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13/06/2012  Para cientistas, medição da economia pelo PIB prejudica o meio ambiente
LIDIANE COSTA RIBEIRO
MG - BELO HORIZONTE

Existem dois tipos de países no mundo, segundo Ashok Khosla, um dos responsáveis pelo Painel Internacional de Recursos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). De um lado, estão os Estados Unidos e todos os que querem copiá-los. Do outro, está o Butão, um país escondido nas montanhas do Himalaia, entre a Índia e a China, com cerca de 700 mil habitantes.

O especialista indiano, um dos mais respeitados do mundo sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável, está no Brasil para o Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) às vésperas da Rio+20.

“O Butão decidiu que fazer dinheiro não é a única coisa na vida”, definiu Khosla. O país tem políticas nacionais para aumentar a felicidade da população e desenvolveu uma forma de medir essa felicidade. O tempo disponível para brincadeiras ou para a meditação – o país tem maioria budista – está entre os fatores levados em consideração.

O resultado é um indicador conhecido como Felicidade Nacional Bruta. O nome é uma comparação com o Produto Interno Bruto, a soma dos bens e serviços produzidos por um país, conceito que geralmente é usado para avaliar a economia de cada nação.

“O PIB é o indicador mais estúpido. A Felicidade Nacional Bruta é dez vezes mais sensata”, comparou Khosla.
O pesquisador usou o exemplo do Butão para falar sobre a situação dos países em desenvolvimento em geral. “O Brasil e a Índia também podem fazer isso se disserem: ‘nossas vidas não estão à disposição’. Temos uma cultura de séculos – ou milênios, no caso da Índia – e não queremos destruir nossa própria cultura. Basicamente, fomos completamente seduzidos pelo modo de vida americano”, lamentou.

O PIB e o meio ambiente – Uma pesquisa apresentada no Fórum pelo cientista letão Janis Brizga, do projeto Green Liberty, comparou a situação econômica e a ambiental de países do antigo bloco soviético – hoje em desenvolvimento. O resultado mostrou “uma ligação clara entre os gastos domésticos e os impactos ambientais”.

O caso do Leste Europeu é mais um exemplo da relação entre o desenvolvimento econômico e os problemas ambientais. “A Índia já consome 50% mais recursos do que ela produz”, exemplificou Khosla. “Se você gasta mais do que recebe na conta bancária, vai falir rapidinho”.

A China é hoje o país que mais emite CO2, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global. Na conta por habitante, no entanto, a nação asiática, que tem a maior população do mundo, produz menos gases poluentes que os EUA e a Europa.


LIDIANE COSTA RIBEIRO
MG - BELO HORIZONTE

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