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27/03/2012  A causa de ataques zumbis: genes ou bolos recheados?

Esse artigo trata dos cuidados que aqueles que fazem e escrevem sobre ciência devem ter para serem entendidos pela maior quantidade possível de pessoas. Artigo retirado do site da Nature/Sctable.

A causa de ataques zumbis: genes ou bolos recheados?

18 de novembro de 2011.

Tradução do texto de Dave Deriso, estudante-pesquisador de neurociências, que trabalha na Universidade de San Diego, Califórnia, no Instituto de Computação Neural.

Extremamente importante para ciência, mas ainda bastante negligenciado, é o elemento da simplicidade. A boa escrita em ciência deve ser o mais acessível ao público geral possível, porque é o público quem irá financiar ou proibir o progresso da ciência. Pensar em simplicidade soa fácil de ser adotado, mas é absolutamente difícil e requerer que se organize seus pensamentos antes de escrever. Acredite ou não, algumas pessoas têm problemas em fazer isso, muito em detrimento do seu trabalho. A linguagem científica não é boa se metade da audiência não tem idéia do que você está falando sobre, e o recurso é difícil de ser obtido quando o governo é “ignorante” sobre o que os pesquisadores “farão com o dinheiro”. Fazer informação acessível não somente permite que mais pessoas entendam, adaptem e implementem suas idéias, mas também forneçam suporte para outros fora do campo de atuação.
Sempre uma grande platéia de não-cientistas sorriem e dizem, “Ahhh, eu entendi”, depois que você explica a sua pesquisa em termos fáceis de serem entendidos. O sentimento maravilhoso de epifania também faz as pessoas se sentirem espertas porque eles se sentem próximas a entender um campo que é tradicionalmente elitista, e geralmente se instrui numa maneira que demandaria a memorização de fatos intermináveis e fórmulas e desencorajariam a massa em seguir o caminho. Ainda que a dificuldade fornece a ciência um charme místico, é também uma falha fatal. As massas sentem que eles não entendem, e conseqüentemente, devido a habilidade pobre da comunicação dos cientistas, muitas boas idéias são interpretadas mal pela sociedade.
Cientistas, e especialmente aqueles que escrevem sobre ciência, precisam ser acuradamente cuidadosos nesta faca de dois-gumes. Ainda que os mistérios da genética poderiam levar a cura além da imaginação da medicina moderna, quantos filmes zumbis põe-se a caminho com um experimento científico feito errado?
Igualmente plausível em causar “síndrome zumbi” é uma bolo cósmico recheado que explode em impacto, espalhando seus nefastos marshmallows aliens por toda a atmosfera, instantaneamente causando a revolta de armas de sangue latente de zumbis mortos-vivos (“que viagem!”, grifo meu); no lugar, eles pensam em células-tronco, terapia gênica e farmacêutica. Porque? Porque eles entendem os limites dos bolos recheados, mas eles não têm idéia do que limita a ciência.
Ciência é desconhecida e, portanto, é um pensamento assustador e uma coisa perigosa. O que é desconhecido é geralmente distorcido em sacrilégio, crueldade, avareza, e zumbis -- ruins. A resposta do público mal-orientado é geralmente baseada dessas definições, e é apropriado considerar suas linha de raciocínio e suas ameaças percebidas. Depois de tudo isso, porque não se tentaria párar as ciências gênicas para prevenir ataques zumbis?
Depois de um exame público detalhado, cientistas finalmente percebem o quão importante é a simplicidade, e tentam acalmar a situação explicando a ciência em termos simples. Usualmente, essa resposta é tarde e a fenda entre cientistas e não-cientistas já tem crescido muito para serem ligadas. Conseqüentemente, o caminho das ciências paga caro por serem excluídas das escolas, dos fundos, e pior de tudo, do acesso aos pacientes. Células-tronco estão ainda sofrendo esse tipo de ataque.
Sobre a importância da simplicidade, é perceber e adotar o mais rapidamente, senão ciência pode continuar a sofrer resistência pública, morosidade governamental e ter fundo governamental apertado. Até lá, geneticistas poderiam muito bem colocar medicações anti-zumbis nos slides de “direções futuras” das suas apresentações.



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