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01/08/2010  Os Vários culpados de um problema de todos
MÁRCIO FRESCHI
RS - ERECHIM

30/07/2010 09h43 Jornal Boa Vista
Os vários culpados de um problema de todos

O Rio Tigre situado em Erechim serve como ‘depósito’ de esgotos não tratados. De quem é a culpa? Se todos fizessem a sua parte e as ações fossem intensificadas, tudo seria diferente.

Em função da realidade chocante do Rio Tigre, que mais parece um depósito de lixo a céu aberto o Jornal Boa Vista buscou informações e opiniões sobre o que fazer para reverter esta situação calamitosa e vergonhosa


Secretaria do Meio Ambiente


Secretário Francisco PintoO secretário do Meio Ambiente, Francisco Luiz Pinto, relata vários fatos que desencadearam esta problemática: “O Rio Tigre lamentavelmente está servindo para receber esgotos. É um fato, uma verdade, que muito antes de assumir a secretaria já se sabia. Por conta disso, o governo empreendeu os esforços para que efetivamente se tenha a instalação de redes de esgotamento sanitária e tratamentos de esgoto. De maneira técnica, isso se resolve fazendo os chamados interceptores, que vão correr ao longo do rio. Tudo o que chega próximo do rio terá que ser conectado aos interceptores e evita as ligações que trazem esgoto”. No decorrer da entrevista a temática do lixo foi pautada pelo secretário: “A questão do lixo vai muito além da conscientização do cidadão erechinense. É evidente que num momento oportuno o próprio governo tem interesse em fazer uma grande limpeza do rio, mas para isso temos que contar com a colaboração da população. Existem fatos que tenho acompanhando, em função da força do ofício. Durante a madrugada ou depois do horário de trabalho, são muitas as pessoas que descarregam seu lixo dentro dos córregos de rios. É uma prática incorreta, é crime ambiental, mas lamentavelmente acontece. Não conseguimos trabalhar 24hs e ter um controle de tudo o que acontece. A secretaria elaborou calendários que possuem várias instruções relacionadas ao lixo. Não temos interesse em enaltecer o nosso nome, mas sim, dar longa vida a um instrumento de informação. Enquanto o cidadão não se conscientizar em fazer a separação correta do lixo e a disponibilização para coleta, o problema não vai ser resolvido. Tudo o que chega ao rio é jogado em via pública, em bocas de lobo e acaba sendo conduzido ao rio”.

A questão das sacolas plásticas foi um dos assuntos abordados, por ser encontrada em grande quantidade no Rio Tigre. Francisco relata: “Quanto à sacola plástica, nós não só estamos pensando num projeto, mas já estamos escrevendo. Isso vai ter que ser conduzido para se configurar uma lei municipal. A sacola plástica se bem utilizada, sem exageros, simplesmente para acomodar resíduos sólidos, até que é conveniente. O uso desordenado é que leva ao exagero. O grande vilão ainda não é a sacola, não que ela seja adequada, mas vai chegar ao ponto da sua extinção ou o uso biodegradável. Tudo é sistêmico, complexo e acarreta custos.  Temos que construir a solução para que as pessoas e as entidades envolvidas também tenham vontade de ajudar. Não depende só da secretaria, a maior dificuldade sempre gira no mundo orçamentário, não é uma queixa, afinal, o governo como um todo tem várias prioridades a serem cumpridas. Vai ser um trabalho lento, mas a comunidade pode esperar novidades. Temos que intensificar as ações ambientais em nível de escola, a maior multiplicadora de informações e de conscientização. Educação ambiental na base escolar é importante. Pessoas de mais idade dificilmente mudam seus hábitos, nós temos que ter a esperança sobre as crianças”, finaliza


ONG Elo Verde


Lidiane Bernardi (acadêmica de Gestão Ambiental),
Marcio Freschi (biólogo) e
Quéli Giaretta (gerente de projetos)

De acordo com a equipe da ONG Elo Verde e a gerente de projetos de revitalização dos rios de Erechim, que tem apoio do Ministério Público, Rosane Peluso, há muito a se fazer em relação ao lixo. Rosane destaca: “O Rio Tigre nasce no meio da cidade e é um dos maiores problemas de acumulo de resíduos. A água que chega às residências é limpa e passa por um processo de tratamento, mas volta para os rios suja. Cada enxurrada acumula lixo nas bocas de lobo. Tudo aquilo que a água carrega polui. A olho nu no Rio Tigre observa-se o lixo e a água turva. O volume de lixo é tanto que a água perde o oxigênio. O necessário é uma infra-estrutura para o tratamento da água depois do uso. Assim, os dejetos e a água in-natura voltam para os rios de forma não prejudicial. Sabe-se que a problemática do tratamento dos esgotos não é apenas um assunto debatido em nossa região, mas em muitos outros locais. Porém, a cidade está crescendo e o lixo também. Um assunto complexo, que depende do cidadão, de uma coleta melhorada, sendo que cada um é responsável pela separação do seu próprio lixo. É algo que deve ser aprendido e compreendido, por parte da população e também dos órgãos municipais. O conjunto deve ser melhorado e aperfeiçoado, desde o fato de não jogar lixo no chão. A Elo Verde


MÁRCIO FRESCHI
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