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02/08/2012  Seja sustentável na hora de comer
LIDIANE COSTA RIBEIRO
MG - BELO HORIZONTE

Não desperdiçar alimentos, comprar somente o necessário, exigir produtos certificados, ser criativo e diminuir o tamanho das porções de carne. Parece pouco, mas os especialistas garantem: é o suficiente para amenizar - e muito - os danos ao meio ambiente. Segundo pesquisa da ONG internacional Oxfam, os brasileiros sabem disso: 86% dos entrevistados disseram saber que suas escolhas causam impacto na natureza.

O problema é que, na prática, a história parece bem diferente: quase 70% não demonstram interesse em saber como os alimentos são produzidos, apenas 57% se importam quando desperdiçam comida e 63% não abririam mão de um bife uma vez por semana se soubessem que isso faria bem ao meio ambiente.

Para o professor do pro­­grama de pós-graduação em Gestão Ambiental da Universidade Positivo Klaus Sautter, sair do discurso e promover pequenas mudanças no dia a dia, como comprar menos e aproveitar melhor os alimentos, é fundamental para as pessoas consumirem de maneira mais sustentável.

"Se cada um se propusesse a produzir 30% menos resíduos e desperdiçar 20% menos alimentos, individualmente, não teria qualquer efeito. Mas o Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se todos mudassem sua postura, imagine o impacto que isso teria", diz.

Segundo o pesquisador da área de sustentabilidade e diretor da unidade de São José dos Pinhais do Fae Centro Universitário, Marcus Vinicius Guaragni, a sustentabilidade na alimentação vai além da questão do meio ambiente e também envolve a preocupação com a própria saúde. Os produtos industrializados, por exemplo, exigem um gasto grande de energia e água para serem produzidos e têm corantes e conservantes que fazem mal ao organismo.

"Se a pessoa tiver oportunidade de fazer um suco de laranja da fruta em casa já é sustentável pelo fato de fugir do suco de caixinha, que é cheio de conservantes. Se as laranjas forem orgânicas, muito melhor. O ponto central é pensar que todas as opções, prontas, rápidas e práticas não são as mais saudáveis."

Para o professor de Eco­­nomia da Pontifícia Uni­versidade Católica do Paraná (PUCPR) Fábio Araújo, as mudanças realmente surtiriam efeito, mas é preciso não se iludir. "Nada vai mudar de um dia para o outro. Isso só funciona a longo prazo e se reunir uma grande quantidade de pessoas."


LIDIANE COSTA RIBEIRO
MG - BELO HORIZONTE

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