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05/12/2011  Conheça Presley, ararinha-azul que ajudou a inspirar diretor de 'Rio'
RADAMES ABRANTES DE SOUSA ARAUJO
SP - SAO BERNARDO DO CAMPO

05/04/2011 Lucas Frasão - Globo Natureza
Hoje, Presley é um dos 73 exemplares de ararinha que existem no mundo.
Ameaçada pelo tráfico, espécie foi considerada extinta na natureza em 2000.
 Pesquisadores quase não acreditaram, em 2001, quando uma família de nome nunca revelado e com casa em Colorado, nos Estados Unidos, recorreu a veterinários para tratar do macho de ararinha-azul que mantinha domesticado em uma gaiola, apático e debilitado após perder sua companheira. A espécie do animal, Cyanopsitta spixii, havia sido considerada extinta em 2000 e vasculhavam-se remanescentes para aumentar a chance de sobrevivência em cativeiro. Em 2002, o retorno da ave para o Brasil - depois de 25 anos de vida no exterior - virou notícia no mundo.
Batizado pelos donos norte-americanos com o mesmo nome do famoso cantor de rock, Presley, a ararinha-azul, virou astro da noite para o dia e hoje vive em cativeiro em um centro de conservação no interior de São Paulo. É um dos únicos que já viveu na natureza e ainda está vivo, apesar da idade avançada e dos problemas de saúde.
Blu, a ararinha-azul de 'Rio'
Em 2002, sua história chegou às páginas dos jornais e aos ouvidos do cineasta brasileiro Carlos Saldanha, que resolveu pesquisar a espécie a fundo para embasar a animação Rio, "Achei interessante a história do Presley e pesquisei mais a ararinha-azul, é a mais rara e está extinta. Também pensei em usar a história da arara-azul-de-lear [Anodorhynchus leari], mas a espécie tem um programa de conservação hoje bem sucedido", diz Saldanha, que agora conversa com a Fox Filmes para tentar criar ações em prol da conservação ambiental. "Não só da ararinha, mas de outros animais que fazem parte da fauna brasileira", diz ele.
Como o personagem principal da animação Rio, Presley viveu em cativeiro nos Estados Unidos e foi trazido ao Brasil para fazer parte de um programa de reprodução que tenta aumentar o número de aves após a extinção na natureza. Ele é um dos três indivíduos existentes que já chegou a viver na natureza um dia.
A animação dirigida por Saldanha tem final feliz para a espécie. No filme, o personagem principal, Blu (dublado pelo ator Jesse Eisenberg), mora nos Estados Unidos e começa uma aventura quando se descobre que ele é o último macho da espécie. A única fêmea existente, Jade (interpretada pela atriz Anne Hathaway), vive em liberdade na Mata Atlântica do Rio de Janeiro.
Na vida real, a ararinha-azul só existia em uma área reduzida na Caatinga da Bahia, próxima ao município de Curaçá, no vale do Rio São Francisco. A caça ilegal e a derrubada de vegetação importante para a espécie ajudaram a aumentar a pressão de traficantes de animais sobre a ave, que foi capturada sistematicamente até sumir da natureza.
Na Fundação Lymington, Presley chegou a copular com uma ararinha-azul em 2007, mas os ovos não fertilizaram e hoje ele está fora do programa de reprodução por conta de problemas de saúde e da idade avançada. Agora, Presley vive junto com uma ararajuba (Guaruba guarouba) amarela chamada Killer, que foi abandonada quase sem vida na porta do zoológico de São Paulo.
"O tráfico foi o principal responsável pela extinção da espécie. E o maior traficante mora hoje em Petrolina (PE)", diz Yara de Melo Barros, coordenadora do programa de reprodução da ararinha desde 1990 e diretora do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu (PR). "A legislação ambiental é muito frágil. Quem é pego hoje com bicho ilegal é solto no mesmo dia".
O programa para conservação da espécie existe desde 1989, quando achava-se que ela estava extinta. O ornitólogo do Ibama Carlos Yamashita participou de diversas expedições em busca dos últimos indivíduos na natureza. "A espécie é visada há centenas de anos. Em 1900, às vezes apareciam ararinhas na Europa. Durante o século 20, a caça era praticamente monopólio de uma só família do Piauí, que depois começou a trabalhar com esse intermediário de Petrolina. Eles capturavam um ou dois indivíduos por ano, mas no começo dos anos de 1980 houve um racha familiar e um deles resolveu acabar com a festa, pegou 15 ararinhas de uma só vez", diz.
Yamashita chegou a ver três ararinhas na natureza em 1985. Elas sumiram e, em 1990, um último macho foi encontrado. Yara foi a campo e conversou com centenas de moradores em Curaçá, ajudando a criar um sentimento de identificação com a espécie, que passou a ser protegida pela comunidade. A cerca de 200 quilômetros dali, nos arredores de Canudos e Jeremoabo (BA), outro projeto liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tenta salvar a arara-azul-de-lear (Anodorhincus leari), também ameaçada, que tinha população estimada de 1.125 indivíduos na natureza em 2010.
Monitorado, o último macho de ararinha-azul vivia com uma ave de outra espécie e esperava-se que eles pudessem ter filhotes híbridos, mas os ovos nunca fertilizaram. A única ararinha conhecida na natureza sumiu em outubro de 2000 e a espécie entrou em extinção oficialmente.

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glo.bo/fw7wc8

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