retorna
  :: Notícia selecionada
13/07/2010  Cientistas usam alta tecnologia para ver interior de cobra digerindo rato
EMANUEL JOSE SOARES
RJ - RIO DE JANEIRO

Pesquisadores da Dinamarca fazem imagens dentro de píton anestesiada para compreender processo de digestão.
BBC


Cobra píton birmanesa de 5 kg foi anestesiada para
tomografia computadorizada uma hora depois de ter
devorado um rato inteiro (Foto: BBC)Cientistas da Dinamarca mostraram pela primeira vez, por meio de exames de alta tecnologia, o interior de uma cobra enquanto ela realizava a digestão completa de um rato, como parte de um projeto de exploração da anatomia animal.

Os pesquisadores da Universidade de Aarthus, na Dinamarca, usaram a técnica de tomografia computadorizada em uma cobra píton birmanesa de 5 kg. Ela foi anestesiada para o exame uma hora depois de ter devorado um rato inteiro.

Os cientistas também usaram ressonância magnética para estudar os órgãos da píton enquanto ela digeria o rato. Com agentes contrastantes, os pesquisadores conseguiram destacar órgãos específicos, em cores diferentes.

Cobra levou  132 horas para digerir ratoA ressonância mostrou o lento desaparecimento do corpo do rato. Ao mesmo tempo, o intestino da cobra se expandiu, a vesícula biliar encolheu e o coração aumentou de volume em 25%.

Para os pesquisadores, o aumento no volume do coração da cobra provavelmente está ligado à energia que a píton precisa para digerir o rato.

Longa digestão
No total, a cobra precisou de 132 horas para digerir completamente o rato.

"Este é um predador que 'senta e espera'", disse Henrik Lauridsen, do Departamento de Zoofisiologia da Universidade de Aarthus. "Jejua por meses e então come uma grande refeição."

"Cobras como a examinada podem comer o equivalente a até 50% de seu próprio peso e, para conseguir tirar a energia do alimento, precisam recomeçar o sistema intestinal muito rápido", afirmou.

Para os pesquisadores, o uso de tomografia e ressonância é mais vantajoso do que a dissecação. Os exames mantêm o animal vivo e os órgãos podem mudar, diminuir de tamanho, depois de sua morte.

"Podemos fazer as análises usando animais vivos e rever os resultados muitas vezes", disse outro pesquisador que participou do estudo, Kasper Hansen.

Os cientistas dinamarqueses já produziram imagens parecidas de outros animais, incluindo sapos, crocodilos e tartarugas.

O estudo com as imagens da cobra píton foi apresentado na Reunião Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Praga.


EMANUEL JOSE SOARES
RJ - RIO DE JANEIRO

Indique esta Notícia enviando o Link:
http://www.crbiodigital.com.br/portal?idNtc=3177313435


 retorna


 :: Pesquisa Noticias
contenha a palavra 

pesquisar
opções
avançada



Copyright 2007  -   contatocrbiodigital@crbiodigital.com.br  -   privacidade