que existirem diversas peculiaridades que deveriam ser levadas em conta e que são fundamentais para o futuro do estado: “Mato Grosso é o que tem a maior área de solos arenosos. Este é um solo é importantíssimo pois é zona de recarga de aquífero. As reservas de água aqui nesse estado são de importância fundamental, pois alimentam outros cursos de água. Se contaminarmos o lençol freático que vai alimentar os rios nós não vamos comprometer só a água de Mato grosso, mas a de outros estados e países”.

Mato Grosso é o divisor de águas do Brasil, por aqui passa a água que vai tanto para o Amazonas, quanto o Paraguai e o Araguaia. Segundo o pesquisador é fundamental a manutenção desses aquíferos. “Já está havendo seca, no futuro esse problema tende a aumentar. O gado começa a andar na beira da cerca e vai compactando o solo. Esse é o principio para formação de voçorocas. E é dificílimo conter a evolução dessas voçorocas. Vai haver menos infiltração nos lençóis, mais escorrimento, enchentes, cheias. Tem também o processo de erosão, que vai cavando o solo e formam aqueles imensos buracos na beira de estradas que vemos por aí”.

Ele alerta que os deputados perdem a oportunidade de aproveitar outras atividades econômicas que geram renda, dão emprego e ajudam a preservar. “Ampliaram área para agricultura, mas colocaram lá no norte que tem o relevo acidentado e são péssimas para agricultura mecanizada. Vai haver uma erosão tremenda! Aquelas áreas têm potencial madeireiro enorme e serão desperdiçadas”.

Derrubar floresta, queimar e plantar capim. Segundo o pesquisador isso até vai bem nos primeiros anos, pois o solo tem matéria orgânica e reservas de nutrientes, mas depois de uns anos já começa a estragar. “É um extrativismo, você só retira da terra sem colocar nada lá de volta”.

O pesquisador também alerta para o que acontece no Pantanal. “Mexeram e colocaram como áreas para serem recuperadas. Não tem que recuperar o Pantanal ele já está lá como área de reserva. Querem depois puxar sardinha pra eles dizendo que aumentaram áreas para recuperação, ou que pelo menos não diminuíram tanto”.

FONTE: ICV.

Para mais Informações Clique em:
www.icv.org.br

THIAGO PAIVA DE PAULA
MT - CUIABA

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