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04/10/2013  LARVICIDA NATURAL
OSVALDO OSORIO SOARES
SP - CARAGUATATUBA

24/05/2008 - 08:06 - LARVICIDA NATURAL: Pesquisadores avaliam uso da casca de frutas cítricas para combater larva do mosquito da dengue - Luciane Teixeira - Em tempos de epidemia de dengue, em que um dos maiores medos da população de residentes do Litoral Norte é o mosquito que transmite a dengue, o que não faltam são soluções e alternativas circulando pela internet e nas conversas informais para a derrocada do inseto: complexo B na pele; ingestão de fórmulas homeopáticas; repelentes diversificados; comer inhame o dia todo e, até vinagre e borra de café na água. Imprensa Livre Os pesquisadores, o biólogo Osvaldo Osório Soares e o técnico em química, Luciano Faustino do Nascimento, de São Sebastião, analisam a casca das frutas cítricas como larvicida natural para combater a larva da dengue Em meio a tantas “soluções” infalíveis, existem pesquisadores do tema, que estão atrás de uma solução definitiva: foi o que fez o pesquisador e biólogo Osvaldo Osório Soares e o técnico em química, Luciano Faustino do Nascimento, de São Sebastião. Os dois estão desenvolvendo um larvicida natural a base da casca de frutas cítricas como o limão, a laranja e a tangerina (mexerica). Os testes, segundo os pesquisadores, têm demonstrado uma capacidade de eliminar as larvas e as pupas que constituem a última etapa do desenvolvimento dos mosquitos (vetores) e que vem se mostrando imunes a alguns larvicidas utilizados atualmente. “A situação epidêmica contra os mosquitos é uma tarefa sem fim, no entanto o objetivo maior é eliminá-los no estado larvário, evitando que o inseto não se converta em mosquito adulto, interrompendo a sua reprodução e, em conseqüência, não poderá picar ninguém”, disse o biólogo Osvaldo Soares. Segundo ele, a casca da fruta é batida com água – uma quantidade de três cascas para um copo ou 250 ml de água destilada. A mistura tem eficácia por até 15 dias e o larvicida natural mata a larva e a pupa - fase posterior a larva e anterior a vida adulta. “Nós queremos acabar com a larva e a pupa e fechar o ciclo nestas fases”, disse o biólogo Osvaldo. Desde janeiro deste ano que a dupla analisa o produto – uma receita que pode ser feita em casa. Os venenos utilizados pelos órgãos que combatem o mosquito no Brasil, são altamente tóxicos, com um custo alto e, segundo Soares, o tempo de ação previsto para agir, varia de 12 a 24 horas. “Só é preciso colocar em prática o uso de um produto natural e caseiro, pois trata-se da casca de frutas que iriam para o lixo (orgânico), de simples aplicação e fácil manuseio sem aquele incômodo do uso de equipamentos como máscaras, luvas e o mais importante: não é prejudicial ao meio ambiente”, ressalta. Apesar da idéia inédita, o larvicida natural precisa ser testado em laboratório. “Já foram iniciados os testes com todas as substâncias das cascas. Agora eu vou testar, separadamente, cada um dos sete componentes da casca para saber qual é o larvicida. Porém, já foi provado que o uso da casca inteira já serve para acabar com a larva e a pupa do mosquito”, disse o químico, Luciano Nascimento. Segundo pesquisadores, existe uma substância chamada d-limoneno – aproximadamente 96% - presente na casca das frutas cítricas, que é usada para impedir a evolução de células cancerígenas e está sendo testada em outros países. Além disso, as cascas dessas frutas também são manipuladas pela indústria cosmética e farmacêutica. A idéia, segundo os pesquisadores, é ampliar a atividade e transformar a proposta num programa sócio-educativo para incluir as escolas nesse contexto, com ações voltadas para a participação das crianças estimulando também as famílias sobre a importância do controle desse mosquito e, conseqüentemente, da doença. No prazo de um ano, o químico Luciano, acredita que tenha feito os testes com cada substância. Os pesquisadores, seguem uma linha sustentável e natural que também é perseguida por outros profissionais da área. Uma equipe da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, já trabalha a cerca de 3 anos no desenvolvimento de um biocida, um inseticida natural para combater as larvas do mosquito da dengue. O produto é feito unicamente a partir de uma substância de uma planta da família das pimentas, chamada Piper solmsianum. Ao ser colocado em reservatório de água, ele mata todas as larvas de inseto presentes, sem causar danos a outras formas de vida. A fórmula já teve eficácia comprovada em laboratório. Agora, os pesquisadores vão começar a fazer testes de campo e levantamentos de custo, etapas necessárias para definir a produção do larvicida, que pode chegar ao mercado em quatro anos. A principal vantagem do novo produto, em relação aos já existentes, é o fato de ser resultado de uma substância natural de planta da Mata Atlântica que apresenta toxicidade praticamente nula. “No nordeste, estão usando a semente de cabaceira – uma fruta que eles trituram e misturam na água. A idéia está dando certo!”, disse Luciano Nascimento, sobre outras alternativas, que estão sendo usadas em outras par

OSVALDO OSORIO SOARES
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