retorna
  :: Notícia selecionada
19/08/2011  Aquecimento global ameaça sobrevivência do Cerrado.

Pesquisas científicas indicam risco de redução drástica de áreas de espécies de fauna e flora.
As mudanças climáticas colocam em risco o futuro do Cerrado na sua configuração atual de bioma. Pelo menos é isso que indicam pesquisas cientificas feitas usando o padrão de aquecimento global e o reflexo disso na biodiversidade do bioma. Está indicada uma tendência de aumento da temperatura de até 3,5 graus até o ano de 2100 na região mais central do Cerrado, o que deslocaria as condições climáticas ideais para a região mais ao sul-sudeste do bioma. O problema: a área climatologicamente ideal se concentrará principalmente no Sul de Minas Gerais e no Centro-Norte de São Paulo, onde o cerrado praticamente não existe mais. A extinção de espécies não é descartada.

Pequi – Nem o adorado pequi, com seus caroços amarelos e de cheiro inconfundível, deve sair ileso das mudanças climáticas. Pesquisa ligada à Universidade Estadual de Goiás (UEG) concluída recentemente, levando em consideração o potencial aumento da temperatura na região mais central do Cerrado, mostra uma redução drástica na área de ocorrência dos pequizeiros no bioma.
Os reflexos disso para Goiás são fortes. Afinal, o pequi faz parte da cultura local. O caroço amarelo está para o goiano assim como o queijo esta para o mineiro e o café para o paulista. Há um indicativo de grandes perdas de ambientes adequados, para a existência do pequi. “É uma tendência de redução drástica” atesta o biólogo João Carlos Nabout, doutor em Ciências Ambientais, um dos participantes do estudo.

Aves endêmicas terão redução drástica de área.
Outra linha de trabalho tem relação com as espécies endêmicas de pássaros do Cerrado. Trabalho desenvolvido no âmbito da Universidade de Brasília (UnB) mostra que, nos próximos 90 anos, há tendência de redução drástica de áreas de ocorrência e dispersão de 38 espécies da área mais central do Cerrado em direção a São Paulo e Minas Gerais, com grande concentração ali.
“Mas isso não quer dizer que as espécies vão conseguir se dispersar e chegar aos ambientes. Afinal são aves que ocorrem somente no Cerrado e o quadro indicam uma dispersão para a região onde hoje quase não existem mais áreas remanescentes. Há risco de extinção”, reconhece o doutor em Biologia Miguel Ângelo Marini, que coordenou a pesquisa.
Outras espécies com indicativo de grande perda de áreas são o pula-pula-de-sombracelha (74%), andarilho (71%), limpa-folha-do-brejo (69%) e as conhecidas inhambu (66%) e perdiz (64%). “Nesse processo de dispersão, temos de imaginar também as barreiras existentes da Região Central até o Sul-Sudeste, como grandes plantações e áreas desmatadas”, reforça Marini.

Fonte: O Popular, 07/08/2011. P.06
Matéria de Almiro Marcos


Indique esta Notícia enviando o Link:
http://www.crbiodigital.com.br/portal?idNtc=3777343437


 retorna


 :: Pesquisa Noticias
contenha a palavra 

pesquisar
opções
avançada



Copyright 2007  -   contatocrbiodigital@crbiodigital.com.br  -   privacidade