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01/03/2012  Publicação da edição de fevereiro de 2012 da Revinter Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade

A Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade, eletrônica, acaba de ser publicada. No editorial é retomado o enfoque atual para a ecologia, a "Ecologia do Estresse". Esse termo foi sugerido por Nico M. Van Straalen da Universidade de Vrije, Holanda, no artigo intitulado "Ecotoxicology becomes Stress Ecology" de 2003. Sendo a toxicologia uma ciência já estabelecida, com handbooks de normas técnicas que orientam os químicos, e a ecotoxicologia, que faz uso de ensaios biológicos utilizando um organismo indicador de contaminação ambiental, Van Straalen afirmou que a ecotoxicologia clama por ser mais "eco", sugerindo esse novo braço para a ecologia. A ecologia é uma ciência relativamente recente, tendo o desenvolvimento teórico alavancado em meados dos anos 70, principalmente por Robert M. May (Dinâmicas Populacional) Robert H. MacArthur (na teoria da Biogeografia de Ilhas), ambas possuindo aplicações necessárias e de emergência, como no caso do Código Florestal, que se utilizou da relação espécie-área para entender até que tamanho os fragmentos de vegetação remanescente devem ser mantidos para que o fluxo de espécies entre as áreas seja sustentável para que a biodiversidade se mantenha. E ainda é um desejo dos ecólogos teóricos em tentar entender e prever o comportamento das populações naturais, o embasamento teórico que determinam a estruturação das comunidades biológicas e as regras de escala para se entender a dinâmica dos ecossistemas, e a emergência atual exige que a dinâmica das populações e das interações tróficas (através das redes tróficas) sejam dominadas para que nos sistemas naturais, as espécies nelas inseridas e a biodiversidade sejam mantidas, ou no mínimo, tenham os impactos advindos do desenvolvimento econômico e social minimizados o máximo possível.  
Por isso a ecologia do estresse propõe que a ecologia transponha todo o seu desenvolvimento teórico para os problemas práticos. Dominar as interações ecológicas já é desafiador, imagina inserir todos os conceitos ecológicos em situações de estresse ambiental. Para quem gosta de ciência e de problemas, a ecologia do estresse é um prato cheio. Necessariamente ela é pluridisciplinar e vários campos da ciência convergem para um mesmo foco. Química, física, matemática, estatística, direito, sociologia, economia, enfim, todas as ciências funcionam ao mesmo tempo para que a palavra sustentabilidade tenha significado científico. A ecologia do estresse força o desenvolvimento dessa linha.

E a pressão da sociedade e dos cientistas dificilmente fará o assunto sustentabilidade deixar de existir. O problema é real e muitos ramos da ciência já estão edificando novas frentes para resolver esse imenso impasse e promover uma relação homem-ambiente mais equilibrada.



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