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15/11/2012  Sorgo sacarino: tecnologia agronômica e industrial para alimentos e energia

Na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se
transforma. Hodiernamente, o mundo redescobre e
discute as oportunidades e ameaças para a produção
e distribuição de alimentos dependente de energia,
incluindo as oportunidades da energia renovável da
biomassa. Isto implica em novas visões e aplicações
do conceito da lei de conservação da massa, a conhecida
Lei de Lavoisier.
O fator inovação é o mecanismo de competitividade
com sustentabilidade do setor agroenergético e
a inovação disruptiva é o elemento central para considerar
este setor como um negócio, tipicamente da
iniciativa público-privada. Isto implica em entender
e criar domínios tecnológico e negocial, com devida
apropriação intelectual de matérias-primas, processos
e tecnologias, sob os aspectos técnico-científicos
e legais.
A produção brasileira de açúcar é feita, fundamentalmente,
a partir da extração do caldo de cana-de-
-açúcar (Saccharum sp.). A produção agrícola de
matéria-prima e o processo industrial para produção
de açúcar, etanol, coprodutos e cogeração de energia
tornam o empreendimento sucroenergético um
negócio competitivo, profissional.
O histórico do ciclo econômico da cana-de-açúcar no
Brasil colonial, e especialmente do programa cana-
-etanol nestes últimos 35 anos, os ganhos técnicos,
econômicos, sociais e ambientais do setor sucroalcooleiro,
implicam em uma aprendizagem robusta
capaz de considerar que, para a energia de biomassa
no Brasil, a “vantagem competitiva é transitória”.
A planta de cana-de-açúcar, o canavial, o engenho e
a indústria, as biorrefinarias tem histórico secular e
evolutivo no Brasil. A implantação e a ampliação do
setor sucroenergético no país, sobretudo nas regiões
canavieiras tradicionais do Sudeste e Nordeste,
experimentaram significativos ganhos de produtividade
agrícola e industrial.
Neste particular, a agenda de produção de alimentos
e energia, maximização do uso de recursos (terra,
água, agricultura de baixo carbono), eficiência de
processos agrícolas e industriais, renovação ou reforma
de canaviais, espécies energéticas para rotação,
colocam o sorgo sacarino como uma espécie
com domínio tecnológico capaz de atender às necessidades
agronômicas e biológicas da interação
genótipo-ambiente em benefício do setor sucroenergético,
e de produzir mais etanol e resíduos na
entressafra da cana-de-açúcar.
Aliado às espécies oleaginosas com domínio tecnológico,
como amendoim, girassol, soja e adubos
verdes (Crotalaria juncea L.), o sorgo sacarino tem
grande potencial para expansão de cultivo em zonas
tradicionais e novas do setor sucroalcooleiro. E,
a produção de etanol de sorgo sacarino deverá ser
expandida em complementação ao etanol de cana-
-de-açúcar. Estudos e estimativas demonstram que
se buscam opções para a reforma de 10-15% de
área anual de cana-de-açúcar, que possam amortizar
cerca de 30-40% do custo de implantação de um
novo canavial. A rotação de culturas na reforma melhora
em até 20% a produtividade do canavial. E, a
seleção de espécies de expressão econômica deve
contribuir para atender aos interesses de produção
de alimentos e energia.
Além de atender a uma forte e crescente demanda
do mercado por informações e negócios competitivos
para o sorgo sacarino, equipes de pesquisadores
e técnicos da Embrapa, em parceria organizada,
tem sistematizado dados e discussões sobre o tema,
em três vertentes, a saber: desenvolvimento de tecnologia
agronômica, tecnologia industrial e em estudos
transversais (ciclo de vida, balanços de massa e
de energia, economia de água e de carbono, socioeconomia,
etc.).
A coleta e organização de dados e informações, a
divulgação técnica, a transferência de tecnologia e
os negócios competitivos, demonstram o acervo de
conhecimento à disposição do mercado, bem como
objetivam analisar e divulgar o esforço acumulado
e corrente que a Embrapa realiza em seus laboratórios
e campos experimentais. Apontam ainda, para
novas parcerias internas e externas, e para os procedimentos
em busca de melhorias no domínio tecnológico
nas áreas de interesse para a inserção do
sorgo sacarino no rol de matérias-primas do setor
sucroenergético do Brasil. Atualmente, novos modelos
de transferência de tecnologia e de negócios tecnológicos
estão em andamento, na parceria público-
-privada, para o cumprimento desta agenda.
Em AGROENERGIA em revista, edição 3, de Agosto
de 2011, técnicos e gestores tratam a temática SORGO
SACARINO: Tecnologia agronômica e industrial
para a produção de alimentos e energia. Esta edição
objetiva condensar um considerável acervo de informações
técnicas e gerenciais sobre o sorgo sacarino
e suas aplicações para novos negócios. Entretanto,
deverá desmistificar falácias antigas e errôneas sobre
o sorgo sacarino e mesmo reforçar os conceitos
de oportunidade e perspectivas futuras para a sua
expansão em áreas selecionadas do Brasil...



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